Rally de Natal [Fechamento Semanal 06/12]

Rally de Natal [Fechamento Semanal 06/12]

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Por: Time Master Clear

06/12/2019 • Atualizado: 13/12/2021

4 minutos

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Confira o que aconteceu no mercado na última semana (02/12 a 06/12) e quais são as perspectivas futuras

Com alta semanal de 2,67%, a maior desde a penúltima semana de agosto, o Ibovespa renovou máxima histórica por 3 vezes na semana, sendo que seu último recorde foi marcado na sexta aos 111.429 pontos. Este início fulminante faz lembrar do famoso ciclo de alta de dezembro conhecido pelos traders como rally de Natal.

Pegando os meses de dezembro entre os anos de 2000 e 2018, são 14 evidências de alta e uma média de valorização de 5,6%, contra 6 meses de queda e uma média de desvalorização de 3,2%. Levando em conta a média de valorização, teoricamente ainda há espaço para beliscar a faixa dos 115 mil pontos.

Existem muitas teorias por trás deste movimento e sinceramente não vem ao acaso listar, mas uma em especial na minha opinião faz um pouco mais de sentido. Dezembro é o momento do gestor revisar toda sua carteira e escolher as alocações para o próximo ano, o que acaba gerando maior fluxo comprador para determinado setor (ou ações) em um mês de baixíssima liquidez e no “final das cotas” dando uma “puxada” no mercado.

De fato mesmo, o que ajudou a Bolsa e derrubou o dólar nesta semana foi o avanço das conversas entre EUA e China sobre a guerra comercial, com o presidente norte-americano, Donald Trump, declarando que as reuniões estão “indo bem” e os dois gigantes estão “trabalhando duro” para consolidar um acordo.

Outro ponto importante foi o sinal de recuperação dado pela economia brasileira, que, como dito no texto passado, é um fator fundamental para a retomada da confiança do investidor estrangeiro e a entrada de fluxo de capital no Brasil.

O PIB brasileiro cresceu 0,6% no terceiro trimestre do ano, superando a expectativa de 0,4% dada pelo mercado. Um dos principais fatores que impulsionaram o resultado foi o consumo das famílias, que cresceu 0,8% na passagem trimestral, sendo que o setor agropecuário foi mais uma vez destaque com avanço de 1,3%.

O IBGE informou que vai rever os resultados (4 de março) depois que Secex apontou nova mudança nos dados das exportações, o que pode reduzir esse número vide a importância da balança comercial para nossa economia, mas não acredito que ao ponto de anular esse crescimento.

Ainda falando sobre economia brasileira, na sexta saiu o IPCA de novembro e surpreendeu o mercado com uma alta de 0,51% na base mensal, contra uma expectativa de 0,47%. O setor de alimentos contribuiu muito para o resultado com a disparada da carne, assim como o reajuste da energia elétrica, mas isso não afeta em nada a expectativa para o resultado do ano.

Olhando o resultado anualizado, a inflação oficial chegou em 3,3% em novembro, contra 2,5% visto em outubro, ainda longe da meta de inflação de 4,25%. Com isso, segue mais do que viva a expectativa pelo corte de 50 pbs pelo Copom na semana que vem.

Calendário econômico para próxima semana

A agenda econômica da segunda semana de dezembro também será bastante movimentada, com destaque para as decisões de política monetária no Brasil, EUA e Zona do Euro.

Na madrugada de segunda será divulgada a balança comercial chinesa de novembro. Na quarta o dia será bem agitado, com vendas no varejo brasileiro (8h00) de outubro, inflação ao consumidor norte-americano (10h30) de novembro, reunião do Fed (16h00) e decisão da Selic apó o fechamento do pregão.

Na quinta será a vez da decisão de política monetária pelo BCE (9h45) e logo depois será divulgada a inflação ao produtor norte-americano (10h30) de novembro. Por fim, na sexta teremos as vendas no varejo dos EUA (10h30) de novembro.