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Não era para vender em maio? [Resumo Semanal 29/05]

Não era para vender em maio? [Resumo Semanal 29/05]

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Confira o que aconteceu no mercado na última semana (25/05 a 29/05) e quais são as perspectivas futuras

No mercado financeiro existem diversos jargões e afirmações que soam até como mantras para alguns. Uma delas e que foi ecoada aos quatro ventos neste mês foi o famigerado “Sell in may and go away”.

Essa expressão cunhada no mercado norte-americano consiste na estratégia de zerar suas posições em maio e recomprar em meados de novembro para não ficar exposto ao risco no período de férias de verão no hemisfério Norte. Em outras palavras: seguir o fluxo de venda dos gringos.

Pode até parecer superstição, mas olhando o histórico do Ibovespa* nos últimos 12 anos realmente ficar comprado em maio não foi um bom negócio: https://analises.clear.com.br/maio-ibov/

Na verdade foi bom negócio ficar comprado em 2008, quando a bolsa brasileira estava no meio da euforia do Grau de Investimento, como também em 2009 na recuperação do mercado depois do crash das bolsas por conta da crise financeira. Alguma coisa em comum com 2020?

Em 2009 o caos tomava conta do noticiário, os dados econômicos em mínimas nunca antes vistas, mas passada a avalanche do subprime era possível entender melhor os componentes de risco. Alguma coisa em comum com 2020?

Diferente daquele ano que a fonte de risco era bem clara (sistema financeiro), hoje temos uma crise de saúde sem precedentes, mas não estamos no total escuro como no começo do ano. Não estou dizendo que está tudo resolvido, mas pelo menos temos avanços importantes nas vacinas e na redução de mortes por conta das medidas de higiene/restrições tomadas — mesmo que isso não receba o merecido destaque nos noticiários.

Ao redor do mundo os últimos dados econômicos (países desenvolvidos) mostraram que houve um exagero nas previsões pessimistas e os PMIs (indicadores de atividade econômica) estão estabilizando até então. Por aqui, segundo foi noticiado, estávamos à beira de um impeachment e até então tudo não passou de um grande alarde.

Nesse meio tempo diversos papéis voltaram para os níveis de 2018/2017 e os múltiplos caros ficaram de uma hora para outra baratos ou no mínimo aceitáveis, ou seja, tivemos uma relação de risco x retorno favorável para compra. E toda essa narrativa explica (em partes) porque maio definitivamente não era um mês de venda e porque ficar desesperado por conta de notícia poucas vezes dá resultado.

No próximo blog vou fazer panorama sobre as projeções para o último mês do semestre e mostrar que agora não é hora de comprar.

*Resultado de maio de 2020 baseado no último fechamento de 28/05/20

Agenda econômica da próxima semana

Neste final de semana temos os dados de atividade industrial na China, ao passo que na segunda temos os PMIs da Zona do Euro (5h00) e EUA (10h45) referentes ao mês de maio. Na quarta (9h00) será a vez do Brasil apresentar o resultado de abril.

Nesta mesma quarta, às 9h15, será divulgado o ADP Employment de maio, que serve de proxy para o Relatório de Emprego (9h30) na sexta. Neste meio tempo, na quinta (8h45), atenção para a reunião de política monetária do Banco Central Europeu.