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2020 promete! [Resumo Semanal 17/01]

2020 promete! [Resumo Semanal 17/01]

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Com valorização de 31,6% em 2019, comemorando o quarto ano consecutivo de alta para a bolsa brasileira, o Ibovespa foi basicamente impulsionado pela perspectiva de queda da Selic e a expectativa da retomada econômica.


Diante deste salto, nada mais natural do que perguntar: o mercado terá o mesmo fôlego em 2020?
 

 

Pela ótica da análise gráfica, o índice ainda tem muito espaço para subir, uma vez que está em forte tendência de alta no curto/longo prazo e essa será revertida somente perdendo 95 mil pontos (algo bastante improvável olhando o gráfico neste momento). 


De alvo, os analistas fundamentalistas apontam para a casa de 130 – 140 mil pontos, em linha também com as projeções gráficas.
 

 

Apesar de distante em um primeiro olhar, esse objetivo teórico tem tudo para ser alcançado neste ano. A manutenção da Selic em níveis estruturalmente baixos (4,5% – 4,75% a.a no cenário-base) gera um efeito alavancagem nas empresas, que estimuladas pelo crédito possuem incentivos para investir e contratar, que por sua vez ajuda (e muito) na linha de Consumo das Famílias e assim faz a engrenagem da “máquina do PIB” finalmente girar depois anos de estagnação. 

 

De acordo com as estimativas do último Relatório Focus, a mediana da projeção de mercado aponta para um crescimento de 2,30% para a economia em 2020, expectativa essa que vem sendo ajustada para cima nos últimos relatórios.


O Brasil crescendo com a inflação controlada é um gatilho extremamente importante para a entrada de fluxo estrangeiro, que definitivamente está pagando para ver antes de embarcar no território nacional. 
 

 

No texto “os efeitos do dólar no mercado” da penúltima semana de novembro expliquei detalhadamente sobre a importância de acompanhar o Ibovespa descontado em dólares e como estamos baratos olhando neste prisma. Para comprovar isso é só olhar a projeção (1 ano) para o P/L (Preço/Lucro) do MSCI Brazil, que podemos classificar como o “Ibovespa dos gringos”.


Levando em conta a média do múltiplo projeto e 1 desvio-padrão para cima e para baixo, o Ibovespa dolarizado recém chegou na sua média de 10 anos, ou seja, não está tão caro como parece.
 

 

Outro ponto importante, na verdade vital para o sucesso desta tese, é o compromisso do governo da agenda de reformas.


A aprovação da Previdência foi cirúrgica para estancar a sangria do fiscal e dar um start na recuperação do resultado primário do setor público, sem falar na redução da dívida bruta, que tem tudo para voltar aos áureos tempos de 60% – 70% do PIB com as iniciativas. 


Portanto, olho vivo no andamento da Reforma Tributária, Reforma Administrativa, PEC Paralela (Estados e Municípios) e o “Plano mais Brasil” com os incentivos à privatização.
 

 

Riscos 

 

Pelo texto está claro que tem um ano muito bom pela frente, mas estamos falando do Brasil e não devemos ignorar os riscos. Por isso, sempre é bom falar sobre e uma vez concretizado(s) será preciso ajustar esse potencial para o mercado.  

 

De tudo que foi dito, deu para perceber que a agenda de reformas foi central para a melhora da percepção da economia brasileira. Portanto, o adiamento da agenda de reformas é o grande risco deste cenário, pois deve minar a confiança dos investidores. 

 

Outro ponto importante é a evolução dos indicadores econômicos, em especial da taxa de desemprego. Atualmente na faixa de 12%, ela será o grande termômetro da reação econômica e da confirmação da passagem de todos os benefícios oriundos da política monetária expansionista na economia.


Para ser bem simples: taxa de desemprego seguindo em alta = Consumo das Famílias não melhora = estagnação do PIB.
 

 

Um avanço inesperado da inflação, que impactará diretamente na projeção para Selic no final do ano, um crescimento pífio do setor industrial e uma regressão do setor agrícola, este último menos provável de acontecer, também colocarão água no chopp.


Também há incerteza do cenário externo quanto ao crescimento global e a “fase 2” da guerra comercial, mas com os Bancos Centrais tratando isso na base do estímulo monetário, como o bom andamento do tratado entre EUA e China, esse não é um risco tão latente e a tese otimista para o Brasil tende sobrepor.
 

 

Agenda econômica para semana 

 

A semana será marcada por feriados. Na segunda será comemorado nos EUA o Dia de Martin Luther King, enquanto na China serão iniciadas na sexta as comemorações do Ano Novo que vão até o dia 30. Ou seja, bolsa chinesa só abrirá no dia 31. 

 

Na agenda econômica internacional, destaque para a reunião de política monetária do BCE (Banco Central Europeu) na quinta (9h45), como vale mencionar sobre os indicadores industriais de janeiro que vão sair na Zona do Euro (6h00) e EUA (11h45) na sexta.  

 

Do lado doméstico, será divulgado na quinta (9h00) o IPCA-15 de janeiro, que serve como uma prévia para o IPCA oficial, número que será divulgado somente na primeira semana de fevereiro.    

 

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