Array

Array

Navegue por assunto


A foto mostra uma mulher sentada em uma cadeira com os braços apoiados em uma mesa, com uma calculadora nas mãos fazendo contas. A sua frente, há um notebook, papéis e uma xícara.

Certamente, você já ouviu falar sobre a taxa Selic, inclusive já deve ter lido sobre ela em manchetes dos jornais brasileiros. Mas você já parou para pesquisar o que é, exatamente, essa tal de taxa Selic? 

Em agosto de 2022, o Comitê de Política Monetária (Copom) aumentou a taxa básica de juros (Selic), de 13,25% para 13,75% a.a. O que impacta diretamente na rentabilidade em aplicações financeiras, o que melhora os investimentos de renda fixa.

Bem, a Selic tem relação com a economia nacional e, mais do que isso, com o seu bolso. Por isso, é importante estar ciente a respeito dela. Então, nesse conteúdo, vamos explicar o que é Selic, qual sua importância, como calculá-la e, ainda, como ela pode afetar seus investimentos. 

Vamos lá? 👇 

O que é Selic? 

A Selic é a taxa básica de juros da economia brasileira. De acordo com o Bacen, ela é “o principal instrumento de política monetária utilizado pelo Banco Central (BC) para controlar a inflação”, tendo influência em todas as taxas de juros do país. 

Ainda segundo o Banco Central, a taxa Selic “refere-se à taxa de juros apurada nas operações de empréstimos de um dia entre as instituições financeiras que utilizam títulos públicos federais como garantia. O BC opera no mercado de títulos públicos para que a taxa Selic efetiva esteja em linha com a meta da Selic definida na reunião do Comitê de Política Monetária do BC (Copom)”

Além disso, o nome “Selic” é derivado da sigla do Sistema Especial de Liquidação e de Custódia, uma infraestrutura do mercado financeiro, administrado pelo Bacen, onde acontecem as transações de títulos públicos federais.  

Ou seja, a taxa Selic é a taxa média ajustada dos financiamentos diários apurados no Sistema Especial de Liquidação e de Custódia. 

Também vale dizer que a taxa Selic, criada em 1979 pela Andima (Associação Nacional das Instituições do Mercado Aberto) e pelo Banco Central, é um dos pilares da política monetária do país e é utilizada para manter a inflação sob controle, dentro da faixa definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN). 

 A taxa Selic tem o objetivo central de garantir a estabilidade econômica brasileira, evitando descontroles inflacionários. 

E, para mais que isso, a taxa Selic, com suas quedas e subidas, tem forte impacto no crédito (empréstimos, financiamentos e financiamentos imobiliários), e especialmente no consumo e nos investimentos de renda fixa, que têm remuneração baseada em juros. 

Na Clear você conta com corretagem zero nos melhores produtos do mercado. Abra a sua conta e comece hoje mesmo a cuidar do seu futuro

Como funciona a Taxa Selic? 

A foto mostra uma mão colocando uma moeda em um cofre que tem formato de porco. Na mesa, há uma fileira com diversas moedas, em referência à taxa selic
Entenda mais sobre como a taxa Selic é definida.

É o Comitê de Política Econômica (Copom), órgão ligado ao Banco Central, que define e anuncia o valor da taxa Selic. A cada mês e meio, ele reúne sua diretoria para decidir qual o valor da Selic para os próximos 45 dias.  

De maneira geral, essas reuniões duram dois dias inteiros, começando na terça-feira e terminando na quarta, quando membros do Copom assistem a apresentações técnicas, discutem a economia brasileira e global e avaliam o comportamento dos mercados, inclusive da Bolsa de Valores, para definirem a taxa Selic, também chamada de taxa Selic Meta. 

Assim que definem o valor a ser adotado nos próximos 45 dias, até a realização de uma nova reunião, é feito um comunicado oficial distribuído ao mercado pela internet. Isso significa que o mercado saberá imediatamente o valor da taxa Selic, mas o porquê da decisão só é divulgado seis dias úteis depois, com a publicação da chamada Ata do Copom.  

Este documento é ansiosamente aguardado pelo mercado porque além de explicar a decisão sobre a Selic, acaba apontando tendências. 

Mas o que faz aumentar a taxa Selic? 

O Copom aumenta o valor da taxa Selic quando há um movimento de alta da inflação, e essa alta tem impactos sobre o câmbio e, principalmente, sobre a economia, falando mais sucintamente. Nesse caso, a ideia é deixar o crédito um pouco mais caro, tornando-o menos acessível e, assim, frear o consumo, segurando o ímpeto inflacionário. 

Primeiro, o Copom define qual será o valor da taxa Selic, mas é preciso garantir que a taxa efetiva se mantenha no patamar divulgado. Para isso, o Banco Central compra e vende títulos públicos federais diariamente, aumentando ou diminuindo a oferta, buscando manter os juros no valor definido pelo Copom. 

Quando o Copom decide aumentar a Selic, o Bacen busca vender mais títulos públicos às instituições financeiras. Estes títulos serão mais atraentes se estiverem sendo negociados a um preço baixo, proporcionando uma remuneração maior a quem investe. 

Ao jogar a Selic para baixo, o movimento é contrário: o Bacen busca comprar títulos públicos que estão nas carteiras das instituições financeiras, e os bancos toparão fazê-lo desde que negociados a um preço mais alto. 

Já deu pra entender a importância da taxa Selic para a nossa economia, né? Afinal, até o preço do nosso cafezinho diário é influenciado por ela. 

Taxa Selic acumulada: o que significa? 

A gente te contou que, todos os meses, de janeiro a dezembro, o Copom se reúne e divulga a taxa Selic válida para os próximos 45 dias.  

Mesmo que a taxa não seja alterada, a reunião acontece e a divulgação é feita normalmente. No final do ano, a soma das taxas divulgadas em cada mês estabelece a chamada taxa Selic acumulada

E por que entender o conceito de taxa Selic acumulada é importante?  

Bem, você se lembra que a taxa tem total ascendência sobre os investimentos de renda fixa, certo? Então, se você pretende investir em Tesouro Direto, por exemplo, acompanhar a taxa Selic acumulada é fundamental para avaliar o desempenho desse tipo de investimento. 

Outros investimentos em renda fixa atrelados ao Certificado de Depósito Interbancário (CDI), tais como Letras de Crédito Imobiliário (LCI), Letras de Crédito do Agronegócio (LCA), Letras de Câmbio (LC) e o Certificado de Depósito Bancário (CDB), também são afetados pela Selic.  

Quando a taxa básica de juros está alta, a rentabilidade desses ativos cresce e, quando está em baixa, naturalmente acontece o contrário. 

Como calcular Selic acumulada? 

Para calcular a Selic acumulada de algum ano, você pode somar, manualmente, o valor da taxa em cada mês do ano. Outra forma de calcular a Selic acumulada é acessando a calculadora disponibilizada pelo Banco Central, que determina a taxa Selic do período que você quiser pesquisar.  

Basta inserir a data inicial, a final e o valor nominal para descobrir o índice de correção no período, o valor percentual correspondente e, finalmente, o valor corrigido na data final. 

Além disso, a Receita Federal divulga a taxa Selic acumulada desde 1º de janeiro de 1995. Assim, outra alternativa para saber a taxa acumulada dos anos passados é acessar seu portal.  

Taxa Selic nos investimentos 

A foto mostra as mãos de uma mulher segurando uma calculadora, apoiada sobre uma mesa, na qual há vários papéis também, em referência à taxa selic
Veja como a taxa Selic pode ter influência no rendimento dos seus investimentos.

Mas, afinal, qual a relação que a taxa Selic tem com os seus investimentos? Você já descobriu que ela tem impacto sobre toda a economia, definindo a taxa básica de juros. Isso significa que a Selic é a principal referência para o mercado de crédito. 

Qualquer mudança observada na taxa Selic vai influenciar o câmbio, os financiamentos, os empréstimos e o financiamento imobiliário. O mesmo vale para os investimentos, afinal, como você já leu aqui, os investimentos de renda fixa, principalmente, se baseiam nas taxas de juros, que são definidas pela Selic. 

poupança, por exemplo, tem rendimento definido por lei e é igual em todos os bancos. Quando a Selic é maior do que 8,5% ao ano, a poupança paga a Taxa Referencial (TR) + 0,5% ao mês. Quando é igual ou menor que 8,5% ao ano, paga a TR, que hoje é igual a zero, + 70% da taxa básica de juros.  

Outros investimentos de renda fixa também dependem da Selic: títulos públicos, como Tesouro Direto, usam a Selic para calcular sua remuneração, e títulos privados, como CDBs e LCIs pós-fixados usam o CDI como índice, que acompanha muito de perto a Selic. 

E no mercado de ações, será que a taxa Selic influencia também? 

De maneira geral, a Selic não tem relação direta com a taxa de custódia e de corretagem de investimentos e corretoras, e nem com o próprio desempenho e resultado da Bolsa de Valores.  

No entanto, como a taxa Selic afeta a economia como um todo, isso influencia o mercado e, consequentemente, o resultado das companhias. Então, mesmo que você opte pelo investimento em renda variável, é bom ficar de olho na Selic. 

Normalmente, quando a Selic sobe, mais investidores procuram investimentos de renda fixa, que remuneram menos, porém são mais seguros. Já quando a Selic cai, ocorre o contrário, trazendo novos investidores para a renda variável em busca de remunerações maiores, embora assumindo riscos. 

Já conhece nosso portal de conteúdos? 

Deu pra perceber que ter acesso a esse tipo de informação faz toda a diferença na hora de investir, não é mesmo? É que, quando estamos bem informados e informadas, somos capazes de potencializar nossa rentabilidade a fazer movimentações muito mais assertivas. 

Pensando nisso, aqui na Clear, disponibilizamos conteúdos para pessoas que estão começando a investir e para quem já conhece há mais tempo o mercado financeiro. Para ficar por dentro do que acontece nesse universo e, ainda, para entender os principais conceitos básicos que os investimentos exigem, é só acompanhar nosso portal de conteúdos: 

📘 Blog da Clea

Ah! E você também pode acompanhar a gente em nosso canal do Youtube, que está cheio de vídeos produzidos por nossa equipe de parceiros e parceiras, especialistas no assunto: 

📘 Youtube da Clear 

 
Dê o primeiro passo para conquistar sua liberdade financeira. Abra sua conta na Clear, é online, rápido e 100% grátis.

Clique e abra sua conta na Clear

Array

Array

Navegue por assunto


Se você é ou pretende ser um investidor, deve entender o que é spread.

Afinal, estamos falando sobre uma operação básica no mercado financeiro, que se faz presente, por exemplo, quando você compra e vende uma ação na bolsa de valores.

Ao ler conteúdos sobre finanças ou ao acompanhar o noticiário econômico, é possível que você tenha contato com a palavra “spread”.

Expressões como “spread bid-ask”, por exemplo, são bastante utilizadas no mercado financeiro e, principalmente, no sistema bancário.

Quer entender melhor como esse conceito faz parte da sua vida?

E que tal aprender a usar o spread a seu favor, tomar melhores decisões financeiras e aumentar seus ganhos?

É sobre isso que vamos falar a partir de agora.

Então, siga a leitura!

O que é spread no mercado financeiro?

Spread indica a diferença entre o preço de compra e o de venda de alguma coisa, e é o spread que define o lucro bruto em uma transação financeira.

Esse é um conceito que aparece de forma importante tanto no mercado financeiro quanto no sistema bancário.

Sua função varia de acordo com a aplicação, mas, em linhas gerais, ele aponta o lucro na operação.

Por exemplo, a diferença entre o custo de compra (demanda) e venda (oferta) de um produto é um tipo de spread que interessa a um estabelecimento varejista.

Como funciona o spread?

Como ficou claro até aqui, o spread funciona de forma a definir a diferença de valores e o lucro em uma transação.

Se uma ação na bolsa tem seu preço de venda mais baixo definido em R$ 20 e o preço de compra é de R$ 18, temos um spread de R$ 2.

Essa será a margem de lucro bruta, sem considerar taxas e impostos que se aplicam.

Temos ainda o spread bancário, sobre o qual vamos falar na sequência, mas que segue a mesma lógica de funcionamento.

Nesse caso, as instituições financeiras concedem crédito por uma taxa de juros mais alta que a utilizada na captação de recursos, como quando emitem algum tipo de título no mercado.

