[xp_hellobar][/xp_hellobar]

3T20: chegamos no fundo do poço [Resumo Semanal 20/11]

3T20: chegamos no fundo do poço [Resumo Semanal 20/11]

Navegue por assunto


Confira o que aconteceu no mercado na última semana (16/10 a 20/10) e quais são as perspectivas futuras

Foi encerrada nesta semana a temporada de resultados do terceiro trimestre e assim como no segundo surpreendeu positivamente o mercado, revelando o poder de resiliência das empresas e como foi importante as medidas de estímulo monetário, em especial fomento de crédito, para evitar um desastre.

De acordo com pesquisa da XP Investimentos, 48% dos resultados das empresas que fazem parte da composição do Ibovespa superaram as expectativas, ao passo que a receita líquida e Ebitda das empresas sob a cobertura da XP superaram em 1,2% e 10,3%, respectivamente, as projeções do time de análise.

Esses números corroboram 4 teses: i) os analistas fundamentalistas estavam extremamente pessimistas com os números; ii) as medidas de estímulos foram ignoradas nas projeções; iii) não foi considerado a capacidade das empresas em contornar a crise (redução de despesas, por exemplo); iv) chegamos no fundo do poço com relação aos impactos do COVID nos resultados.

Neste trimestre ficou mais do que comprovado que olhar somente os grandes números (receita, Ebitda e lucro) está longe de ser parâmetro de análise de balanço, sendo necessário olhar o operacional da empresa para entender a dinâmica do resultado.

Um grande exemplo disso foi o setor de commodities, que mais uma vez apresentou resultados operacionalmente robustos, em especial do lado do fluxo de caixa, mas quem olhou só o prejuízo postado certamente vendeu na hora errada sua posição e isso aconteceu bastante do lado de papel & celulose.

Entre todos os setores, sem dúvida o grande destaque ficou por conta do financeiro e posso dizer que o 3T20 marcou a virada de chave para as ações. A retomada das atividades aumento a receita de serviços, além de um crescimento do crédito com nível ainda baixo de inadimplência e principalmente a diminuição do provisionamento que destravou valor para os bancos. O PDD (Provisão de Devedores Duvidosos) consolidado de Itaú, Banco do Brasil, Bradesco e Santander atingiu R$ 20,7 bilhões, valor 21,8% inferior ao visto no 2T20, segundo dados do Economática.

Se de fato chegamos no fundo do poço, o que esperar para o último trimestre do ano? Com a reabertura da economia e expectativa pela vacinação, as varejistas devem seguir apresentando melhores resultados e as grandes marcas que estão em Bolsa cada vez mais concentrando o mercado.

Imaginando isso, dos setores ligados à atividade doméstica, os shoppings possuem grande potencial de surpreender no quatro trimestre e ainda estão baratos em termos de múltiplo. Vale também fazer uma bela varredura no setor imobiliário, pois com taxas tão atrativas as empresas com sólido caixa e gestão devem aproveitar melhor esse momento, assim como não deve ser novidade o bom desempenho do setor de commodities com dólar alto, preços em alta e China forte.

Agenda econômica da próxima semana

A semana começa com o PMI Industrial de novembro (6h00) da Zona do Euro e com tradiconal Boletim Focus (8h25), ao passo que às 11h45 será a vez de conhecer o PMI Industrial de novembro dos EUA.

Na terça, às 9h00, será divulgado o IPCA-15 de novembro, enquanto na quarta teremos uma bateria de números nos EUA às 10h30: Pedidos de Bens Duráveis de outubro, PCE (inflação mais acompanhada pelo Fed) de outubro, segunda versão do PIB do terceiro trimestre. Para fechar o dia, às 16h00, será divulgada a ata da última reunião do Fed.

Na quinta teremos o início das comemorações do Dia de Ação de Graças nos EUA e não haverá pregão, ao passo que na sexta haverá pregão, mas será encerrado às 15h00. Ou seja, dois dias de baixíssima liquidez para os mercados mundiais.

buy_and_hold