Regra de Bolsa [Resumo semanal 06/03]

Regra de Bolsa [Resumo semanal 06/03]

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Por: Time Master Clear

06/03/2020 • Atualizado: 10/12/2021

3 minutos

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Confira o que aconteceu no mercado na última semana (02/03 a 06/03) e quais são as perspectivas futuras

O mercado financeiro é conhecido por sua complexidade e diversos termos técnicos, mas existem algumas regras de bolso que ajudam desmistificar o mercado e servem como gatilhos mentais na hora de interpretar os fatos. Uma dessas “regras de Bolsa” ficou em voga na semana: relação entre taxa de juros vs índices acionários.

Na terça (3) o Fed (Federal Reserve) realizou uma reunião extraordinária e cortou em 50 pbs a taxa de juros norte-americana, que agora está entre 1% e 1,25% ao ano em resposta aos impactos econômicos do coronavírus na economia.

Assim que anunciada a decisão do Banco Central dos EUA, que é a maior referência em política monetária do mundo, os principais bancos centrais do mundo se posicionaram em prol de uma nova rodada de estímulos e isso começou entrar na conta do investidor.

As apostas de cortes de juros ganharam força por todo globo e especialmente no Brasil, onde o ciclo de baixa não foi definitivamente descartado. Tanto que, nesta mesma terça, o Bacen (Banco Central do Brasil) lançou um comunicado extraordinário onde abriu a porta para um corte na reunião de 18 de março.

Postulada a tese, os investidores correram para ajustar suas expectativas e a curva curta de juros já precifica um corte de 25 pbs na terceira semana de março, levando a Selic aos inéditos 4% ao ano. Alguns economistas não descartam um novo corte de 25 pontos-base no encontro de 6 de maio, mas acredito ser muito cedo falar disso vide a dinâmica da economia brasileira.

Levando em conta que a taxa de juros é o principal veículo de remuneração dos instrumentos de renda fixa, uma redução (ou duas) da Selic tornará a renda fixa menos atrativa e os investidores precisarão ir para o risco para conseguir rendimento. Ceteris paribus, deste quociente chegamos a “Regra de Bolsa” desta semana.

O gráfico abaixo ajuda entender melhor essa relação negativa (Ibov sobe, enquanto Selic cai) entre os ativos:

gráfico da taxa de juros Selic e Ibovespa até o dia 02/12/2017

Só para fechar a análise e não deixar o texto tão longo para explicar a nova alta do dólar: menor crescimento projetado = menor expectativa de inflação = aumento na expectativa de corte da Selic = redução no diferencial de juros = menor atratividade do carry trade. Não entendeu? Clique aqui agora.

Agenda econômica da próxima semana

A partir de segunda (9) as negociações no mercado à vista de ações da B3 voltam a se encerrar às 17h00 (Horário de Brasília) com o início do horário de verão nos EUA no domingo (8).

Indo para agenda econômica, na terça será divulgado o PIB do quarto trimestre da Zona do Euro (7h00) e a Produção Industrial brasileira de janeiro (9h00), enquanto na quarta teremos o IPCA de fevereiro (9h00).

Na quinta será divulgada Produção Industrial da Zona do Euro de janeiro (7h00) e a decisão de política monetária do BCE (Banco Central Europeu) às 9h45, com expectativa por novos estímulos monetários.