A diferença entre as taxas é o spread, que existe para que seja possível pagar os investidores e os custos da operação e ainda ter lucro.

Tipos de spread

Os dois tipos mais conhecidos de spread são aqueles que envolvem ativos financeiros, como as ações, e os spreads bancários, que são fruto da relação entre crédito concedido e tomado.

Vamos entender melhor cada um deles?

No mercado financeiro

Relembrando, no mercado financeiro, o spread pode ser definido como a diferença entre o preço de compra e o preço de venda de uma ação.

Se, no livro de ofertas, o preço de venda mais baixo de uma ação é R$ 20,00 e o preço de compra mais alto é de R$ 15,00, então, o spread desta ação será de R$ 5,00.

O preço de venda mais baixo é conhecido como “ask”, enquanto o preço de compra mais alto é conhecido como “bid.”

Assim, o spread serve para calcular qual a possível taxa de retorno nas operações de compra e venda de ativos diversos.

Nos bancos

Já nos bancos, o spread é a diferença entre o que um banco paga de juros a um investidor e o que ele cobra de juros nos empréstimos.

Assim, se um banco paga 5% de juros ao ano a um investidor e empresta esse dinheiro a 25%, seu spread é de 20 pontos percentuais.

O spread é a principal ferramenta utilizada para definir o lucro dos bancos nas operações realizadas.

Para definir o spread, bancos levam em conta os riscos da operação, como as taxas de inadimplência, a tributação e os demais custos relacionados, além da expectativa de lucro.

Relação do spread nas ações e a liquidez

O spread é um indicador que auxilia o investidor a verificar quais ações possuem maior liquidez na bolsa de valores.

Basicamente, quanto maior a liquidez de um ativo, menor será o spread entre o preço de compra (bid) e o preço de venda (ask).

Nesse contexto, vale lembrar que a liquidez se refere à facilidade de negociação de uma determinada ação.

Se o spread é baixo, é mais fácil para o investidor realizar a venda do papel – algo importante para quem opera no day trade, por exemplo, onde compra e venda ocorrem no mesmo dia.

Mas não confunda liquidez com rentabilidade.

Spread mais altos indicam maiores ganhos na operação, mas ela é mais difícil de se concretizar, o que significa baixa liquidez.

Em caso de dificuldade, empresas podem realizar desdobramentos para aumentar as negociações.

Como calcular o spread financeiro?

Existem duas formas de calcular o spread financeiro: fazendo uso da fórmula aditiva e da fórmula multiplicativa.

Vamos conhecer cada uma delas?

Spread aditivo

O spread aditivo consiste em um cálculo simples da diferença entre a taxa de captação e a de empréstimo, como vimos antes.

Aqui, temos mais um exemplo ilustrativo de como calcular o spread aditivo:

Spread multiplicativo

O spread multiplicativo é a forma mais utilizada para o cálculo do spread, embora seja mais complexa.

Ele leva em conta o deságio entre a taxa praticada e o referencial de custo da operação.

A fórmula do spread multiplicativo é a seguinte:

TIPOS DE SPREAD - E COMO CALCULAR? - Economia sem segredos

Não se assuste: essa é uma fórmula para conhecer, mas não necessariamente você vai precisar aplicá-la no dia a dia.

Fatores que podem modificar o spread no mercado financeiro

Quando falamos do mercado financeiro, o fator que mais impacta o spread talvez seja a volatilidade.

Ou seja, as oscilações de preço, que são uma constante em investimentos de renda variável.

Essa volatilidade pode fazer o valor de uma ação disparar ou despencar, por exemplo.

Isso acontece quando há alguma notícia relevante relacionada à empresa detentora da ação ou no lançamento de um indicador importante, como o Payroll, nos Estados Unidos.

Já quando falamos do spread bancário, são cinco os principais fatores que influenciam a sua composição:

Muitos desses fatores ajudam a explicar por que o Brasil é famoso por ter spreads bancários elevados.

Qual o impacto do spread para o day trader?

A gente já deu pistas em tópicos anteriores, mas vamos deixar bem claro agora.

A verdade é que o spread é um conceito ainda mais importante para os day traders, que são os profissionais que negociam ativos no mesmo dia.

Seus ganhos, geralmente, se dão por volume de negociações.

Assim, ao realizar uma série de operações de compra e venda em um único pregão, pequenas oscilações podem render grandes ganhos.

Spreads baixos, que na prática representam uma diferenças de poucos centavos entre a compra e venda de uma ação, podem não chamar a atenção de investidores que estão na bolsa mirando o longo prazo.

Mas para os day traders, são uma oportunidade de lucrar.

É por isso que esse profissional precisa buscar ativos com alta liquidez, que, como vimos, costumam ter um spread muito menor.

Assim, saber a melhor hora de entrar e sair da posição é fundamental para se ter sucesso ao realizar uma operação no day trade, se aproveitando do spread.

Como ter sucesso ao operar um spread?

Já não é novidade que a volatilidade manifestada pelas oscilações do mercado pode ser uma importante aliada para quem opera o spread bid-ask.

Esses momentos podem ser pontuais ou fases mais prolongadas, mas ambos oferecem boas oportunidades.

O segredo é estar atento aos noticiários e dominar os fundamentos de análise de uma ação.

Existem, basicamente, dois tipos de análise: a técnica e a fundamentalista.

A primeira é a mais utilizada por traders de curto prazo e foca em gráficos e tendências.

É muito importante estudar o comportamento de uma ação para tomar decisões mais inteligentes e se beneficiar do spread.

Spread para trader: como ter lucro?

O trader é o principal especulador do mercado, por isso, é fundamental para ele saber a hora certa de entrar e sair de sua posição.

Como acabamos de destacar, o lucro depende da sua capacidade de análise.

Além disso, considere ainda a importância de contar com boas plataformas para trade – algo que você encontra na Clear.

Se ainda não tem uma conta na corretora, abra agora e aproveite as vantagens de investir com corretagem zero.

Com conhecimento, capacidade analítica e boas ferramentas, só resta ao trader tomar as decisões certas diante de uma oportunidade no mercado.

Market makers e o spread: qual a relação?

O market maker, ou formador de mercado, é uma figura fundamental para trazer liquidez aos ativos negociados em bolsa.

A função do market maker é manter ofertas de compra e venda de um ativo, elevando a sua chance de negociação.

Também estabelece o preço máximo e mínimo para se comprar e vender um ativo com ele.

O papel de formador de mercado costuma ser exercido por bancos, por corretoras de valores e por instituições financeiras contratadas pela bolsa.

Como vimos, quanto maior for a liquidez de um ativo, menor é o seu spread.

Assim, os market makers mantêm o spread baixo, fazendo com que determinados ativos se tornem atrativos para a realização de operações.

Eles ajudam não apenas os traders, como também os investidores de longo prazo, pois permitem a redução de custos nas operações de compra e venda.

Spread: panorama no Brasil e no mundo

Falando mais especificamente do spread bancário, mais uma vez, este é um tema polêmico.

Não raro você vê no noticiário reportagens dando conta de que temos um dos spreads bancários mais altos do mundo.

De fato, isso se comprova com números.

Basta lembrar um estudo do Banco Mundial, que trouxe um mapa de spreads bancários. Veja alguns percentuais apurados pela instituição:

Os dados mostram uma realidade incontestável: nosso spread bancário é, de fato, muito alto.

Significa que a taxa que os bancos pagam a investidores fica muito abaixo daquela que cobram por seus empréstimos.

Como foi reforçado por um relatório do Senado Federal, podemos observar que o Brasil está atrás apenas de Madagascar na lista dos maiores spreads do planeta.

Em termos de América Latina, o spread bancário do Brasil destoa de todos os seus vizinhos – o que reforça a dificuldade do consumidor de recuperar o dinheiro emprestado.

Segundo dados do Banco Mundial, por aqui, apenas US$ 0,13 são recuperados de cada US$ 1 emprestado.

Para efeito de comparação, a média mundial está em US$ 0,34 por US$ 1.

Essa baixa recuperação de crédito impacta diretamente nos custos administrativos dos bancos, que é um dos componentes do spread.

3 curiosidades sobre spread no mercado financeiro e bancário

Antes de finalizar este conteúdo, vamos ver algumas curiosidades sobre o spread:

Saiba mais sobre o mercado financeiro

Seguir atualizado e bem informado é um requisito para investir bem.

Estar neste conteúdo é um sinal de que você quer seguir por esse caminho e, assim, tomar as melhores decisões de investimento.

Ficamos felizes em saber do seu interesse pela educação financeira. Por isso, recomendamos mais estes conteúdos do blog da Clear:

Aproveite para conferir vídeos com dicas e análises que são publicados no canal da Clear no YouTube.

É informação de qualidade para você investir cada vez melhor.

Conclusão

O spread possui uma importância fundamental para o sistema financeiro, especialmente na questão de formação de preços.

Traders e especuladores dependem do spread para determinar seus passos na bolsa de valores.

Além disso, o spread também determina o custo do crédito em um país, algo fundamental na hora de direcionar investimentos.

Saber calcular e avaliar o spread é uma excelente estratégia para conseguir potencializar seus ganhos no longo prazo.

Então, use as informações deste conteúdo para evoluir em seus investimentos.

Clique e abra sua conta na Clear

Array

Array

Navegue por assunto


Aprenda o que é Ibovespa e como é calculado o principal índice do mercado de ações! 

Se você está começando a operar na Bolsa, já deve ter ouvido por aí que “o Ibovespa caiu” ou “o Ibovespa subiu”, e até  pode ter confundido o índice com a antiga BM&F Bovespa, que é a denominação da Bolsa de Valores de São Paulo e hoje leva o nome de B3.  

Com certeza, você já deve ter se deparado com a ação BOVA11 no home broker, que nada mais é do que um fundo que replica exatamente a composição do índice.  

Mas afinal, o que é Ibovespa? 🤔 

Assim como o Dow Jones é o índice mais importante da Bolsa de Nova York, o Ibovespa é o principal índice da Bolsa Paulista e calcula a média de desempenho de uma carteira com as principais ações negociadas na B3. 

Neste artigo, você vai entender: 

Vem com a gente! 🚀 

O que é Ibovespa? 

Conhecido como IBOV, o índice funciona como um termômetro do mercado acionário do Brasil e mede, através de um sistema de pontos baseado em reais, o desempenho médio de uma carteira teórica com as ações mais representativas e negociadas em Bolsa

A foto mostra uma mesa com um notebook sobre ela,  que mostra um gráfico relacionado ao ibovespa

O Ibovespa foi criado em janeiro de 1968 e é um índice de retorno total. Ou seja, além de considerar as variações nos preços dos ativos que fazem parte de sua carteira teórica, ele reflete o impacto do pagamento de todas as categorias de proventos das empresas emissoras dessas ações. 

Como a carteira do Ibovespa é composta?   

Bom, tão importante quanto saber o que é o Ibovespa é entender como ele é composto.  

Basicamente, a B3 reavalia a composição da carteira IBOV a cada 4 meses e os principais critérios para fazer parte do índice é ter uma boa liquidez e grande volume financeiro negociado em Bolsa.  

De forma geral, as ações e units de ações que integram o Ibovespa precisam atender aos seguintes requisitos: 

👉  Fazer parte dos ativos elegíveis que, no total e dentro do período de um ano, representem 85% do índice de Negociabilidade. 

👉  Ter presença em pregão de 95% no último ano.  

👉  Ter participação de volume financeiro a partir de 0,1% no mercado à vista. 

👉  Não ser Penny Stock, que são aquelas ações que possuem cotações abaixo de R$ 1. 

O peso de cada uma das ações na pontuação do índice Ibovespa pode diferir e variar, conforme o volume de ativos de uma mesma empresa presente na composição da carteira

Isso quer dizer que, se o índice subir, não significa que, necessariamente, todas as ações que compõem a carteira tiveram alta, já que alguns ativos possuem maior peso do que outros e ajudam a puxar o índice para cima ou para baixo. 

Companhias como a Petrobras, por exemplo, que possuem um alto volume de negociação em Bolsa, podem ser responsáveis, dependendo do desempenho de sua cotação durante o pregão, por fazer a pontuação do Ibovespa subir ou cair. 

Importante ressaltar que, para ponderar a carteira, uma companhia não pode ter uma participação maior do que 20% em ações na composição do índice. 

