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3T20: guia para temporada de resultados do terceiro trimestre [Resumo Semanal 16/10]

3T20: guia para temporada de resultados do terceiro trimestre [Resumo Semanal 16/10]

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Confira o que aconteceu no mercado na última semana (12/10 a 16/10) e quais são as perspectivas futuras

Na última quinta-feira (15) foi dada a largada para a temporada de resultados do terceiro trimestre do ano (julho, agosto e setembro) e nesta será possível mensurar o tamanho do estrago gerado pelo COVID-19 nas empresas, como também a habilidade de cada gestão em encontrar alternativas (novas receitas, redução de custo, etc) para amenizar o impacto.

Na temporada passada o pessimismo era generalizado e grande parte disso resultou no retorno para os 70 mil pontos entre março/abril, porém o saldo do 2T20 não foi catastrófico como projetado (veja mais aqui) e isso foi sendo precificado até que retornamos para 105 mil pontos. Ou seja, não será novidade para ninguém melhores resultados neste trimestre.

O 3T20 será uma espécie de prova real da retomada do crescimento das empresas pós flexibilização da quarentena, como também dos efeitos das medidas orgânicas adotadas por cada empresa para combater o COVID. Esse aspecto que oferecerá maior upside para uma empresa caso se mostrar ainda mais resiliente que no 2T20 ou menor upside caso ainda sentir forte os impactos do COVID nos números.

Neste sentido de projetar onde o investidor pode encontrar upside para capturar e onde o preço já andou vale relembrar o que aconteceu entre julho e setembro + fazer uma breve análise setorial + verificar a cotação atual.

Esse trimestre foi marcado por medidas monetárias expansionistas para fomentar a poupança das famílias e o crédito para empresas, o que acabou custando caro para o lado fiscal, como também marcou a redução da Selic para 2%, o dólar que segue nas máximas, a explosão da inflação pelos IGPs (Índice Geral de Preços) com a disparada das commodities vide o descompasso entre oferta (que reduziu drasticamente) e demanda (que se mostrou resiliente), sem falar da taxa de desemprego que atingiu a marca de 14% e o IBC-BR que cresce, mas segue abaixo da expectativa do mercado na variação anual.

Obviamente existem outros fatores para colocar na conta, mas estou aqui para fazer um exercício de projeção genérico, não estou modelando para precisar o micro de cada setor/empresa.

Se for pensar dessa forma um setor que está longe das últimas máximas e que deve ser beneficiado com esse quadro monetário é de varejo/shoppings, pois não é nenhum absurdo pensar que vamos ver um aumento do volume de vendas e consequentemente de receita. O ponto crucial será o lado do manejo das despesas, pois com o dólar alto não é um bom negócio para o setor varejista.

Como dito acima, commodities e dólar subiram forte no último trimestre e esperar um ótimo resultado de empresas quais as receitas estão vinculadas não parece um grande mistério.

O aumento do desemprego e o crescimento ainda engatinhando, assim como o aumento da concorrência dos bancos digitais, ajudam explicar o desempenho ruim dos bancos tradicionais, que sem dúvida nenhuma foram extremamente afetados pela crise com o resultado drenado por aumento de provisões.

Porém, o aumento exponencial da inadimplência não ocorreu, na verdade os níveis no segmento PF e PJ estão em queda em vista da ajuda da política monetária e com os preços próximos das últimas mínimas os bancos tradicionais possuem upside para capturar. O mesmo do lado do setor elétrico que sofreu bastante com essa questão do aumento da inadimplência.

Para finalizar, um setor que vale ficar bem ligado vide as prévias operacionais apresentadas (veja mais aqui) com ótimos resultados é o setor de construção, que também é amplamente beneficiado por essa abundância de liquidez e as ações estão literalmente no meio do caminho entre a máxima do ano e fundo marcado em abril.

Acesse aqui o calendário de resultados do 3T20