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Fase do chefão [Fechamento semanal 18/10]

Fase do chefão [Fechamento semanal 18/10]

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Confira o que aconteceu no mercado na última semana (14/10 a 18/10) e quais são as perspectivas futuras

Marcando a segunda semana consecutiva de alta (+0,86%), o mercado está mais uma vez diante do topo de curto prazo na região de 106.000, por onde passa a máxima histórica (106.650) cravada em 10 de julho. Para fazer uma analogia, podemos dizer que chegamos na “fase do chefão” e como todo bom “chefão” vencê-lo não será fácil.

Por conta disso, neste momento estou muito mais propenso em zerar/fazer parcial em posições em aberto do que buscar novas entradas.

Dito isso, vamos aos eventos que movimentaram o mercado na semana entre 14 e 18 de outubro.

Por aqui, a aprovação por unanimidade pelo Senado da cessão onerosa, projeto de lei que estabelece as regras para distribuição do dinheiro que será arrecadado com o megaleilão de petróleo para estados e municípios, deve garantir a votação em segundo turno da reforma da Previdência e foi importante para esse otimismo.

Esse acerto foi o gatilho para mais uma pernada de baixa dos juros futuros, que, no nível atual, já precifica corte de 50 pontos base nas reuniões de 30 de outubro e 11 de dezembro pelo Copom, ou seja, Selic encerrando o ano com juro de 4,5% ao ano e pelo menos neste patamar até o meio do ano que vem, sendo que muita se fala em juro aos 4% ao ano em 2020. Nesta toada, ainda tem queda para vir e isso seria ótimo para bolsa.

Por falar em juros, nos EUA as apostas que na última quarta-feira do mês o Fed reduzirá o juro em 25 pontos-base cresceram substancialmente após mais uma bateria de dados econômicos decepcionantes, com vendas ao varejo desacelerando 0,3% (+0,3% esperado) e atividade industrial recuando 0,4% (-0,2% esperado).

Para finalizar sobre os assuntos da semana, não podemos esquecer da guerra comercial entre EUA e China. Depois do importante avanço na semana passada, a grande verdade que até agora não houve qualquer acordo comercial, somente progressos na primeira fase de discussões.

Nesta semana, a China condicionou a compra de até US$ 50 bilhões em produtos agrícolas norte-americanos à redução de tarifas pelos EUA. Dito isso, Donald Trump afirmou que não assinará qualquer coisa sem antes encontrar o presidente chinês, Xi Jinping, no Fórum de Cooperação Ásia-Pacífico na segunda semana de novembro. Portanto, muita coisa ainda vai rolar até protocolado de fato o acordo.

Destaques de alta/baixa do Ibovespa

Com valorização de 9,7%, a ação ordinária da Eletrobras (ELET3) foi o destaque de alta entre os papéis que fazem parte do Ibovespa. O movido foi regido justamente por notícias ligadas à privatização da empresa.

Segundo ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, o governo está articulando com o Congresso a tramitação da proposta de privatização da estatal entre o final de outubro e início de novembro.

Na ponta negativa, a Vale (VALE3) liderou as perdas com queda de 5,4% basicamente acompanhando a derrocada do minério de ferro negociado na China essa semana. O contrato futuro da commodity acumulou queda de 7%, o pior desempenho semanal em 2 meses, em vista dos sinais de desaceleração da economia global e chinesa (mais abaixo).

Calendário econômico para próxima semana

A quarta semana de outubro não será tão agitada no campo dos indicadores econômicos, mas do lado político a chapa vai esquentar.

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), assegurou que ao longo de terça será concluída a votação em segundo turno da reforma da Previdência no plenário da casa. Antes da sessão, que deve ocorrer às 14h00, teremos na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) a sessão para analisar as emendas parlamentares apresentadas após a votação do primeiro turno da reforma, que vai ser um bom termômetro.

Ainda falando sobre Brasil, o único indicador econômico relevante fica por conta do IPCA-15 de outubro, que inclusiva será divulgado na terça (9h00).

Nos EUA, os pedidos de bens duráveis (9h30) de setembro e o PMI Industrial (10h45) de outubro, ambos na quinta, serão os dados mais relevantes.

Na China, depois do pior ritmo de crescimento do PIB em quase 30 anos, vale ficar de olho na decisão de política monetária do banco central chinês na madrugada de segunda.