Quais são as ações que compõem o Ibovespa? 

Veja, na tabela a seguir, quais são as principais ações que compõem a carteira desse índice: 

IBOV – Carteira do Dia 04/04/22  
Código Ação 
VALE3 VALE 
PETR4 PETROBRAS 
ITUB4 ITAUUNIBANCO 
BBDC4 BRADESCO 
B3SA3 B3 
PETR3 PETROBRAS 
ABEV3 AMBEV S/A 
HAPV3 HAPVIDA 
WEGE3 WEG 
ITSA4 ITAUSA 

Clicando aqui, você acessa as informações completas e atualizadas. 

Como o índice Ibovespa é calculado? 

Os pontos do IBOV são calculados em tempo real e seu resultado é baseado na cotação de cada ação que integra o índice, multiplicado pela quantidade teórica dos ativos que compõem a carteira. 

Cada ponto vale 1 real, logo, se a pontuação estiver em 85 mil pontos, todos os ativos que compõem a carteira teórica do Ibovespa estarão valendo isso em reais. 

Quer entender mais sobre esse índice tão importante? Então, assista ao vídeo abaixo que o canal da Clear no YouTube preparou sobre o tema:

Qual a importância do Índice Ibovespa? 

Por refletir o comportamento das principais ações negociadas em Bolsa, o índice Ibovespa serve como um ótimo parâmetro para quem deseja operar nos pregões

Analisando seu gráfico e acompanhando sua cotação diariamente, é possível sentir como está a economia do país, a saúde das empresas e, principalmente, se vale a pena ou não negociar as ações que o compõem ou os produtos que o usam como referência. 

Como operar o Ibovespa? 

Depois de compreender, de fato, o que é Ibovespa, é hora de aprender como operar esse índice no mercado. 

Apesar de não ser possível investir diretamente nos pontos do Índice Ibovespa, existem algumas opções de produtos ligados ao IBOV, que são altamente negociados como, por exemplo: 

Contratos de Índice 

São contratos futuros que se baseiam no Índice Ibovespa sendo negociados com uma data de vencimento predeterminada. Cada lote é composto por 5 contratos e sua cotação equivale aos pontos do IBOV em reais, ou seja, R$1 real a cada ponto. 

Minicontratos de Índice 

Assim como os contratos cheios, os minicontratos de índice também se baseiam na variação da pontuação do Ibovespa. 

Eles são negociados no mercado futuro, com vencimento bimestral e sua cotação é medida por pontos, que valem 20% do contrato cheio, ou seja, R$0,20 cada. 

ETFs 

ETFs são fundos de índices negociados em Bolsa que possuem um determinado índice como referência. No caso do Ibovespa, a ETF é o BOVA11, que pode ser negociado como uma ação e procura obter uma rentabilidade próxima à pontuação do IBOV. 

Fundos de Ações Ibovespa 

Nesta opção, é possível comprar cotas de um fundo de ações, como o BOVA11, que segue a carteira do Índice Ibovespa. O fundo terá resultados próximos ao índice e suas cotas serão administradas por um gestor profissional. 

Entendeu o que é Ibovespa e como ele funciona? Então abra sua conta na Clear e coloque seu conhecimento em prática.  

Bora investir? 🚀 

Na Clear você conta com corretagem zero nos melhores produtos do mercado. Abra sua conta, é online, rápido e 100% grátis. 

Array

Array

Navegue por assunto


A foto mostra as mãos de uma pessoa. Em uma delas, há uma xícara com café e, na outra, um celular ligado em uma plataforma de investimentos. Ao fundo, há um notebook sobre uma mesa.

Se você acompanha o mercado financeiro, deve saber que, há algum tempo, a taxa Selic passou  por uma onda histórica de baixa, o que acabou tornando os investimentos em renda fixa pouco atraentes. 

Por esse motivo, é sempre bom estar por dentro da queda ou alta da Selic caso você queira saber qual é o melhor momento para investir. 

Se antes nós costumávamos achar que 4,25% batia o recorde de corte da taxa Selic, por exemplo, alguns acontecimentos nos provaram o contrário. 

Depois do corte na taxa de juros americana pelo Federal Reserve (FED), o Banco Central do Brasil se posicionou projetando uma possível nova queda na taxa Selic

Segundo Rafael Ribeiro, analista que faz parte da nossa equipe, “O Banco Central dos EUA cortou o juro em 0,5 ponto percentual em resposta aos possíveis impactos do coronavírus na economia, ou seja, na expectativa de crescimento do país”. 

Vale lembrar que esse corte extraordinário não era executado desde 2008, época em que passávamos por uma crise financeira global. 

Hoje, os tempos são diferentes e, em 2022, experienciamos a alta da Selic novamente. 

Selic hoje 

A Selic hoje, no primeiro semestre de 2022, está em 11,75% ao ano, definida em março de 2022 pelo Copom, designando a oitava alta consecutiva.  

Em março de 2020, a Taxa Selic estava em sua 4,25%, número que vinha caindo, na verdade, desde 2017. E, no segundo semestre de 2020, a Taxa Selic continuou em queda. 

A queda na Selic significa colocar os investimentos em renda fixa no ranking dos investimentos menos rentáveis do mercado. Da mesma forma, a alta da Selic representa o bom rendimento de qualquer um dos tipos de investimentos em renda fixa. 

O Rafael explica que a taxa de juros seria a remuneração que um investidor recebe em troca de aportar seu capital em determinado ativo. Como na renda fixa a taxa básica de juros é a referência de retorno, ter um juro negativo, ou próximo de zero, seria uma penalidade para o investidor, pois seu dinheiro irá virar pó em razão do tempo”.  

A partir daí, dá pra entender por que a alta da Selic é sinônimo de maior rentabilidade, e a queda da Selic, ao contrário, é o mesmo que uma rentabilidade mais baixa. No entanto, quando falamos sobre a renda variável, a rentabilidade pode ser alta mesmo com a baixa da Selic. 

E quando é hora de investir? Para responder a essa questão, será necessário avaliar o mercado de maneira personalizada, levando em consideração que a taxa Selic depende de fatores como a inflação e o valor do crédito. 

Separamos algumas dicas gerais de como aproveitar a queda e a alta da Selic nos investimentos. Olha só 👇 

Queda x alta da Selic: onde investir? 

A foto mostra um homem sentado à mesa, escrevendo em um bloco de notas, em referência aos estudos de investidores sobre a queda e alta da Selic.
É importante entender o que significa a queda e a alta da Selic antes de optar por algum investimento

Para Rafael, com níveis menores de atratividade da renda fixa (ou seja, no caso da queda da Selic), quem  investe deve buscar por títulos mais arriscados para conseguir algum rendimento. Esse processo, geralmente, leva a pessoa a migrar para a renda variável. 

Neste cenário, [quem investe] deve buscar ativos que remuneram melhor e, no ambiente da renda variável, [é possível] encontrar empresas sólidas e com bons fundamentos para surfar esse momento”, explica Rafael. 

Por fim, ainda no caso da queda da Selic, é mais provável que a pessoa investidora invista em “em melhorar sua empresa via alavancagem financeira (tomar dívida barata para concluir um projeto de maior rendimento), que tem tudo para oferecer maior lucro e isso beneficiar seu acionista” 

Seguindo a lógica, a alta da Selic significa exatamente o contrário. 

Vale lembrar ainda que os Fundos de Investimentos Imobiliários, conhecidos como FIIs, também são alternativas para esse momento da economia. Isso porque os aluguéis mensais não sofrem variação com a queda da Selic e os FIIs são excelentes portas de entrada para os investidores iniciantes na Bolsa que estão migrando das aplicações em renda fixa pós-fixada. 

Na Clear você conta com corretagem e taxa de custódia zero. Abra sua conta e comece a investir agora.  

10 ações que pagam mais dividendos que a Selic 

Para se ter uma ideia de como tirar o melhor do seu investimento em ações, vale a pena conferir essa lista de 10 ações que pagaram mais dividendos (parte do lucro distribuída a acionistas) que a Selic em 2020: 

Empresa Código Dividendo estimado por ação 2020 (R$) DivYield projetado 2020 
ISA CTEEP** TRPL4 R$ 1,89 8,10% 
Taesa TAEE11 R$ 2,44 7,50% 
AES Tietê TIET11 R$ 1,18 7,30% 
Cyrela CYRE3 R$ 2,34 7,10% 
Engie EGIE3 R$ 3,51 6,60% 
Sanepar SAPR11 R$ 5,17 6,50% 
Itaú ITUB4 R$ 1,94 5,70% 
Banco do Brasil BBAS3 R$ 2,71 5,50% 
Gerdau GGBR4 R$ 1,02 4,8% 
Copasa CSMG3 R$ 2,94 4,7% 
Fonte: Relatório extraído pelo analista Rafael Ribeiro e registrado na Apimec em 04/03/2020. 

*Atenção: rentabilidade passada não significa rentabilidade no futuro. Antes de investir, é preciso estudar o momento econômico, seu perfil de investidor e objetivos. 

Mas o que é a taxa Selic, afinal? 

 Taxa Selic, abreviação de Sistema Especial de Liquidação e Custódia, é a taxa básica de juros da economia brasileira

Em outras palavras, é a queda e a alta da Selic  que influencia e define quase tudo na nossa economia, como juros dos empréstimosfinanciamentos e aplicações financeiras

Além disso, é o principal instrumento usado pelo BACEN para controlar a inflação no país. 

Quer ver  um exemplo prático? Quando ocorre a alta da Selic, os juros cobrados nos cartões de crédito e financiamentos, por exemplo, ficam mais altos. Com isso, a tendência é que as pessoas consumam menos, o que automaticamente favorece a queda da inflação

Já com a queda da Selic, acontece o movimento contrário: juros menores nos empréstimos fazendo com que as pessoas consumam mais. 

Como a taxa Selic é definida? 

A taxa Selic é definida na reunião do COPOM, que acontece a cada 45 dias

Nesta reunião, são discutidos diversos assuntos que impactam diretamente a economia no país e a vida financeira dos brasileiros. Entre eles, a meta a ser atingida pela Selic

Em dois dias de encontro, a pessoa que estiver na presidência do país e diretores/as do Banco Central analisam as contas públicas, o cenário externo, a atividade econômica e a inflação para enfim divulgarem a nova taxa Selic, que pode, ou não, sofrer alterações. 

A Clear possui corretagem zero nos melhores produtos do mercado. Abra sua conta com a especialista na bolsa e dê o primeiro passo para conquistar sua liberdade financeira. 

Clique e abra sua conta na Clear

Array

Array

Navegue por assunto


Saiba o que é e como funciona o retorno, ou rentabilidade, das suas aplicações financeira

Se você investe ou quer começar a investir seu dinheiro, precisa conhecer um conceito importante: o de rentabilidade. Ele traz a ideia de retorno. Ou seja, se eu investir, por exemplo R$ 1.000, em 5 anos, quanto eu irei resgatar de volta? Quanto o dinheiro irá render?

Essa é uma das principais questões na hora de investir. Afinal de contas, o que todos buscam são investimentos com boa rentabilidade. Seja em renda fixa ou em renda variável, quanto maior o retorno, melhor.

Por isso, é importante conhecer o conceito de rentabilidade, saber como ela funciona, como calcular e escolher os investimentos que têm a rentabilidade de acordo com os seus objetivos.

Rentabilidade: o que é?

Pode-se definir a rentabilidade como o percentual de remuneração obtido a mais a partir de quanto você investiu. Por exemplo, se você investiu R$ 100 em um ativo e resgatou R$ 150 em seu vencimento, então a rentabilidade foi de 50%.

Ou seja, ela é o retorno que você teve da aplicação. É o retorno sobre o quanto você investiu.

Ter esse conceito em mente é muito importante na hora de investir seu dinheiro. Assim, você consegue escolher o tipo de investimento certo para o seu tipo de investidor e os seus objetivos com aquela aplicação.

Tenha em mente que a rentabilidade dos investimentos está atrelada ao risco: quanto maior ele for, maior a possibilidade de rentabilidade. Porém, investimentos de alto risco não são indicados para todos os tipos de investidores: apenas para os conhecidos por “investidores agressivos” – falamos mais sobre os perfis de investidores neste texto aqui.

Aqui na Clear, você encontra as melhores opções de renda variável com taxa de corretagem zero.

