Resumo semanal: portas abertas [Fechamento Semanal 13/12]

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Por: Time Master Clear

13/12/2019 • Atualizado: 10/12/2021

4 minutos

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Confira o que aconteceu no mercado na última semana (09/12 a 13/12) e quais são as perspectivas futuras

Com novo topo histórico cravado em 112.829 pontos e alta de 1,3% nesta semana, o mercado segue com sua tendência de alta principal em busca dos 115 mil pontos no curto prazo, movimento que ganhou ainda mais impulso depois da decisão do Copom.

Assim como esperado, o Comitê de Política Monetária reduziu a Selic para 4,5% ao ano, mas surpreendeu positivamente ao não fechar a porta para um novo(s) corte(s) ano que vem como no comunicado passado.

O Copom segue pragmático com sua conduta ao reafirmar “cautela na condução da política monetária”, ao mesmo tempo em que todas as projeções de inflação permaneceram abaixo da meta para 2020 e 2021, mesmo considerando o cenário com câmbio a R$ 4,20, o que abriria espaço para ao menos um novo corte na reunião de fevereiro.

Mais do que nunca o mercado acompanhará de perto o avanço da economia, em especial, a fim de calibrar a expectativa para 2020. No momento a curva projeta manutenção em 4,5% ao ano para o ano que vem e levando em conta o recado ainda há espaço para reduzir esse prêmio para pelo menos 4,25% levando em conta o cenário mais conservador. Isso ocorrendo, o mercado seguirá firme para os 115 mil pontos.

Outro ponto que não é decisivo, mas que também ajuda na melhor da percepção da economia brasileira, foi a decisão da agência de classificação de risco Standard & Poor’s revisar a perspectiva da nota de crédito do Brasil (BB-) de estável para positiva, lembrando que a cada começo de ano a agência promove uma revisão geral das notas e isso eleva a chance do País subir na escala para em breve voltar galgar o Grau de Investimento perdido em 2015.

Somado ao Copom surpreendentemente dovish, as novidades positivas sobre o desfecho da guerra comercial entre EUA e China ajudaram o mercado doméstico, assim como o internacional.

A dois dias da entrada em vigor de US$ 160 bilhões em tarifas por parte dos EUA sobre produtos chineses, Donald Trump e o governo chinês disseram que concordaram com a “fase um” do acordo comercial, que inclui o corte das tarifas programadas para domingo.

Contudo, o presidente dos EUA afirmou que serão mantidas as tarifas de 25% sobre importações chinesas no valor de US$ 250 bilhões, ao mesmo que serão reduzidas para cerca de 7,5% tarifas sobre US$ 120 bilhões da outra tranche, no mais conhecido movimento de “morde e assopra”. No final do dia, o saldo sem dúvida foi positivo, pois um acordo finalmente foi formalizado depois de praticamente dois anos de desavenças.

Para fechar os assuntos da semana, não podemos esquecer da decisão do Fed, que também não surpreendeu ao manter o juro entre 1,5% – 1,75% ao ano e sinalizar que ano que vem esse piso será respeitado. O que realmente surpreendeu foi a fala mansa do presidente do Fed, Jerome Powell.

Na entrevista tradicional após a decisão, Powell afirmou que o Fed não pensará em subir o juro antes de “uma alta persistente da inflação” e fará “o que for melhor para a economia”. Em suma, manter sua política monetária estimulativa.

Calendário econômico para próxima semana

Vem chegando o final do ano e a agenda econômica aos poucos está perdendo força. No Brasil, destaque para a Ata do Copom (8h00) na terça e ao IPCA-15 (9h00) de dezembro na sexta.

Lá fora, no domingo (23h00) temos a produção industrial de novembro na China, enquanto nos EUA esse mesmo número será divulgado na terça (11h15). No final da noite de quinta o BC chinês terá a última decisão de política monetária do ano e para fechar a semana teremos a última versão do PIB dos EUA do 3º trimestre e o PCE de novembro às 10h30.

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