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“Fear of the Dark” [Resumo semanal 13/03]

“Fear of the Dark” [Resumo semanal 13/03]

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Confira o que aconteceu no mercado na última semana (09/03 a 13/03) e quais são as perspectivas futuras

“Fear of the Dark”

Que semana!

Por aqui tivemos nada mais do que 4 CB (Circuit Breaker), um recorde (negativo) para o mercado brasileiro, enquanto nos EUA foram “apenas” 2 CB, sendo que na quinta (12) foi registrado o pior pregão desde o crash de 1987.

Com toda essa correria o VIX, mais conhecido como “índice do medo” e que mede a volatilidade do S&P500, atingiu na sua máxima a faixa de 60, justamente o nível visto na crise de 2008. Em suma, o nível de aversão ao risco dos investidores está condizente ao visto em uma das piores crises financeiras da história, aquela que quebrou bancos ao redor do mundo (em especial nos EUA) e levou a GM valer US$ 1,00.

A justificativa para todo esse estresse passa essencialmente pelos efeitos do coronavírus na economia, aquela mesma percepção que conversamos por aqui no final de janeiro e que agora tomou conta das manchetes. Portanto, nada mais justo que dar uma olhada nos números atuais do COVID-19.

Segundo o site Worldometers, referência em estatística no mundo e que tem como base os órgãos oficiais, temos 139.668 casos (efetivos e suspeitas) catalogados pelas autoridades de saúde, sendo que deste total 63.813 estão efetivamente infectados e 75.855 são considerados casos fechados.

Dos 63.813 casos de pacientes infectados, número esse que ainda deve crescer bastante, 91% estão em situação estável e passam por observação. Dos casos já resolvidos, 93% dos pacientes estão recuperados e 5.122 (7%) não sobreviveram.

No meio do desespero que tomou conta do mercado em vista da paralisação projetada da economia, que está sendo comparada com a crise do subprime onde bancos/empresas ficaram insolventes pela falta de liquidez, os BCs trataram de atuar para prover essa liquidez.

O Fed anunciou um programa de flexibilização monetária, o que o mercado chama de QE (Quantitative Easing), que injetará no total de um mês a quantia de US$ 4,5 trilhões via recompra de ativos e leilões de títulos para compromissadas/promissórias, essa última em especial que oferece o hot money. Na mesma linha, mas não na mesma magnitude, os BCs do Japão, Austrália e União Europeia injetaram dinheiro no mercado.

Outro ponto de grande dúvida do mercado é o impacto do coronavírus na economia global. A restrição da circulação de pessoas, suspensão de eventos por conta das aglomerações e até o fechamento de fábricas tem impacto imediato no PIB, em especial de Serviços. Mas a pergunta é: isso será passageiro (efeito sanfona no PIB) ou estamos falando de algo estrutural (recessão)?

Essa não foi a única provocação que deixei ao longo do texto e fica para você investidor responder com seus botões. Por fim, um gráfico de ciclo de mercado retirado dos livros de Charles Dow, reverenciado como pai da análise técnica.

Fonte: GoldSeek.com

Agenda econômica da próxima semana

Nada como nesse momento de crise ter uma “super-quarta”. No dia 18 teremos às 15h00 a decisão do Fed, com expectativa por mais um corte na taxa de juro e um comunicado muito aberto para novos estímulos, enquanto às 18h00 será a vez do nosso BC reduzir a taxa de juro.

Antes, já no domingo (23h00), teremos a produção industrial chinesa de fevereiro, que será uma catástrofe anunciada, como vale ficar de olho na segunda (8h25) no Boletim Focus com as projeções econômicas. Na terça (10h15) será a vez dos EUA divulgarem a produção industrial do último mês, com expectativa igualmente negativa.

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