Rentabilidade X Lucratividade

É comum confundir rentabilidade com lucratividade. Mas são conceitos diferentes. Como o próprio nome diz, a lucratividade está relacionada com o lucro em si.

Voltemos ao exemplo. Você investiu R$ 100. Ao fim do investimento, resgatou R$ 150. A rentabilidade foi de 50%. Porém, precisou pagar R$ 20 com tarifas. Então, sua lucratividade foi de R$ 30.

Portanto, a lucratividade está relacionada com o ganho efetivo que você obtém com o investimento, descontando possíveis gastos, taxas, impostos e tarifas que tenha com ele.

Como calcular rentabilidade?

pessoa mexendo em celular calculando a rentabilidade dos investimentos, ao lado de notas de dólares

Ficou curioso e quer calcular a rentabilidade dos seus investimentos? Em alguns casos é possível prever. Mas em outros, não.

Nos ativos de renda variável não se tem previsibilidade sobre quanto o valor investido irá render. Isso porque são investimentos com alta volatilidade. Diversos fatores interferem na rentabilidade desses ativos, como a política local e internacional, o desempenho da companhia e do setor (no caso de ações) e outros fatores que são imprevisíveis.

Para calcular a rentabilidade você deve levar em consideração:

Esses fatores podem influenciar diretamente na rentabilidade do seu investimento. Com isso em mente, você pode utilizar essa fórmula para calcular:

RENTABILIDADE = (rendimento – impostos, inflação e taxas) x 100 ÷ valor investido

Você pode usar essa fórmula para calcular alguns tipos de investimento, principalmente os de renda fixa. Mas, se tratando de renda variável, as coisas ficam um pouco mais imprevisíveis.

É possível fazer uma estimativa de potencial de ganho com os ativos de renda variável. Mas devido à alta volatilidade desses ativos, a rentabilidade não é garantida. Portanto, essa fórmula não se aplica a esses ativos.

Rentabilidade da poupança: como funciona?

A poupança é o investimento mais popular entre os brasileiros. Segundo dados da Anbima (Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais) de 2018, 85% da população brasileira investia na poupança nesse ano.

Os números são altos e refletem a deficiência da educação financeira entre os brasileiros. Isso porque a poupança, em muitos momentos, tem o rendimento menor que o da inflação. Ou seja, os preços ficam mais altos, mas o rendimento não acompanha.

Colocar o dinheiro na poupança não é fazer a melhor escolha pensando em rentabilidade. Embora prático e acessível, se o assunto for fazer o dinheiro render, existem possibilidades muito melhores que a poupança.

O que acontece: quando os juros básicos da economia, ou seja, a taxa Selic, estão baixos, o rendimento da poupança também diminui.

O cálculo do rendimento da poupança mudou em 2012. Desde então, ele é feito da seguinte maneira:

Atualmente, a taxa referencial é zero. E a Selic está acima de 8,5% e em um movimento de queda há um tempo. Ou seja, cada vez mais o rendimento da poupança deixa de ser uma boa escolha.

Mas então, por que a poupança?

Existem alguns motivos que fazem com que as pessoas continuem deixando o dinheiro na poupança. Por exemplo, é um investimento considerado fácil e simples.

Além disso, as pessoas levam em consideração a segurança da rentabilidade da poupança: o medo de perder o dinheiro investido assusta algumas pessoas.

Mas existem alternativas tão seguras quanto e que trazem mais rentabilidade para o seu dinheiro.

Rentabilidade do Tesouro Direto

O Tesouro Direto é uma opção para quem quer um investimento tão seguro quanto a poupança, porém com maior retorno. Ele é um programa do governo federal que possibilita a compra de títulos públicos. Você empresta dinheiro para o governo e, em troca, recebe o valor investido mais os juros após o tempo combinado.

Existem títulos do Tesouro Direto com diferentes datas de vencimento. E é possível começar com pouco dinheiro.

Além disso, existem três tipos diferentes de títulos:

Tesouro Prefixado

Essa categoria possui uma taxa fixa de retorno. Ou seja, a rentabilidade é conhecida no momento da aplicação. Pode ser, por exemplo, 5% ao ano.

Nesse caso, todos os anos você receberá 5% até a data de vencimento do título.

Se você é um investido conservador, essa modalidade é indicada para você, pois é possível saber exatamente o quanto o dinheiro irá render e em quanto tempo. Ou, por exemplo, se você quer juntar dinheiro para uma viagem ou comprar um carro.

Tesouro atrelado à inflação

Existem também os títulos atrelados à inflação. Eles são considerados híbridos, pois sua rentabilidade tem uma parte fixa e uma variável, por exemplo 3% + IPCA.

Dessa maneira, você tem a garantia de que ele, pelo menos, renderá esses 3%. Se o IPCA for positivo, renderá mais. Se for negativo, tudo bem pois ainda terá os 3%.

Tesouro indexado à Taxa Selic

Essa opção tem sua rentabilidade atrelada à taxa Selic. Seu retorno é equivalente à taxa. Por isso, pode-se comparar com investimentos que pagam cerca de 100% do CDI.

Um ponto positivo dessa opção é que ele sempre rende de forma positiva. O dinheiro cresce constantemente.

Então, é uma das principais escolhas para uma carteira conservadora ou se tratando da reserva de emergência.

Rentabilidade de Ações

Como falamos, o mercado de ações faz parte da renda variável e é difícil de prever devido à volatilidade. Os riscos são altos, o que traz alta possibilidade de rentabilidade.

Contudo, a rentabilidade desses ativos está ligada ao comportamento do momento financeiro da ocasião. E ele pode ser alterado radicalmente por muitos motivos, sejam eles políticos, ambientais, econômicos ou sociais.

Portanto, a retorno dos investimentos em ações vai depender do momento atual: é preciso entender o momento e fazer projeções. E, mesmo assim, entender que possui riscos.

Então, é importante entender que o seu retorno vai sempre depender do tipo de investimento que você escolher. Quanto maior o risco, maior a possibilidade de rentabilidade.

Clique e abra sua conta na Clear

Array

Array

Navegue por assunto


Ainda não é um investidor do mercado financeiro?

Ao dar esse passo, você tem a possibilidade de fazer o seu dinheiro render e se multiplicar em vez de ficar parado.

Esqueça aquela história de que o mercado financeiro é exclusivo para especialistas ou para quem tem muito dinheiro. Qualquer um pode investir. Existem produtos para diferentes perfis de investidor e objetivos de investimento.

Basta aprender o básico sobre como o mercado funciona e encontrar fontes de informação confiáveis.

É justamente este o objetivo do blog da Clear: difundir conhecimento para tornar o mundo dos investimentos ainda mais acessível.

Então, siga a leitura e tire suas dúvidas sobre o mercado financeiro.

O que é o mercado financeiro?

Mercado financeiro é um conjunto de ambientes e instituições no qual investidores (pessoas físicas e jurídicas) compram e vendem ativos financeiros. Ele reúne quem compra, quem vende e quem faz a intermediação da negociação.

Para uma pessoa física, o mercado financeiro pode acelerar a realização de sonhos.

Afinal, com uma boa estratégia de investimento, as quantias aplicadas nele rendem mais dinheiro e aproximam o investidor de suas metas.

No caso de empresas, pode ser o caminho para financiar projetos de expansão e multiplicar os lucros do negócio.

Entre as instituições do mercado financeiro, estão as bolsas de valores, corretoras, fundos de investimento, bancos e o Tesouro Nacional.

Na categoria dos ativos, a lista é enorme. Veja alguns exemplos:

Como funciona o mercado financeiro?

O mercado financeiro é composto por uma série de instituições e regras.

Sua função é criar um ambiente de negociação que preserve os interesses de todos os envolvidos.

Sempre que possível, deve ser respeitado o princípio do livre mercado – quando as interações financeiras ocorrem de forma livre, com intervenções mínimas.

No mercado de ações, por exemplo, é a oferta e demanda que rege a cotação dos ativos: se a procura por participação na empresa X é alta, seu preço cresce; já na empresa Y, se muitos investidores estão vendendo os papéis, o preço cai.

Neste exemplo, portanto, as cotações são reguladas de forma orgânica pelo próprio mercado, e não por uma entidade que avalia o valor de mercado de cada companhia.

Essa liberdade, no entanto, não é absoluta.

Há normas, regulamentos, leis e órgãos de fiscalização públicos e independentes para impedir que certas condições sejam manipuladas na direção de determinado interesse.

Qual é a função do mercado financeiro?

O mercado financeiro tem a função de facilitador e intermediador, possibilitando que pessoas e empresas movimentem seu dinheiro e negociem ativos financeiros.

Ele amplia as possibilidades e economiza tempo de quem acumulou recursos e quer aplicá-los de maneira inteligente.

Imagine que você acredita que uma moeda estrangeira vai se valorizar e quer adquirir o equivalente a R$ 5 mil.

Mesmo se estivermos falando de dólares, a moeda que mais circula no planeta, se não existisse toda a estrutura do mercado financeiro, você teria muito trabalho para fazer essa troca.

Teria que encontrar uma ou mais pessoas dispostas a vender seus dólares a uma cotação justa e um meio seguro para efetuar a transação.

E, depois, quando a moeda tiver valorizado e você desejar consolidar a renda obtida, teria que passar pelo mesmo processo para vender os dólares.

Já pensou ter que fazer isso sempre que quiser investir o dinheiro em algum ativo?

Retornando ao exemplo, quem busca aplicar em uma moeda estrangeira recorre ao mercado de câmbio, uma subdivisão do mercado financeiro formado por bancos, casas de câmbio, corretoras e agências de turismo.

Neste e em qualquer outro exemplo, o mercado financeiro facilita e regula as transações, dando agilidade e segurança ao processo.

Como participar do mercado financeiro?

homem de pele branca e cabelos castanhos usando óculos olhando para notebook com dados do mercado financeiro

A chance de você já estar participando do mercado financeiro é grande. Basta ter uma conta em banco e algum depósito em poupança – que vale lembrar, não é uma boa escolha se você quer fazer seu dinheiro render.

Mas o fato de participar do mercado não quer dizer que você esteja aproveitando todo seu potencial.

Primeiro, você precisa ter em mente que, embora possa ter acesso a diferentes ativos pelo banco, esta não é a melhor instituição para investir.

Nas corretoras, a diversidade de opções é maior. Por isso, você encontrará mais facilmente investimentos que valem mais a pena para o seu caso, com condições melhores.

Quer começar a aumentar seu patrimônio? Abra sua conta na Clear.

Afinal, quais são as instituições do mercado financeiro?

Não há como investir no mercado financeiro sem criar um relacionamento com suas instituições.

Conheça abaixo as principais.

Bolsa de Valores

É o mercado organizado onde se compram e vendem ações de empresas e outros valores mobiliários, como títulos públicos e commodities.

Fundos de investimento

Trata-se de um conjunto de investidores que aplicam em uma carteira de investimentos e recebem o rendimento proporcional ao que investiram.

Corretoras

São empresas que atuam no mercado financeiro fazendo a intermediação da compra e venda de ativos financeiros.

O cliente que abre uma conta em uma corretora tem fácil acesso a diversos tipos de investimentos.

Órgãos reguladores

Para que o mercado funcione de forma justa e transparente, existem as entidades que atuam na sua regulação.

Leis, normas e portarias definem as regras para a atuação de instituições financeiras, em proteção aos investidores.

Entre os órgãos responsáveis por esta atribuição, podemos citar:

Quais são os tipos de mercado financeiro?

Ao acessar o mercado financeiro, onde é possível aplicar o dinheiro?

Conheça as opções!

Mercado de ações

É o ambiente em que os investidores podem comprar e vender ações, papéis que garantem um percentual de participação na companhia.

O preço das ações é definido de acordo com a oferta e demanda, e o objetivo do investidor é vender o ativo a um preço maior do que o que pagou.

Mercado de obrigações

As obrigações são títulos que garantem ao titular o recebimento periódico de juros referentes a um crédito.

Mercado de balcão

Este mercado é um ambiente onde são negociados títulos e ações fora da bolsa de valores.

Mercado de derivativos

Derivativos são investimentos cujo preço deriva de um ativo ou, então, de um índice de mercado ou taxa de referência.

Mercado de renda fixa

Quando você aplica em um investimento de renda fixa, as regras de rentabilidade já estão definidas antes da compra o ativo.

