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Stop Loss: saiba como definir o ponto ideal para cada operação

Stop Loss: saiba como definir o ponto ideal para cada operação

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Entenda como esse mecanismo ajuda a diminuir riscos e proteger o seu patrimônio

Quem investe em ações sabe que esse mercado muitas vezes pode se comportar como uma verdadeira montanha-russa, não é mesmo? E, sabendo disso, quem seria louco de embarcar nesses trilhos sem um cinto de segurança? Na renda variável, o sobe e desce de preços é constante e, às vezes, pode ser tão abrupto quanto uma dessas atrações radicais dos parques de diversões.

Por isso, além de ter um coração saudável para lidar com fortes emoções, quem decide se aventurar na bolsa de valores precisa contar com um bom equipamento de segurança. E, no “financês”, esse equipamento se chama stop loss. Neste artigo, você irá compreender como a correta utilização da ordem de stop loss ajuda a tornar o seu investimento mais seguro.

O que é stop loss

Imagine que você comprou ações de uma determinada empresa acreditando que os papéis iriam se valorizar. De repente, seja por um contratempo na companhia ou uma reviravolta no mercado, ocorre exatamente o contrário e o preço da ação começa a cair. É aí que entra em cena o stop loss.

Trata-se de uma ordem de venda disparada automaticamente quando os seus ativos atingem o limite de perda que você deixou preparado no início da operação. Esse mecanismo é essencial para impedir prejuízos incalculáveis e para manter você no controle da situação mesmo quando os ventos não sopram a seu favor.

O termo stop loss vem do inglês e significa literalmente “parar a perda”. E é exatamente essa a ideia: parar a perda antes que a ação caia ainda mais. Funciona assim: ao lançar uma ordem de compra no home broker, você estipula o prejuízo máximo que você pode absorver na operação e, com base nisso, define o preço limite até o qual a ação pode cair antes de ser vendida. Quando o papel atinge o preço estipulado, ele será vendido pelo melhor preço encontrado no mercado se houver condições.

Veja um exemplo: Imagine que você comprou uma ação por R$50,00 e programou o stop loss em R$45,00. Se o preço cair até o valor programado, a sua perda fica restrita a 10%. Considerando que o papel poderia continuar caindo irrestritamente, este limite é bem positivo. Pode parecer estranho considerar uma perda como algo bom, mas é muito melhor perder menos do que perder tudo, não é mesmo?

Como o mercado pode oscilar muito rapidamente, ao programar o stop loss, você define o preço de disparo e o preço de limite. Ou seja, imagine que a sua intenção seja limitar a perda no valor de R$ 45,00. Se as ações atingem esse valor, a ordem de venda é enviada. Entretanto, você precisa estipular um preço de limite para que a ação seja vendida, pois até a ordem ser executada o preço já pode ter mudado.

Assim, você pode colocar o preço de disparo em R$ 45,05 e o preço de limite em R$ 45,00, com centavos de diferença. Como os movimentos do mercado são muito rápidos, quando sua ordem for lançada pode ser que o valor já tenha mudado e se você não tiver o preço de limite talvez não consiga vender as ações no valor estipulado.

Vale lembrar que o stop loss não tem nenhum custo adicional. Como a ordem só será utilizada para encerrar a operação em caso de perda, ela funcionará como uma ordem de encerramento normal.

Como definir o stop?

Esta é uma pergunta capciosa. Será que existe um limite de perda ideal? Um stop curto demais poderia ocasionar um acionamento acidental, ou seja, a um mero “vai e vem” do mercado, a ação seria vendida por um preço baixo. Em contrapartida, um stop com muita folga pode tornar mais difícil a recuperação de uma eventual perda.

Em suma, não há uma receita mágica, mas existem dicas que contribuem para a definição de um stop loss equilibrado. E a lógica é mesma para o stop gain, mas, nesse caso, estamos definindo o alvo para garantir determinado lucro. Apesar de muitos investidores falarem sobre um percentual recomendável para esse mecanismo de proteção, não existe um consenso. O prejuízo aceitável varia tanto de acordo com o perfil da ação e suas oscilações como com a tolerância de risco do investidor.

Mesmo sem uma regra clara, existem alguns pontos de referência que podem ajudar na hora de definir um stop. Estabeleça uma relação de risco x retorno que faça sentido para você. É quase impossível querer ganhar muito arriscando pouco. Analise até que ponto você tem disposição para se expor e defina uma relação de risco x retorno equilibrada que te deixe mais perto dos seus objetivos.

Outra boa referência é a análise técnica. Ao analisar os movimentos dos preços nos gráficos você é capaz de entender melhor as oscilações do mercado e de se antecipar às tendências futuras, adequando o seu stop ao comportamento do ativo.

Psicologia do mercado e limite de perda

Além de ser uma proteção contra as intempéries do mercado, os stop loss também se apresenta como uma barreira que dificulta a mudança de estratégia constante por parte do investidor. Diante da dinâmica do mercado, que pode trazer variações inesperadas, não é incomum que os investidores coloquem a emoção acima da razão.

Entretanto, esse tipo de comportamento pode colocar o patrimônio em risco. Se não tiver o stop loss, diante de uma desvalorização, o investidor pode se deixar levar pelo impulso de esperar o papel se recuperar e pode acabar perdendo grandes montantes. Por isso, o pulo do gato do mercado variável é ter sangue frio para definir uma estratégia e se manter firme até o fim, sem ceder às tentações de fazer mudanças na hora do desespero.

O nosso estado emocional interfere diretamente nos nossos negócios e investimentos.  Quem compra e vende ações por impulso, como se fosse um jogo, assume riscos desnecessários e pode terminar no prejuízo.

Ter controle emocional para saber respeitar sua estratégia ou reavalia-la no momento certo é um requisito fundamental para ter sucesso. É preciso ter persistência e paciência para entender que as perdas fazem parte do aprendizado.