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Combinado não sai caro [Fechamento semanal 01/11]

Combinado não sai caro [Fechamento semanal 01/11]

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Confira o que aconteceu no mercado na última semana (28/10 a 01/11) e quais são as perspectivas futuras

Marcando a quarta semana consecutiva de alta e com novo topo histórico cravado em 108.496 pontos, o Ibovespa avançou 0,77% e segue com sua tendência de alta principal, lembrando que esse cenário será conservado no curto prazo enquanto seguir acima da faixa de 102.000 pontos.

Como vem sendo dito desde o call de compra na última semana de agosto, a expectativa sobre o rumo da Selic que move o mercado e não o corte de juro em si, sendo que esse foi o assunto da semana entre os investidores após a decisão do Copom na quarta.

O Comitê de Política Monetária confirmou a expectativa e cortou o juro básico em 50 pbs, para 5% ao ano, assim como garantiu outra redução de mesma magnitude na última reunião do ano em 11 de dezembro, ou seja, vamos (tudo mais constante) encerrar 2019 aos 4,5% ao ano. Ao mesmo tempo, o Copom foi bem claro que cortes adicionais não estão nos planos por enquanto.

Como o combinado não sai caro, o mercado tratou de desarmar as apostas de Selic em 4% ao ano em 2020 e, assim como o Comitê, vai esperar os próximos dados econômicos (atividade e inflação) para colocar mais fichas sobre um novo corte e se depender da atividade industrial pelo menos 25 pbs dá para colocar na conta no começo do ano que vem.

A produção industrial cresceu 0,3% na passagem de agosto para setembro, enquanto as estimativas apontavam para uma alta de 0,9%, comprovando que a recuperação da economia segue em passos lentos.

Essa expectativa por novos cortes também foi assunto na reunião do Fed, que reduziu pela terceira vez consecutiva o juro básico norte-americano em 25 pbs, mas sinalizou que a política monetária expansionista vai dar um tempo, justamente à espera de números mais claros sobre a economia, deixando o mercado preocupado sobre possíveis aumentos em vista do bom resultado do PIB norte-americano no terceiro trimestre: 1,9% vs 1,5% (esperado).

O alívio veio logo após com a fala do presidente do Fed, Jerome Powell, ao salientar que uma mudança de postura pelo BC norte-americano, leia-se aumento da taxa de juro, só será ponderado com um aumento da inflação. Com os preços bem comportados por lá, que é uma constante nos últimos meses, as apostas majoritárias giram em torno da manutenção da taxa ao longo do ano que vem, verdadeiro alívio para o mercado.

Por falar em dados econômicos, tivemos uma bateria importante nesta semana, com destaque para o Relatório de Emprego apontado a criação de 128 mil vagas de emprego em outubro, enquanto o mercado estava bastante pessimista (80 mil vagas), de forma que a atividade manufatureira nos EUA em outubro registrou alta de 48,3 pontos, aquém dos 49 pontos aguardados pelos economistas.

Destaques de alta/baixa do Ibovespa

Com valorização de 12,36%, a Magazine Luiza (MGLU3) foi o destaque de alta entre as ações que fazem parte do Ibovespa, refletindo mais um resultado acima do esperado pelo mercado e a oferta de ações de R$ 5 bilhões que promete acelerar ainda mais a empresa dentro do ecommerce/marketplace.

Na ponta negativa, a Cielo (CIEL3) recuou 6,21% e liderou as perdas após mais um resultado decepcionante para a empresa no terceiro trimestre, que fez muito investidor desistir da empresa mesmo com os volumes processados crescendo pelo terceiro trimestre seguido.

Calendário econômico para próxima semana

A partir de domingo termina o horário de verão nos EUA, ou seja, a diferença de horário para o Brasil será de duas horas. Com isso, o fechamento do pregão regular da Bolsa passará das 17h00 para 18h00, encerrando junto com o mercado futuro. Vale lembrar que a abertura não muda (10h00).

Falando agora sobre os indicadores econômicos, a semana está bem tranquila lá fora, com Factory Orders (12h00) na segunda e resultado da balança comercial (10h30), todos dados de setembro. Na realidade, o destaque fica mesmo por conta da agenda local, com a Ata do Copom (8h00) na terça e ao IPCA (9h00) de outubro na quinta (9h00).

Sobre a temporada de resultados, ela entra na reta final e muitos balanços serão publicados, como no caso de Itaú (segunda – após fechamento), Banco Inter (quarta – após o fechamento), B3 (quinta – após o fechamento) e BRF (sexta – antes da abertura).