Entre as possibilidades, estão os ativos do Tesouro Direto, que são títulos da dívida pública.

Neste caso, o investidor empresta para o governo federal, que o devolve no prazo acordado e corrigido a partir de um indicador conhecido no momento da contratação.

Mercado de renda variável

Os ativos de renda variável são aqueles em que o investidor aplica sem ter certeza sobre a rentabilidade futura, mas que têm chances de uma rentabilidade maior. Confira os principais exemplos.

Ações na bolsa de valores

As ações podem se valorizar (quando a procura por elas aumenta) ou desvalorizar (quando a oferta supera a procura).

Fundos imobiliários

Seguem a mesma lógica dos fundos de investimento: vários investidores reúnem seus recursos para aplicar em empreendimentos imobiliários e partilhar os rendimentos.

Opções

As opções são o direito, por determinado período, de comprar ou vender, por um preço fixado, um lote de ações.

Mercado de câmbio

No mercado de câmbio, investidores trocam uma moeda por outra, apostando na valorização daquela que foi adquirida.

Mercado futuro

Nesse mercado, são comercializados contratos de compra e venda de produtos que só serão realizados em data futura.

Mercado financeiro: como investir? Passo a passo

Quer aproveitar melhor as possibilidades que o mercado financeiro tem a oferecer?

Siga o passo a passo abaixo.

  1. Estude e se informe

Continue buscando informações sobre o mercado financeiro, suas instituições e particularidades dos diversos ativos em que se pode investir.

E esteja atento às notícias sobre o mercado e a economia do país e do mundo.

  1. Organize suas finanças

Sem ter uma vida financeira organizada, você não vai poupar o dinheiro dos investimentos.

Acostume-se a anotar todas suas despesas e receitas em uma planilha.

  1. Economize

Não pense que você vai ganhar dinheiro fazendo um único investimento.

Além dos juros compostos, você vai precisar de aportes mensais para ter bons resultados.

Faça o possível para economizar e aumentar esses depósitos.

  1. Abra uma conta em uma corretora

Para ter acesso ao grande catálogo de investimentos disponíveis em uma corretora, você precisa abrir uma conta com ela.

Conheça a Clear e veja por que ela é a melhor escolha.

  1. Crie um plano de investimentos

É importante que você trace objetivos e uma estratégia de investimento que esteja alinhada com seu perfil de investidor.

  1. Aplique

Hora de partir para a prática.

Execute seu plano e faça os aportes mensais nos investimentos selecionados.

  1. Acompanhe

Confira periodicamente os rendimentos. Mas com moderação.

Caso invista em ações em uma estratégia a longo prazo, não ajuda ficar conferindo as cotações diariamente, pois o que importa é a curva do gráfico ao longo dos meses.

  1. Revise a estratégia

Com base nos resultados e no conhecimento que você continua acumulando, revise sua estratégia de tempos em tempos.

Quanto mais seguro se sentir, mais arrojados podem se tornar os investimentos, o que aumenta a rentabilidade possível.

  1. Tenha disciplina

Por fim, a última dica é ser consistente.

Ninguém fica rico da noite para o dia no mercado financeiro.

Tenha disciplina para continuar investindo até que os resultados apareçam.

Como está o mercado financeiro em 2022?

Não é segredo para ninguém que 2022 está sendo um ano completamente atípico.

A pandemia do coronavírus virou nossas rotinas do avesso, e é claro que o mercado financeiro foi duramente impactado.

Na economia real, empresas sentiram na pele os efeitos da quarentena, especialmente o comércio físico (enquanto o eletrônico cresceu), restaurantes e indústria do turismo.

O desemprego aumentou e o governo teve que elevar seu endividamento para pagar auxílio emergencial a milhões de brasileiros.

O dólar teve uma sequência forte de alta, superando a cotação dos R$ 5,50.

Com essa alta, empresas de alguns segmentos priorizaram a exportação em detrimento ao mercado interno, gerando uma inflação pontual em itens da cesta básica.

A taxa Selic continuou caindo, chegando a 2%, sem sinais de que será aumentada no curto prazo. Com isso, investimentos de renda fixa seguem pouco atrativos e a renda variável cresce como opção para quem busca uma rentabilidade maior.

5 Livros para saber mais sobre o mercado financeiro

Se você gosta de ir além do noticiário econômico e das dicas de investimentos, não faltam opções de livros para se aprofundar no mercado financeiro.

Confira 5 títulos que valem a sua leitura:

Conclusão: vale a pena investir no mercado financeiro?

Esperamos que este texto tenha ajudado a esclarecer o que é e como funciona o mercado financeiro.

Nosso principal objetivo é desmistificar a ideia equivocada de que a ampla gama de investimentos em renda fixa ou variável só é acessível a quem tem muito conhecimento ou muito dinheiro.

Existem opções para todos os perfis de investidor, seja qual for seu salário e disposição para o risco.

Então, a resposta é: sim, vale a pena investir no mercado financeiro.

Na realidade, é imprescindível, pois se você deixar o dinheiro parado na conta corrente, ele estará apenas perdendo valor, por conta da inflação.

Se você gostou do artigo, compartilhe com seus amigos nas redes sociais.

E continue acompanhando o blog da Clear para mais conteúdos como este.

Clique e abra sua conta na Clear

Array

Array

Navegue por assunto


O Índice de Sustentabilidade Empresarial (ISE) refere boas práticas ambientais, mas vai além disso.

Tem a ver com o papel de empresas, seu posicionamento no mercado e, também, com investimentos financeiros.

Se a relação não parece clara, fique tranquilo, pois este conteúdo vai explicar tudo a respeito.

Sustentabilidade é coisa séria e, hoje, a empresa que não observa padrões de produção e operações verdes, tende a ficar para trás.

Nesse aspecto, o ISE é uma das melhores provas de que uma companhia, de fato, está atenta ao manejo sustentável e às boas práticas ambientais.

No entanto, fazer parte do índice significa muito mais do que um atestado extra-oficial de compromisso com o meio ambiente, como destacamos antes.

Como veremos a partir de agora, ele também serve como um importante termômetro do mercado financeiro.

Avance na leitura e descubra mais sobre essa iniciativa da B3.

O que é o índice ISE?

O índice ISE é um referencial teórico criado e administrado por um conselho deliberativo. Tem por objetivo apoiar os investidores na tomada de decisão de investimento, além de estimular as empresas a adotarem as melhores práticas de sustentabilidade. Afinal, conforme a própria B3, boas práticas ambientais contribuem para perpetuar os negócios.

Quando e como surgiu o ISE

Iniciativa pioneira na América Latina, o ISE foi criado em 2005 pela então Bovespa, a bolsa de valores de São Paulo.

Na época, colaboraram para sua formação instituições como o Ministério do Meio Ambiente, Fundação Getúlio Vargas (FGV) e o Instituto Ethos.

Além de apoiar investidores na tomada de decisão, entre seus objetivos está o de oferecer uma opção de carteira formada por ações de empresas reconhecidamente comprometidas com a sustentabilidade empresarial e a responsabilidade social.

Importância do Índice de Sustentabilidade Empresarial

Não é de hoje que as notícias dando conta do aumento na temperatura global apontam para um futuro bastante difícil, caso nada seja feito para reverter esse quadro.

Por isso, o ISE vem a ser mais uma importante contribuição no sentido de frear as emissões de gases causadores do efeito estufa e para estimular a preservação dos biomas.

Afinal, os resíduos gasosos, líquidos e sólidos que contaminam o planeta vêm em grande parte das atividades produtivas, cujo reflexo econômico encontra-se nas bolsas de valores.

Nada mais justo, então, do que empresas de capital aberto tomarem a frente de um processo de mudança para o melhor e que garanta um planeta seguro para as próximas gerações.

Qual a finalidade de um índice de sustentabilidade?

O ISE foi plenamente inspirado em outros três índices que já existiam:

Em comum, todos eles têm como objetivo estimular procedimentos mais responsáveis, éticos e o respeito às práticas sustentáveis de produção.

Vale destacar que, em novembro de 2020, o Banco do Brasil foi escolhido para compor o seletíssimo DJSI nas categorias mercado mundial e empresas emergentes.

Um grande reconhecimento não só para o BB, como para o Brasil, um dos países que lideram as iniciativas mundiais de proteção ao meio ambiente.

O que uma empresa precisa para participar do ISE?

De acordo com a B3, os critérios para inclusão no ISE são os seguintes:

Quais são os principais indicadores de sustentabilidade?

Além das exigências acima, para fazer parte do ISE, é preciso atender também aos chamados indicadores de sustentabilidade.

Para isso, as empresas candidatas a entrar para o índice devem responder a uma bateria de perguntas, nas quais serão avaliadas conforme 5 dimensões, listadas abaixo.

Econômico-Financeiro, Ambiental e Social

Neste quesito, a B3 busca avaliar se a empresa adota políticas corporativas compatíveis com as boas práticas ambientais e se sua gestão é pautada por princípios ambiental e socialmente responsáveis.

Além disso, também são avaliados o seu desempenho e o cumprimento das normas e legislação verde aplicável a cada caso.

Geral

Nesta dimensão, são avaliados o alinhamento às boas práticas ambientais e o compromisso com o desenvolvimento sustentável.

Também são observados o nível de transparência das informações corporativas e se a empresa adota práticas de combate à corrupção.

Portanto, como se pode concluir a partir desse quesito, não basta apenas se posicionar a favor do meio ambiente.

Acima de tudo, é preciso zelar por uma atitude ética nos negócios, independentemente de estarem em jogo causas ambientais ou não.

Governança Corporativa

Também não basta apenas ser uma empresa que, da porta para fora, adota boas práticas.

Elas precisam também fazer parte da cultura da organização e permear o relacionamento entre seus líderes.

É isso que se procura medir pela dimensão “governança corporativa”, na qual se avaliam aspectos como:

Mudança do Clima

Sendo um índice “verde”, nada mais justo do que levar em conta a forma como a empresa se posiciona no mercado em relação às questões ambientais.

Dessa forma, no item “mudança do clima” a B3 avalia elementos como a gestão, política corporativa, desempenho e nível de abertura das informações sobre temas sensíveis ao meio ambiente.

Veja que, nesse aspecto, é preciso que a empresa evidencie não só com gestos e palavras, mas, acima de tudo, com práticas diárias o seu compromisso com a sustentabilidade.

Natureza do Produto

Talvez uma das dimensões mais importantes dentro do ISE seja a que avalia a natureza do produto que as empresas colocam no mercado e, em consequência, na natureza.

Aqui, são analisados os impactos pessoais e difusos dos produtos e serviços oferecidos pelas empresas.

Também conta pontos nesse questionário as formas como a empresa adota o “princípio da precaução”, bem como os canais onde disponibiliza informações ao consumidor sobre seus produtos.

Qual a metodologia do índice de sustentabilidade empresarial (ISE) ?

Dentro da metodologia para inclusão no ISE, é atribuído o mesmo peso (100) para cada uma das dimensões do questionário.

Os pesos desses critérios são definidos conforme a relevância do tema no contexto mais recente da gestão empresarial e das demandas da sociedade.

Fora as respostas ao questionário, o processo seletivo também é composto por uma análise dos documentos apresentados pelas empresas para fundamentar as informações fornecidas.

Depois disso, o Conselho Deliberativo do ISE (CISE) delibera sobre a inclusão ou não da empresa candidata, sendo toda gestão do processo conduzida pela B3.

Qual a composição do Índice ISE?

São elegíveis para o ISE todas as empresas que detenham as 200 ações de maior liquidez da B3.

Nem todas elas entram para esse seleto grupo que, hoje, é formado por 36 empresas.

Conheça algumas das mais famosas a seguir.

Braskem

Ligada ao segmento petroquímico, a Braskem é uma empresa cuja participação no ISE é estratégica.

Fundada em 2002, pela fusão das seis então principais empresas do segmento no Brasil, ela ostenta, hoje, posições de destaque no mercado mundial.

A Braskem é a maior produtora de polipropileno dos Estados Unidos, além de contar com 40 unidades industriais em quatro países distintos.

Banco do Brasil

Como vimos, o BB pode se orgulhar de compor hoje, além do ISE, o prestigioso DJSI.

