A mais aguardada temporada de resultados [Resumo Semanal 17/07]

A mais aguardada temporada de resultados [Resumo Semanal 17/07]

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Por: Time Master Clear

17/07/2020 • Atualizado: 09/12/2021

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Confira o que aconteceu no mercado na última semana (13/07 a 17/07) e quais são as perspectivas futuras

Na próxima terça-feira (21) será dada a largada para a temporada de resultados do segundo trimestre do ano (abril, maio e junho) e essa está muito aguardada pelos investidores e analistas para avaliar o real impacto do COVID-19 nos negócios.

Em geral, as expectativas são pessimistas uma vez que neste período passamos pelo nível mais severo da quarentena. E nada mais normal do que projetar uma forte queda de faturamento, assim como ver empresas com prejuízos incomuns levando em conta seu histórico.

Sem dúvida um resultado abaixo do esperado levando em conta as expectativas já bastante pessimistas do mercado não será bem digerido, mas prever numericamente qualquer resultado em meio essa pandemia é um exercício bastante complexo e por isso mais do que ficar focado no número vale ficar muito atento na teleconferência e projeções da administração.

Não estou dizendo que o número não importa e ele vai influenciar o desempenho do papel sem dúvida nenhuma, mas a decisão de aumentar sua participação na empresa ou até mesmo investir nela pela primeira vez deverá estar mais ligada no que estará por vir e na postura da diretoria quanto ao rumo da companhia neste ano para recuperar o atraso ou estancar a sangria, não na pior fotografia trimestral dos últimos anos.

Por isso, muito mais do que ficar focado no lucro/prejuízo, observe bem os impactos das medidas tomadas (ou as novas que serão implementadas) pela administração para enfrentar a queda de faturamento derivada do fechamento de estabelecimentos/menor apetite do consumo, ou seja, como a empresa manejou seu fluxo de caixa, buscou outras fontes de receita, reduziu custo, negociou dívida, formas de financiamento diante da queda brusca do juro, hedge.

Enfim, observe se a empresa está preparada para seguir em frente diante essa adversidade ou está travada esperando o melhor, pois sempre é bom lembrar: o mercado trabalha com expectativa e o upside é derivado do valor presente dos fluxos.

Sobre os setores em específico fica fácil de imaginar que os setores de transporte, varejo, industrial e shopping center devem apresentar o pior resultado em vista da sua maior exposição, sendo ainda mais importante acompanhar as teleconferências para entender as medidas da administração.

Será interessante observar também o lado de commodities, uma vez que o dólar ajudou bastante no lado da receita e a China se recuperou muito mais rápido do que imaginado, ao mesmo tempo em que o nível de endividamento deve ter aumentado e dependendo deste aumento ele deve sobrepor ao lado positivo da receita. Essa mesma lógica não deve ser vista em empresas que possuem maior exposição para América.

Acesse aqui o calendário de resultados do 2T20