Como montar uma carteira de investimentos?

Como montar uma carteira de investimentos?

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Por: Time Master Clear

23/11/2020 • Atualizado: 23/12/2021

5 minutos

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Saiba o que levar em consideração na hora de escolher as aplicações certas para você

De títulos públicos a derivativos, o mercado financeiro conta com uma infinidade de possibilidades de investimentos. A maneira como as aplicações são combinadas pode fazer a diferença entre o fracasso ou o sucesso do investidor, já que essa organização impacta diretamente na rentabilidade final que será obtida.

Não existe uma receita pronta para compor a carteira ideal. Por isso, é importante que cada investidor leve em consideração alguns fatores pessoais, como perfil, objetivos, prazos e disposição para suportar riscos. Quer aprender a definir esses pontos e montar uma carteira lucrativa? Continue lendo o artigo!

O que é uma carteira de investimentos?

Uma carteira de investimentos é o conjunto de aplicações que um investidor tem para obter rendimentos e conquistar seus objetivos financeiros. Ela também é chamada de cesta ou portfólio de investimentos. Uma carteira pode ser composta tanto por ativos de renda fixa, como CDBs e títulos do Tesouro Direto, quanto de renda variável, como ações e fundos de investimento. A carteira de investimentos deve ser única, feita exclusivamente para cada investidor, de forma a entregar os resultados esperados. Confira abaixo tudo que você deve considerar para montar o seu portfólio:

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Entenda os objetivos

Você já ouviu falar que para quem não sabe aonde quer chegar, qualquer caminho serve?

Isso também acontece no mundo dos investimentos. O seu portfólio serve para você atingir os seus objetivos de vida. Por isso, ter clareza de onde quer chegar é o primeiro passo para começar a estruturar sua carteira de investimentos. Fazer uma viagem de fim de ano, comprar a casa própria, viver de renda ou se preparar para aposentadoria são apenas alguns exemplos de objetivos que exigem diferentes estratégias de investimento.

Estipule prazos

Pelos exemplos acima, fica fácil perceber que cada objetivo implica em um prazo de investimento diferente. Se a finalidade é fazer uma viagem de fim de ano, é importante escolher ativos que tenham alta liquidez e possam ser rapidamente convertidos no dinheiro necessário para arcar com as despesas das férias. O mesmo vale para a formação da reserva de emergência, já que imprevistos não esperam a data de vencimento de uma aplicação.

Já quem está pensando na aposentadoria, não precisa optar por investimentos cujos resgates sejam instantâneos e, dessa forma, pode conseguir um retorno mais interessante. Por isso, é fundamental que os objetivos sejam divididos em curto, médio e longo prazo. Assim, fica mais fácil saber qual é a melhor forma de direcionar as suas aplicações e datas de vencimento. Geralmente, os prazos são definidos da seguinte forma:

Curto: De 1 a 6 meses – aqui se enquadram traders experientes e analistas técnicos que tem informação e dedicação para aproveitar oportunidades do momento.

Médio: De 6 meses a 5 anos – com frequência, são pessoas que tem uma certa quantia em dinheiro e buscam um rendimento melhor que a poupança.

Longo: De 5 anos em diante – é a opção de quem está pensando no futuro, principalmente na aposentadoria.

Conheça o seu perfil

A definição do seu perfil investidor está muito relacionada ao risco que você está disposto a correr, mas também devem ser consideradas questões como a sua renda, o quanto deseja investir e o seu conhecimento sobre o mercado financeiro. Descobrir se você é um investidor conservador, moderado ou agressivo é imprescindível para a composição do portfólio ideal. Confira as informações e analise em qual perfil você se enquadra:

Conservador: busca segurança e previsibilidade em suas aplicações, consequentemente, recorre mais à renda fixa, como o tesouro direto e títulos como o CDB, LCI e LCA. Não se importa em deixar de ganhar, desde que não perca o que já tem.

Moderado: é o investidor que almeja ganhos maiores e aceita correr um risco médio. Entende que seu capital pode estar suscetível a certa volatilidade no curto prazo, mas que, no médio e longo prazo, ele atingirá seus objetivos. Costuma mesclar renda fixa e renda variável em sua carteira.

Agressivo: visa conquistar uma rentabilidade acima da média do mercado e, para isso, está disposto a se expor a riscos maiores. Prioriza ativos de renda variável em seu portfólio, como ações, moeda estrangeira, fundos imobiliários e outros.

Diversifique

Ainda que a sua carteira seja elaborada de acordo com os seus objetivos, prazo e perfil, é muito importante que ela seja diversificada. É a velha história de nunca colocar todos os ovos em uma única cesta. Ao dividir seu capital em aplicações variadas, você reduz os riscos e aumenta as chances de lucrar.  Se alguns investimentos não estiverem indo bem, outros podem compensar a perda. Além disso, diversificar também é uma boa estratégia para proteção contra instabilidades políticas e econômicas, que podem atingir determinados segmentos de maneiras diferentes.

Agora que você já sabe o que deve considerar para montar uma carteira de investimentos consistente e coerente com os seus objetivos, é só começar a investir! Não esqueça que a sua carteira pode (e deve) mudar sempre que surgir uma nova estratégia ou necessidade. Bons investimentos!