Essa conquista não veio por acaso, afinal, a empresa foi também considerada pela Corporate Knights como uma das 100 mais sustentáveis do mundo em 2019, sendo a número 1 no segmento financeiro.

AES Brasil

Outra empresa estratégica no ISE é a AES Brasil, concessionária do ramo de energia elétrica, cujas operações são orientadas por seis diretrizes de sustentabilidade:

B2W

Já o segmento de e-commerce é representado pela B2W, empresa que nasceu em 2006 depois da fusão entre Shoptime, Submarino e Americanas.com.

Entre as muitas práticas de gestão socioambiental que ela adota, está o cálculo e gerenciamento interno de todas as emissões de CO2.

TIM

Assim como as outras empresas que compõem o ISE, a TIM também evidencia sua postura atenta à sustentabilidade por meio de uma série de práticas de governança.

Além de emitir relatórios de sustentabilidade anuais desde 2008, a TIM está engajada em diversos projetos ambientais e socialmente responsáveis.

Destacam-se entre essas iniciativas o Instituto TIM e o Pacto Global, ação voluntária voltada à promoção do desenvolvimento sustentável e da cidadania.

Itaú Unibanco

Maior banco brasileiro e um dos 20 maiores do mundo, o Itaú Unibanco também conta com uma sólida política voltada ao desenvolvimento sustentável de suas atividades.

Ela é pautada por seis premissas:

Qual a rentabilidade do Índice de Sustentabilidade Empresarial?

O ISE é calculado em tempo real, tomando como referência os preços de todos os negócios efetuados no mercado à vista (lote padrão) entre as ações que compõem a sua carteira de ativos.

Desde 2005, quando foi criado, ele acumula rentabilidade de 235,19%.

Além disso, as carteiras do ISE que seguem a agenda ESG (Ambiental, Social e Governança), vêm apresentando performance acima da média.

Como investir no Índice ISE, afinal?

Sendo um índice negociado na bolsa, para investir no ISE, você precisará seguir os passos comuns a todos que pretendem investir em renda variável.

O primeiro deles é abrir conta na Clear, com corretagem zero em todos os seus produtos, inclusive os índices Ibovespa e de Sustentabilidade Empresarial.

Em seguida, você vai precisar transferir os recursos para a sua conta, o que pode ser feito por meio de uma transferência bancária normal, do tipo TED.

Feito isso, não deixe de ler as análises publicadas pelos nossos especialistas no blog da Clear e no nosso canal no YouTube, abastecido diariamente com vídeos altamente educativos sobre o mercado financeiro.

Expectativas de Crescimento para o Índice ISE nos próximos anos

Tendo em vista o sucesso do ISE, para 2022, a B3 anunciou que pretende fazer mudanças nos critérios para inclusão.

Um deles é mudar o foco das questões que envolvem as 5 dimensões principais, passando a ter uma abordagem mais específica para cada setor.

O conselho deliberativo, por sua vez, continuará atento às empresas que ferem as boas práticas socioambientais, como comprova a exclusão da Vale, por conta do desastre em Brumadinho.

Considerando a evolução histórica do ISE, 2022 tem tudo para ser mais um ano de crescimento, o que é bom para as empresas, seus acionistas e, claro, para a sociedade.

Investir na bolsa pode ser para você

Já parou para pensar que o ISE pode ser para você?

Afinal, nada muda em relação ao meio ambiente enquanto cada um de nós não fizer a sua parte.

Que tal, então, investir em ativos de empresas socialmente responsáveis e que buscam pelo exemplo mudar a relação dos brasileiros com o meio ambiente?

Essa é uma possibilidade que está ao seu alcance agora e o que é melhor: sem taxa de administração ou corretagem.

A Clear tem um compromisso não só com o seu próprio crescimento, mas com o dos brasileiros que investem em renda variável.

Conclusão

Embora seja uma iniciativa fundamental para o futuro, parece que ainda há muito espaço para índices como o ISE mundo afora.

Como vimos, não são muito numerosas as bolsas e instituições financeiras que adotam indicadores verdes de desempenho para os principais players do mercado.

Para que essa abordagem cresça, você pode ajudar, fazendo a sua parte.

Que tal começar agora, divulgando este artigo em suas redes sociais?

E na hora de investir, a Clear é sua parceira.

Clique e abra sua conta na Clear

Array

Array

Navegue por assunto


O Payroll é um importante indicador econômico dos Estados Unidos e que, mesmo não refletindo a realidade brasileira, pode gerar boas oportunidades de negociação aos traders por aqui.

Inclusive, pode ser útil na tomada de decisão em operações de day trade, que são aquelas onde a compra e venda de ações ocorre no mesmo dia – por vezes, separadas apenas por minutos.

Neste conteúdo, vamos abordar os conceitos mais importantes relacionados ao tema.

Este é um guia prático para ajudar você a entender quais estratégias adotar para melhorar seus resultados na bolsa assim que os dados de Payroll são divulgados.

Siga acompanhando!

Payroll: O que é?

Partindo da tradução livre do termo, pode-se ter uma boa ideia do que ele representa.

O Payroll, ou folha de pagamento, também é chamado de Nonfarm Payroll e traz dados a respeito do número de empregos nos EUA.

Esse é um indicador mensal de desempenho da economia, que demonstra a variação nos postos de trabalho, apontando para o seu aumento ou redução no período analisado.

Apesar de abrangente, o Payroll não considera os empregos de atividades agrícolas (por isso “nonfarm” no nome), profissionais autônomos, militares e algumas funções públicas.

Ainda assim, representa 80% de todos os postos de trabalho da economia norte americana, o que sugere a sua grande importância.

Ele é divulgado sempre na primeira sexta-feira de cada mês, exceto na ocorrência de feriado ou de algum evento extraordinário.

Importância do Payroll no mercado financeiro

O Payroll divulga ao mercado a situação do número de empregos formais na economia mais importante do planeta.

Um aumento nesse índice significa que as empresas privadas dos EUA estão contratando e, portanto, demonstram força.

O contrário também se aplica: caso haja crescimento nas demissões, o cenário sugere fragilidade das companhias.

Interessante observar que essa variação impacta diretamente na taxa de juros básica da economia norte americana.

Por tabela, há repercussões nos juros (e na economia como um todo) de outros países também.

Isso vale sobretudo para aqueles que têm forte relação comercial com os EUA, como é o caso do Brasil.

Como funciona o sistema Payroll?

A divulgação do Payroll cabe ao Bureau of Labor Statistics, uma espécie de departamento de estatísticas trabalhistas dos Estados Unidos.

Seus números, como já destacamos, funcionam como um termômetro da economia do país.

Caso sua divulgação se dê acima da expectativa, os sinais são de que a economia está bem, pois a geração de empregos cresceu.

Da mesma forma, se o contrário ocorrer, isso pode significar um aumento do trabalho informal, a redução de salários e (lógico) aumento do desemprego.

Então, o sistema Payroll não se limita ao campo trabalhista.

Afinal, são os seus resultados podem influenciar a taxa de juros no país, além de outras decisões de política monetária.

E é justamente por isso que o relatório atrai a atenção de economistas e investidores, incluindo aqueles fora dos EUA.

O que acontece no dia do Payroll?

A já citada Bureau of Labor Statistics é uma agência governamental responsável pelos dados estatísticos do mercado empregatício do país.

Normalmente, ocorre uma volatilidade acima do normal nos dias da divulgação dos números.

No entanto, o mercado tende a absorver essas informações e não demora muito para que haja retorno aos movimentos mais comuns.

Assim, a divulgação se mostra como uma boa oportunidade para os operadores de curto prazo, os traders.

Eles veem nessa volatilidade momentânea a possibilidade de obter bons retornos em um pequeno espaço de tempo.

Já os investidores de médio e longo prazo costumam se concentrar nos dados fundamentais, como o desempenho setorial por exemplo.

Quando o Payroll é divulgado?

Você agora já sabe que a divulgação do Payroll se dá sempre na primeira sexta-feira de cada mês.

Pelo horário de Brasília, o indicador é anunciado às 9h30 da manhã.

Exceções ocorrem apenas em dias de feriado e na ocorrência de algum evento especial. 

Veja como analisar o Payroll: dicas para traders

A operação em dias de Payroll pode exigir mais habilidade do investidor do que de costume.

Dessa forma, a dica para traders iniciantes é buscar observar o movimento mês a mês até para formar a segurança necessária para operar.

Também é válido começar com posições pequenas, como se fosse uma experimentação.

O motivo para isso é que o mercado costuma ter movimentos bruscos em dia de Payroll.

Para iniciantes, pode ser difícil acompanhar, enquanto os traders mais experientes costumam explorar melhor esse cenário.

Se você já tem seu histórico na bolsa de valores, a dica é aproveitar ao máximo a volatilidade e sempre operar com manejo de risco ajustado.

Principais indicadores apresentados com Payroll

Juntamente ao Payroll, são divulgados também indicadores auxiliares.

Eles mostraram dados importantes que vão auxiliar na análise dos números da economia americana.

Ganho médio por hora trabalhada

Este indicador mostra a variação no salário médio pago ao trabalhador norte-americano.

Por lá, costuma-se indicar o ganho percebido pela mão de obra em relação ao que se ganha em uma hora.

Vem daí o ganho médio por hora trabalhada.

Analisar esse indicador ajuda a entender o andamento do poder de compra do cidadão americano, que reflete diretamente na inflação.

Além disso, proporciona projeções acerca do mercado de consumo e da renda pessoal dos americanos.

Balança comercial

Este dado financeiro reflete a diferença entre o volume total de exportações e importações nos EUA.

Por meio dele, pode-se perceber se há expansão da economia ou aumento da demanda interna.

A expansão pode ser identificada se a balança comercial se mostrar positiva, pois aponta para exportações maiores.

Já se houve maior importação, é presumido que o mercado interno teve uma alta demanda

Nesse caso, foi necessário trazer produtos e serviços de fora do país para um completo atendimento à população.

Taxa de desemprego

Essa taxa indica os trabalhadores em idade ativa, desempregados e que procuraram emprego nos últimos 30 dias.

Quando o número divulgado é superior ao esperado, entende-se que a economia passa por algum tipo de dificuldade.

O impacto sobre a moeda logicamente é negativo, causando sua desvalorização.

Setores com melhor desempenho

Um indicador muito importante no conjunto do Payroll é o que mostra a atividade setorial da economia.

Ele é especialmente relevante para os investimentos de capital.

O motivo se deve ao fato de permitir a realização de projeções sobre quais setores poderão ter melhor desempenho em um futuro próximo.

Investidores de médio e longo prazo podem utilizar esse indicador em análises fundamentalistas.

Ao estudar os setores que mais geraram empregos, ótimas opções de investimentos podem ser reveladas.

Como operar o Payroll: passo a passo

O mercado mais visado em dia de Payroll é o mercado futuro, especificamente as operações envolvendo contratos de dólar.

Isso ocorre pela forte correlação da moeda americana aos resultados do mercado de trabalho.

Como as taxas de juros são influenciadas pela criação de empregos ou aumento da taxa de desempregados, a moeda americana varia com mais intensidade.

E esse movimento é refletido no valor dos contratos futuros de dólar.

Em termos de estratégias, vamos falar agora sobre as mais comuns a executar em dias de Payroll.

Operando rompimentos

Uma boa forma de operar em dias de Payroll é acompanhando possíveis rompimentos.

Eles podem acontecer em suporte e resistências já conhecidas ou em zonas de congestionamento formadas durante a própria divulgação do indicador.

A ocorrência de rompimentos costuma levar a fortes movimentos, pois é comum existirem muitos stops próximos aos suporte e resistências.

Bons ganhos podem ser proporcionados a quem opera esta estratégia.

As operações devem vir sempre acompanhadas de um bom manejo de risco, pois, caso o movimento ocorra em sentido contrário, haverá proteção.

Operando tendências

Outra possibilidade de operação está no acompanhamento de tendências.

Caso alguma seja detectada, vale a pena “navegar a onda” e aproveitar para obter ganhos.

As tendências costumam aparecer com mais frequência em gráficos mais rápidos, como os de 1 minuto.

Mas lembre-se: quanto mais rápido for a escala gráfica, mais experiência é requerida.

Operar em tempos gráficos curtos requer muita habilidade, principalmente quando ocorre um movimento contrário.

Operando retornos à média móvel

Médias móveis costumam fazer parte do conjunto de indicadores de todos os traders.

