Sinal de alerta [Fechamento semanal 14/11]

Sinal de alerta [Fechamento semanal 14/11]

Navegue por assunto


Por: Time Master Clear

14/11/2019 • Atualizado: 10/12/2021

4 minutos

Compartilhar:

Confira o que aconteceu no mercado na última semana (11/11 a 14/11) e quais são as perspectivas futuras

Com a queda de 1% nesta semana mais curta por conta do feriado da Proclamação da República, o Ibovespa confirmou um sinal de venda no gráfico semanal que deixa qualquer compra neste momento no mínimo arriscada. Por isso, toda atenção para a mínima semanal em 105.260 pontos.

Uma vez perdido esse patamar, a correção do mercado ganha novo fôlego e temos o caminho aberto para a faixa de 103 mil pontos, onde efetivamente fica muito interessante ir às compras no conhecido “caiu, comprou”.

Como sempre comento para o pessoal do InfoTrade, não tenho dúvidas que estamos em um momento propício para alocação em renda variável, tanto do lado macro, como no lado micro. Porém, saber a hora de comprar é fundamental para maximizar esse bom momento. Dito isso, vamos aos fatos que pressionaram o mercado.

Como vem sendo dito por aqui, essa novela da guerra comercial entre China e EUA está longe do fim e essa semana foi um exemplo disso. Sem dúvida tivemos um bom avanço das negociações no mês passado, com a chamada “fase 1” muito bem encaminhada, mas isso não significa que qualquer acordo foi assinado e Trump deixou bem claro isso.

Segundo o presidente dos EUA, o martelo pode ser batido em breve, ao mesmo tempo em que criticou duramente a forma chinesa de negociar seus acordos, chamando de “trapaça”, como não concordou em reverter as tarifas já impostas como ventilado na semana passada. Ao mesmo tempo, segundo os jornais internacionais, a China reluta em fixar um compromisso numérico no texto de um possível acordo, em especial sobre os insumos agrícolas.

Por falar em guerra, depois de meses “trocando tiro” com o núcleo duro do PSL por maior fatia do fundo partidário e cobrando explicações sobre suspeitas de candidaturas laranjas, o presidente Jair Bolsonaro oficializou sua saída do partido e a criação da Aliança Pelo Brasil, que contará com 25 dos 53 deputados da bancada do PSL, sendo a segunda menor da Câmara, um verdadeiro retrocesso para a articulação política, já que o PSL era a segunda maior bancada. Agora, o PT irá liderar com folga com 54 deputados.

Para fechar com esse clima de guerra, não podemos esquecer das tensões crescentes na América Latina. No Chile estamos caminhando para um mês de protestos e o governo irá mudar a Constituição, enquanto na Bolívia ninguém sabe quem vai assumir depois da renúncia de Evo Morales, sem falar das perspectivas negativas com o novo governo argentino.

Todo esse cenário de instabilidade acabou desvalorizando a cesta de moedas dos países latino-americanos frente ao dólar, com o Real voltando para a casa de R$ 4,20 e o peso chileno atingindo seu menor valor histórico.

Destaques de alta/baixa do Ibovespa

 

Com desvalorização de 8,61%, CVC (CVCB3) foi a ação que mais recuou entre os papéis que fazem parte da carteira teórica do Ibovespa. A queda expressiva pode ser explicada pelo resultado muito fraco no terceiro trimestre e as projeções nada otimistas para os próximos meses — veja mais aqui.

Do lado positivo, o destaque ficou por conta de IRB (IRBR3) com uma alta de 6,70%, em processo de recuperação após recuar 8,47% na semana passada em vista do resultado fraco no terceiro trimestre.

Calendário econômico para próxima semana

A agenda econômica para a penúltima semana de novembro está bem parada. As duas coisas mais importantes serão o feriado no estado de São Paulo da Consciência Negra (quarta), que fechará a Bolsa mais uma vez, assim como o IPCA-15 (sexta) de novembro, que é uma prévia da inflação oficial.

Do lado internacional, nada de interessante nos EUA, enquanto na China teremos a decisão de política monetária do PBOC no final da noite de terça. Na Zona do Euro, vale destacar no começo da manhã de sexta os dados de atividade industrial de novembro.