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Mar de Rosas [Fechamento semanal 11/10]

Mar de Rosas [Fechamento semanal 11/10]

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Confira o que aconteceu no mercado na última semana (07/10 a 11/10) e quais são as perspectivas futuras

Com alta de 1,25% na semana e demonstrando a força de compra presente no último topo rompido na faixa de 100 mil pontos, o mercado segue com sua tendência de alta principal e basicamente dois fatores favorecem esse movimento: desfecho da guerra comercial entre EUA vs China e expectativa de queda da Selic.

Começando pelo primeiro assunto, a verdadeira novela entre as duas potências mundiais parece que está chegando em um final feliz. O aguardado encontro entre as duas delegações começou na quinta e segundo o próprio Donald Trump “coisas boas estão acontecendo”.

Porém, como gato escaldado tem medo de água fria, mesmo tudo indicando que EUA e China finalmente chegaram a um acordo, enquanto os termos não forem formalizados não tem como cravar nada e por isso vale ficar ligado nas notícias do final de semana. Dando tudo certo, as bolsas devem seguir com seu viés de alta e por aqui temos mais um motivo para impulsionar o mercado — precificação da Selic.

Com a deflação de 0,04% do IPCA em setembro e o crescimento pífio (0,1%) das vendas do varejo em agosto, o mercado passou precificar na curva de juros futura cortes de 50 pontos base nas reuniões de 30 de outubro e 11 de dezembro pelo Copom, ou seja, nossa pátria amada encerrando o ano com juro de 4,5% ao ano e mantendo-se neste nível pelo menos na primeira metade de 2020.

No campo político, a aprovação do projeto da divisão da cessão onerosa afastou os temores de aumento das tensões vindas de Brasília e minimizou a possibilidade de atraso na votação final da reforma da Previdência no Senado, essa prevista para o próximo dia 22, tirando mais um risco da frente do investidor.

Nos EUA, o presidente do Fed, Jerome Powell, afirmou que o BC norte-americano retomará a compra de títulos do Tesouro para estimular a liquidez do mercado financeiro, mas não classificou a medida como um novo QE (programa de estímulo monetário), apesar de lembrar bastante.

Em suma, tivemos uma semana bastante positiva para os mercado, um verdadeiro mar de rosas.

Destaques de alta/baixa do Ibovespa

Com valorização de 8,2%, a B2W (BTOW3) foi o destaque de alta entre as ações que fazem parte do Ibovespa, inclusive marcando nova máxima histórica em R$ 53,00. Esse movimento pode ser explicado pela queda dos juros futuros, que favorece em especial as ações do setor de varejo, como o otimismo dos bancos de investimento com o crescimento do e-commerce (veja mais aqui).

Na ponta negativa, as ações da Eletrobras (ELET3/ELET6) recuaram 10% com as crescentes dúvidas sobre seu processo de privatização, que segue sofrendo bastante resistência entre os parlamentares nos moldes propostos pelo governo.

Calendário econômico para próxima semana

A terceira semana de outubro não será tão agitada, mas vale destacar a bateria de indicadores econômicos que será divulgada na China, sem falar no andamento das negociações com os EUA.

Nas primeiras horas de segunda será divulgada a balança comercial de setembro, enquanto no final da noite teremos os dados de inflação do mesmo mês. Para finalizar, na quinta (23h00) teremos o resultado do PIB referente ao terceiro trimestre e da atividade industrial de setembro.

Nos EUA, destaque para as vendas do varejo (9h30) de setembro e ao Livro Bege (15h00) na terça, ao passo que na quarta (10h15) será divulgada a atividade industrial também baseada no mês passado.

Por aqui nenhum dado econômico relevante será divulgado, mas o investidor não pode tirar os olhos da agenda política e o andamento das reformas.