Aproveitando-se disso, é possível operar prevendo que o preço fará retorno a esse indicador.

Funciona assim: é como se o preço estivesse ligado à média móvel por um elástico, e sempre que ele se afasta muito, a tendência é que haja retorno.

Sabendo disso, o trader pode aguardar o melhor momento e operar baseado nesse regresso.

Se o preço está muito alto e afastado da média móvel na parte de cima, podem haver boas oportunidades de operações vendidas.

O mesmo vale quando o preço está muito baixo e distante da média móvel pela parte inferior, ocorrendo oportunidades de operações compradas.

Quer mais dicas para operar no Payroll? Assista ao vídeo abaixo:

https://www.youtube.com/watch?v=agW5h8IYIzku0026amp;t=3s

Histórico de dados do Payroll

Os dados de divulgações passadas podem ser consultados em bancos de dados disponíveis na internet.

Esse é o caso do site TradingEconomics, que reúne informações desde o ano de 1939.

Uma boa dica para traders é assistir a um “replay de mercado” para saber como foi a reação a uma determinada divulgação.

Você pode baixar os números passados e analisar como se deu a movimentação.

Atente para a relação entre a expectativa de divulgação e o número oficialmente divulgado.

A partir daí, veja como o mercado se comportou e anote os resultados.

Isso pode ser bastante útil para ganhar experiência antes de atuar com operações reais.

Payroll ao vivo: como acompanhar em tempo real?

Existem diversas maneiras de acompanhar a divulgação do indicador econômico em tempo real.

Uma delas é por meio de plataformas de operação.

Você pode atentar para o horário de divulgação enquanto realiza as operações que deseja logado em sua plataforma.

A Clear tem as melhores plataformas para traders!

Vale dizer ainda que o evento é tão aguardado que existem traders que realizam a transmissão ao vivo, geralmente por meio de canais no YouTube.

Acompanhar traders mais experientes é também uma boa opção para quem está iniciando no mercado.

Conclusão: Vale a pena operar no Payroll?

As negociações em dias de Payroll atendem principalmente a traders cuja janela temporal é curta.

Além disso, as operações relacionadas à divulgação desse indicador estão concentradas no mercado futuro, principalmente em contratos de dólar.

E este é um mercado que possibilita tanto as operações compradas como as operações vendidas.

Quando se somam esses dois fatores, janela de tempo rápida e possibilidade de operar “nas duas pontas”, percebe-se que as operações no Payroll sempre ocorrerão.

Para o trader de curto prazo, o interessante é a possibilidade de lucro rápido.

E não exatamente a situação econômica atual.

Levando isso em conta, você pode concluir que as operações de Payroll fornecem boas oportunidades mesmo com a crise atual.

Afinal, em dia de divulgação, a volatilidade é certa, ainda mais em períodos conturbados.

Para o trader de curto prazo, essas são as características atrativas de operação.

Você concorda?

Então, não perca mais tempo e abra sua conta na Clear agora mesmo!

Clique e abra sua conta na Clear

Array

Array

Navegue por assunto


O IFIX é o índice oficial da bolsa de valores brasileira utilizado para representar o desempenho de fundos imobiliários.

O índice IFIX é um indicador de performance dos Fundos de Investimento Imobiliários (FIIs) na B3, a bolsa de valores brasileira. Por isso, quando ele se encontra em alta, sinaliza um momento favorável para investir nessa categoria de ativos financeiros.

Embora o índice seja frequentemente comparado com o Ibovespa, é importante esclarecer que se tratam de indicadores distintos.

Enquanto o IFIX mede única e exclusivamente o desempenho dos FIIs, o Ibovespa engloba as principais ações negociadas em bolsa.

Além disso, cada um deles tem regras e critérios próprios para inclusão de papéis. Em outras palavras, não é qualquer fundo imobiliário que entra no IFIX.

Para você, investidor, conhecer o índice agrega informações quanto à escolha de ativos para montar a carteira, como desempenho, rentabilidade, histórico e solidez de cada fundo.

Neste conteúdo, a gente traz tudo que você precisa saber sobre o IFIX.

Acompanhe até o fim e tome decisões de investimento mais seguras.

O que é o índice IFIX?

O IFIX é o índice oficial da bolsa de valores brasileira utilizado para representar o desempenho de fundos imobiliários.

É através de um índice do tipo que as principais bolsas do mundo conseguem demonstrar para o mercado o quão rentável é negociar títulos em seu pregão.

Com o IFIX, a B3 apresenta aos investidores o comportamento dos FIIs nela negociados e a evolução da sua rentabilidade ao longo da história.

Como surgiu esse índice?

A história do IFIX é recente.

Criado em 2012 pela B3, ele vem a ser um índice de retorno total, no qual se busca refletir as variações nos preços dos ativos que o integram.

Também serve como régua para medir o impacto da distribuição de proventos por parte das companhias emissoras.

Logo, se um FII rende menos que o próprio IFIX, sinaliza que sua performance está abaixo de outros similares, o que pode pesar contra o investimento.

Importância do IFIX – Índice de Fundos de Investimentos Imobiliários

Como todos os ativos de renda variável, investir em FIIs implica em alguns riscos.

Dessa forma, antes de aplicar, vale sempre para o investidor conhecer como os fundos dessa categoria estão performando para tomar uma decisão mais embasada.

É aí que está a sua importância.

O IFIX é uma das formas mais seguras de saber se é um bom momento para investir, assim como definir no que investir, em quais fundos e qual deve ser o percentual de participação deles na carteira.

Ele também serve como um parâmetro para saber qual FII é mais rentável, pelo menos naquele momento específico.

Como funciona o IFIX?

O IFIX se limita a ser apenas um benchmark.

Isso quer dizer que você não investe diretamente no índice.

Sua função é servir como uma referência para os FIIs, muitos dos quais estipulam metas de rentabilidade com base nesse índice.

Imagine, por exemplo, que você resolveu investir no FII HSML11 e que o benchmark desse fundo é 90% do IFIX.

Nesse caso, os gestores do fundo deverão trabalhar para que ele renda pelo menos esse percentual do índice de referência, o que não deixa de ser uma segurança a mais para quem investe.

Existem tributações?

Um dos grandes atrativos dos FIIs é que eles são isentos de Imposto de Renda quando é feita a distribuição dos rendimentos pelo fundo.

No entanto, essa isenção já não existe quando o titular de um fundo resolve vendê-lo, operação sobre a qual incide 20% a título de IR sobre o lucro.

Cálculo do IFIX

O cálculo do IFIX ocorre em tempo real, conforme cotas dos fundos que compõem a carteira do indicador são negociadas.

Além disso, os FIIs com maior peso influenciam de forma mais decisiva na oscilação do índice.

De acordo com a B3 (você pode consultar a metodologia completa neste documento em PDF), para um fundo compor o IFIX, é necessário cumprir com três exigências básicas:

Vantagens de investir no Índice IFIX

Como a gente lembrou antes, você não investe diretamente no IFIX.

Mas há vantagens em montar uma carteira com os FIIs nele listados.

Imagine que você pretende comprar um carro e, como critério, determina que só vai escolher modelos que estejam entre os cinco menores consumos de combustível.

Por analogia, o IFIX funciona assim com o mercado de fundos imobiliários.

Você pode selecionar o título antes de aplicar conforme a sua posição nesse índice que é, de certa forma, um ranking.

A propósito, a presença ou não de um FII no IFIX já pode ser usada como critério.

Então, se um certo ativo não constar no IFIX, você pode entender que ele não é seguro o bastante ou pode não apresentar a rentabilidade desejada.

Quais os fundos do IFIX?

A lista de fundos listados no índice de referência é extensa, com 87 ativos compondo a relação.

Na tabela abaixo, você confere os códigos de todos os FIIs do IFIX.

ABCP11BRCO11FLMA11HGFF11KFOF11MGFF11RBFF11SARE11VRTA11
ALZR11BRCR11FVPQ11HGLG11KNCR11MXRF11RBRF11SDIL11VTLT11
BARI11BTCR11GGRC11HGPO11KNHY11ONEF11RBRR11SPTW11XPCI11
BBFI11BBTLG11GTWR11HGRE11KNIP11OUJP11RBVA11TGAR11XPCM11
BBPO11CPTS11HABT11HGRU11KNRI11OULG11RCRB11VGIR11XPIN11
BCFF11CVBI11HCTR11HSML11LVBI11PATC11RECR11VILG11XPLG11
BCIA11FEXC11HFOF11HTMX11MALL11PLCR11RECT11VINO11XPML11
BCRI11FIGS11HGBS11IRDM11MCCI11QAGR11RNGO11VISC11XPPR11
BPFF11FIIB11HGCR11JSRE11MFII11RBED11SADI11VLOL11XPSF11

Você também pode consultá-la na íntegra no site da B3.

Abaixo, vamos conhecer os três FIIs que apresentaram maior rendimento até o final de novembro de 2020.

XPCM11 (XP Corporate Macaé)

O XP Corporate Macaé Fundo de Investimento Imobiliário explora comercialmente o edifício The Corporate, localizado na Avenida Prefeito Aristeu Ferreira da Silva, 370, em Macaé (RJ).

O regulamento desse FII prevê a possibilidade de aquisição de outros imóveis ou direitos reais, desde que a operação seja aprovada previamente pelos cotistas.

Determina, ainda, que a parte do patrimônio não aplicada em imóveis pode ser investida em renda fixa como Letras de Crédito Imobiliário (LCI) e títulos públicos federais.

RBFF11 (Rio Bravo)

Diferentemente do XPCM11, um fundo de tijolo, o Rio Bravo Fundo de Fundos de Investimento Imobiliário investe maioritariamente em outros papéis, tais como:

Seu benchmark é a variação do IFIX e, para isso, sua política de investimentos consiste em aplicar, pelo menos, 80% do seu patrimônio líquido em cotas de FIIs indexados.

Vale destaca que, nesse FII, investimentos em CRI podem compor até 10% do patrimônio, limite estabelecido também para os ativos LH e LCI.

XPML11 (XP Malls)

Sendo um fundo de tijolo, no XPML11 o foco se volta principalmente ao investimento em propriedades que, nesse caso, são shoppings.

Nesse tipo de FII, ganha-se pela venda dos imóveis custodiados, construção ou locação.

No caso do XP Malls, os investidores aplicam em um fundo do tipo ANBIMA renda gestão ativa no segmento de shoppings.

Isso significa que ele é constituído sob a forma de condomínio fechado, regido por seu regulamento, por disposições legais aplicáveis ao seu caso e com prazo de duração indeterminado.

Rentabilidade dos Fundos Imobiliários

Sendo um fundo de renda variável, os FIIs dependem de uma série de fatores para ter sua rentabilidade conhecida.

Pelos exemplos de fundos que vimos antes, você deve ter reparado que há aqueles compostos por diversos ativos financeiros, enquanto outros negociam imóveis diretamente.

A oscilação de todos eles é diário, portanto, vale acompanhar o gráfico da B3 em tempo real para saber o quanto cada um oscila ao longo do dia.

Não há um limite ou mínimo. Logo, você poderá ver FIIs rendendo, por exemplo, 5% em um dia, enquanto outros mal passam da casa dos 0,1%. E outros que podem apresentar rentabilidade negativa no dia.

Investimento mínimo e prazos

Outro detalhe importante a respeito dos FIIs é que eles são administrados em regime de condomínio fechado.

E é possível começar investindo somas muito baixas, afinal, há FIIs para bolsos de todos os tamanhos.

Alguns permitem aportes iniciais de menos de R$ 10,00, enquanto, em outros, o investimento mínimo bate a cada dos quatro dígitos por cota.

Como investir no índice IFIX?

Para investir em FIIs listados no IFIX, você precisa abrir conta em uma corretora que fará a custódia de suas cotas junto à B3.

A escolha do fundo fica a seu critério mas, pelo que vimos até aqui, uma boa opção é escolher aqueles que se mantenham estáveis ou que apresentem perspectiva de valorização.

Com a conta aberta, você vai acessar o home broker, que é o seu painel de controle eletrônico, no qual as transações acontecem.

Então, basta informar qual fundo imobiliário deseja comprar, o número de cotas, enviar a ordem e confirmar a operação.

Com a plataforma moderna e segura da Clear, investir em FIIs do IFIX é muito fácil.

