Tirando a prova real [Fechamento Semanal 13.09]

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Por: Time Master Clear

13/09/2019 • Atualizado: 10/12/2021

3 minutos

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Confira o que aconteceu no mercado na última semana (09/09 a 13/09) e quais são as perspectivas futuras

Com alta de 0,55% na semana e valorização de 7% desde 96 mil pontos, quando marcou fundo na última semana de agosto, o Ibovespa chegou em um ponto decisivo no gráfico: o topo intermediário de 104.850 pontos.

Seu rompimento é a chave para o retorno ao topo histórico em 106.650 pontos e essa semana que está chegando será decisiva para isso (leia tudo sobre na seção abaixo “calendário econômico”).

A valorização semanal esteve especialmente ligada à decisão do BCE (Banco Central Europeu), que não hesitou e anunciou uma nova rodada de estímulos monetários para aquecer a economia/dar liquidez ao mercado, com o corte de sua taxa de depósito para a mínima recorde de -0,5%, assim como reiniciou seu programa de recompra de títulos, o famoso QE (Quantitative Easing).

Além da ajudinha vinda do velho continente, a novela da guerra comercial entre EUA x China teve mais um capítulo e novamente positivo para os mercados, com Donald Trump sinalizando que aceitaria um acordo provisório com os chineses sobre uma nova bateria de tarifas.

Agora é esperar os próximos capítulos e se de fato teremos uma definição.

Por aqui, o cenário político está quente com a discussão da reforma tributária, em especial sobre a recriação de um imposto nos moldes da CPMF.

Tão quente que rendeu a demissão do até então secretário especial da Receita Federal, Marcos Cintra.

Como alternativa, o ministro da economia, Paulo Guedes, segue insistindo para que sua equipe foque no “fim de privilégios” nos impostos, como a taxação de dividendos.

Destaques de alta/baixa do Ibovespa

Ressurgindo das cinzas após retornar para a faixa de R$ 28,00, Suzano foi o destaque de alta da semana com valorização de 12,2%, enquanto Marfrig ficou na cola com alta de 11,9% após a China habilitar 25 frigoríficos brasileiros para exportação de carne ao gigante asiático.

Da lista, as unidades da Marfrig autorizadas foram de Tangará da Serra (MT) e Várzea Grande (MT).

Na ponta negativa, as varejistas lideraram a lista, capitaneadas por B2W (-9,4%) e Via Varejo (-6,4%), com os investidores realizando os lucros com temores que a Amazon comece ganhar (de fato) market share no Brasil.

Calendário econômico para a próxima semana

Se for para adjetivar semana que vem, sem dúvida podemos falar que ela é decisiva. Tudo isso porque na quarta teremos as decisões de política monetária do Fed (15h00) e do Bacen (18h00).

Nos dois casos o mercado espera por uma redução da taxa de juro, sendo de 25 pontos-base para o caso do Fed, caminhando para o intervalo entre 1,75% e 2%, enquanto por aqui a expectativa (inclusive já precificada pela curva de juros) fica por um corte de 50 pontos-base, com a Selic caminhando para 5,5%.

Além da decisão dos juros em si, o investidor deve ficar muito atento aos comunicados que serão emitidos pelas autoridades monetárias, com projeções econômicas importantes e direcionamento dos próximos passos da política, como para a tradicional conferência do presidente do Fed (15h30).

Além da “super quarta”, na terça teremos a produção industrial dos EUA referente ao mês de agosto (10h15), enquanto na sexta serão reveladas as vendas de casas (11h00) também do mesmo período.

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