Como estão as projeções do mercado imobiliário?

Tudo indica que o atual momento é favorável para investir no mercado imobiliário.

A despeito dos problemas causados pela pandemia e da grande queda dos FIIs no início do ano, como vimos, a recuperação foi rápida e, desde então, a pontuação só tem subido.

De qualquer forma, o mercado imobiliário sempre está sujeito a mudanças e, por isso, vale investir em conhecimento, acompanhar o mercado e estudar cada ativo antes de aplicar seu dinheiro.

A Clear oferece vários canais para o seu aprendizado, como este blog, vídeos no YouTube e plataformas modernas de análise.

Expectativas de dividendos do Índice IFIX em 2021

O ano de 2021 está chegando e, com ele, cresce a expectativa: qual será o melhor fundo de investimento imobiliário em termos de dividendos?

Sempre lembrando que os dividendos são a distribuição do lucro obtido com os ativos que compõem um fundo.

Embora seja sempre arriscado fazer projeções, os FIIs destacados no tópico sobre os tipos de fundos devem continuar a performar bem.

São FIIs que têm na experiência dos seus gestores um importante trunfo.

Vale a pena investir em Fundos Imobiliários em 2021?

Se você quer um investimento de renda variável de risco moderado, os FIIs podem ser para você.

De qualquer forma, antes de investir, procure antes conhecer o seu perfil de risco para certificar-se de que os fundos imobiliários são a melhor escolha.

Também tenha claro quais são os seus objetivos com o rendimento obtido, pois essa informação ajuda a decidir em qual ativo aplicar seu dinheiro.

Conheça outros índices do mercado financeiro

Veja, abaixo, uma listagem com outros índices conhecidos do mercado brasileiro.

Investir em renda variável pode ser para você

Já vai longe o tempo em que renda variável era só para investidores ou traders experientes em negociar papéis na bolsa.

Então, se você tem vontade de investir nesse tipo de ativo financeiro, chegou a sua vez.

Os FIIs, nesse caso, são um ótimo começo, graças à sua solidez e boas perspectivas de crescimento para os próximos anos.

Abra uma conta na Clear. Nossa plataforma pode ajudar você a fazer mais com o seu dinheiro.

Conclusão

Não dá para perder a chance de começar o próximo ano com um investimento que promete render bem.

Por isso, os FIIs são uma oportunidade interessante para quem sempre sonhou em investir em renda variável e gosta de aliar rentabilidade e segurança.

Na hora de investir, conte com a Clear para garantir os melhores resultados no seu portfólio.

Abra sua conta e aproveite as vantagens da taxa zero na corretagem em todos os produtos de renda variável.

Clique e abra sua conta na Clear

Array

Array

Navegue por assunto


Pouco mais de um ano após o início da pandemia do Covid-19, os efeitos do isolamento social e da freada no consumo têm se mostrado cada vez mais presentes, especialmente no que diz respeito ao poder de compra. Isso se deve, entre outros fatores, à inflação dos preços de bens e serviços. 

Se você chegou até aqui, é provável que deseje entender melhor o que é inflação e como ela afeta seus investimentos, certo? 

Então é só continuar a leitura para saber mais sobre esse conceito e como é possível proteger sua carteira de investimentos. Acompanhe! 👇 

O que é inflação? 

De forma simplificada, a inflação é o aumento dos preços de produtos e serviços. Seu principal impacto é a redução do poder de compra da moeda. No Brasil, a inflação é mensurada por diversos índices de preços, como o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), cuja finalidade é medir o sistema de metas. 

O que é IPCA? 

O IPCA é o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo, um dos mais importantes medidores da inflação, calculado e divulgado periodicamente pelo IBGE. O IPCA também é usado pelo Comitê de Política Monetária, para revisar a taxa básica de juros da economia, e como parâmetro, pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), para ajustar as metas de inflação. 

O IPCA serve para mensurar a variação de valores de determinados bens e serviços que integram a cesta de consumo de cidadãos brasileiros. O IBGE define essa lista por meio da Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF), que analisa o que e quanto a população tem consumido. 

Nessa lista, sempre há produtos básicos que fazem parte da cultura de consumo de quem é brasileiro, como arroz, feijão, materiais escolares, medicamentos, passagem de ônibus e outros serviços. 

O que é INPC? 

Também calculado e divulgado mensalmente pelo IBGE, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) é usado para mensurar a variação de preços de bens e serviços básicos consumidos pelas famílias brasileiras, cuja fonte de renda mensal varia entre um a cinco salários mínimos. 

O reajuste do INPC é feito periodicamente, à medida que o preço dos produtos e serviços mais consumidos pela população aumenta, tais como habitação, vestuário, alimentação e bebidas, saúde e cuidados pessoais, educação, entre outros. 

Dê o primeiro passo para conquistar sua liberdade financeira. Abra sua conta na Clear e comece a investir com a gente.  

O que causa a inflação? 

A inflação pode ser causada por diversas razões, como pressões de custos, gastos públicos, inércia inflacionária, pressões de demanda e expectativas de inflação. 

Na sequência, a gente te conta um pouco melhor sobre os principais conceitos que fazem parte do que é inflação. 

Gastos públicos

A foto mostra as mãos de duas pessoas segurando um papel que contém gráficos, em referência aos gastos públicos. A pessoa à esquerda segura um celular que também apresenta gráficos.
Os gastos públicos têm influência direta sobre o que é inflação

Como você já deve saber, o governo de um país é responsável pela emissão de dinheiro, e quando ele passa a emitir mais do que o necessário de acordo com a demanda, uma das consequências diretas é a alta dos preços de bens e serviços.  

Isso faz com que o poder de compra das pessoas seja reduzido. Ou seja, passamos a comprar menos com a mesma “quantia” de dinheiro. 

Além disso, quando o recolhimento de impostos é elevado, as empresas têm seus custos aumentados, ou seja, o acréscimo leva ao repasse nos preços para o consumidor final. 

Cartéis 

Quando um segmento da economia tem pouca concorrência, as organizações que o integram podem formar o que conhecemos como cartéis. Neles, as empresas controlam os meios de produção e distribuição de serviços e produtos. Assim, elas conseguem regular a oferta e determinar o valor dos ativos, deixando os consumidores à mercê de suas políticas. 

Embora essa prática não seja permitida pela legislação, é comum que esses acordos ocorram “por baixo dos panos”, impactando de forma direta em o que é inflação.  

Indexação 

Indexação trata-se de quando o “valor de etiqueta” de um determinado produto ou serviço está diretamente relacionado a outra alíquota ou valor, isto é, quando os preços indexados são atrelados a índices. 

Um exemplo comum é o que ocorre no mercado imobiliário com os preços dos aluguéis indexados ao IGP-M, o que faz com que os reajustes sejam realizados conforme a alíquota. Isto é, o preço acumula juntamente aos reajustes, causando a inflação.  

Custos de produção 

Sempre que os impostos, a matéria-prima ou outros custos de produção sofrem algum aumento de preço, os acréscimos são repassados ao consumidor final no preço dos produtos ou serviços. O que significa que a inflação também aumenta quando há oscilação de gastos nas empresas. 

Oferta insuficiente 

Esse é um dos principais fatores envolvidos no conceito de o que é inflação e por que ela ocorre.  

Quando não há produção suficiente, na relação de oferta e demanda, o consumidor paga o preço que for preciso para adquirir o produto ou serviço. Dessa forma, quando há mais demanda do que oferta, é comum que os preços sejam reajustados, também como estratégia para frear a procura por um determinado ativo.  

Inércia 

Resumidamente, inércia é quando ocorre uma estagnação nas políticas responsáveis pelo aumento dos preços.  

Por exemplo, se um grupo de um empresas de um determinado setor acreditar que haverá alta na inflação nos próximos meses, acabam subindo o valor de venda de seus produtos, por antecipação. 

Assim, por consequência da aposta de empresários na elevação dos preços, ocorre uma inflação real, ainda que, aparentemente, não houvesse outra razão para isso. 

Tipos de inflação 

A foto mostra uma mulher asiática, que veste touca, segurando e apontando para um papel no qual há um gráfico indicando a movimentação das ações de uma empresa, em referência ao que é inflação.
Conheça os tipos de inflação e veja, na sequência, como é possível proteger sua carteira de investimentos.

Agora que você já tem uma perspectiva mais ampla sobre o que é inflação e quais as suas causas, chegou a hora de entender quais são os principais tipos de inflação. Olha só: 

Inflação inercial 

A inflação inercial é o nome dado para uma alta de preços que vem como referência de altas no passado. Ou seja, quando a inflação passada impacta a inflação presente.  

Isso acontece, normalmente, pelo fato de muitos preços na economia brasileira estarem indexados à indicadores como próprios índices de inflação (como IGP-M ou IPCA), ou mesmo à taxa básica de juros ou à taxa de câmbio.  

Assim, quando há uma elevação nesse determinado índice, o preço de um bem ou serviço já se ajusta, elevando ainda mais a inflação total. 

Além do mais, a inflação inercial ocorre quando um determinado agente de mercado decide aumentar o valor de seus produtos ou serviços e, ainda que em uma escala pequena, acaba influenciando outros agentes do mesmo segmento a, igualmente, elevarem seus preços. 

Inflação de demanda 

Quando há o aumento da demanda por um produto ou serviço, mas a oferta não acompanha, ocorre a inflação de demanda. Ou seja, seguindo a lógica, os preços sobem porque há mais procura por um bem que não é suficiente para todo mundo. 

O motivo pelo qual as empresas aumentam os preços está no fato de que elas sabem que poderão lucrar mais com a escassez e o senso de urgência de consumo. Em outras palavras, as pessoas continuarão comprando, ainda que tenham que pagar por um valor acima do habitual. 

Inflação de oferta 

Por fim, trouxemos a definição sobre o que é inflação de oferta, também conhecida como inflação de custos, que ocorre quando as empresas se deparam com altos custos para fabricar um determinado produto ou serviço e, por isso, sua produção se torna onerosa. 

Entre as causas desse tipo de inflação, estão a possibilidade de um período de seca ou escassez, aumentando o preço de um determinado insumo, afetando significativamente os resultados. Assim, a empresa se vê obrigada a repassar os custos ao cliente final para evitar ao máximo seus prejuízos. 

Como se proteger da inflação: diversificando a carteira de investimentos 

Agora que você viu o que é inflação e como ela pode afetar seus investimentos, talvez se pergunte se é possível protegê-los dessas variações do mercado. A resposta é sim, e um dos melhores métodos de fazer isso é através da diversificação da sua carteira. 

Pega algumas dicas que a gente separou: 

Procure investir em produtos atrelados ao índice de inflação 

Investimentos que têm os índices oficiais de inflação como referência acompanham os reajustes de mercado, como o Tesouro Direto pós-fixado.  
📘 Leia também: Como investir no Tesouro Direto 

📘 Leia também: Como investir em Renda Variável 

Busque investir em dólar e fundos cambiais 

Como mencionamos no início do artigo, quando discorremos sobre o que é inflação, comentamos que ela causa a desvalorização da moeda nacional. Consequentemente, as moedas externas são valorizadas, o que abre margem para investir em dólar e fundos cambiais em tempos de inflação. 

📘 Leia também: o que é taxa de corretagem? 

Procure por Fundos Imobiliários e em ações de empresas ligas da commodities  

Pode ser uma boa estratégia de diversificação da carteira investir em fundos imobiliários e em ações de empresas ligadas a commodities, dado que parte do aumento de preços está relacionado a valorização dos materiais básicos de produção. Assim, você pode ganhar tanto com a valorização dos papéis, especialmente no longo prazo. 

📘 Leia também: Ações, a chave para se tornar sócio de grandes empresas 

📘 Leia também: Como montar uma carteira de investimentos 

Não sabe através de qual plataforma você pode iniciar sua jornada nos investimentos? Então a gente te convida a conhecer o app de investimentos da Clear (disponível para Android e iOS), assim como nosso Home Broker, o Clear PRO.  

Separamos, inclusive, um vídeo para você conhecer mais sobre as funcionalidades do Clear PRO e entender como ele pode facilitar a sua vida nos investimentos!  

Tudo pronto para começar a investir? 

Na Clear você conta com corretagem zero nos melhores produtos do mercado. Abra sua conta, é online, rápido e 100% gratuito.  

Clique e abra sua conta na Clear