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Índice beta: gerencie os riscos das aplicações

Índice beta: gerencie os riscos das aplicações

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Entenda esta ferramenta essencial para analisar o comportamento dos ativos

Quem acompanha o mercado financeiro, já deve ter escutado falar de sobre o índice beta, um mecanismo que ajuda o investidor a identificar riscos e analisar o nível de volatilidade de um ativo. Com ele, é possível fazer uma análise mais completa do mercado, o que contribui para decisões mais alinhadas aos seus objetivos e minimiza o risco de perdas.

Neste artigo, você vai aprender tudo sobre o índice beta, suas funções, como calcular e usar. Acompanhe!

Entendendo o conceito de beta

O índice beta, também chamado de beta ratio, é responsável por medir o ganho que uma ação pode gerar mesmo diante das mudanças do mercado. Assim, é uma forma de calcular o risco desse ativo em relação aos custos de aquisição.

O indicador analisa qual a probabilidade do ativo acompanhar o mercado e como ele é influenciado pelos riscos iminentes. Dessa forma, responde questões como “caso o mercado caia, o que acontece com o investimento? Ele também sofre essa queda? Qual será o grau do impacto? É isso que o cálculo do beta pode te ajudar a analisar.

Nessa linha, existem alguns perfis que informam sobre o comportamento dessa variação, que pode ser neutra, agressiva, conservadora ou até mesmo negativa. Confira abaixo o que revela cada um desses níveis:

  • Resultado: β = 1: entende-se que a ação possui a mesma taxa de variação que o índice em comparação. Assim, um ativo que tenha beta igual a 1, terá risco igual ao benchmark – logo, é considerada neutra;
  • Resultado: β > 1: a ação apresenta mais mudanças em comparação ao mercado geral – logo, é vista como agressiva.
  • Resultado 0 > β < 1: nesse caso, a variação em contexto é inferior a do índice geral – logo, é considerada conservadora.
  • Também existe o resultado –β: quando negativa, indica uma reação contrária ao mercado em comparação.

Acompanhe o exemplo para ficar mais claro: considere que a bolsa suba 1% em certo momento. Conforme o esperado, a ação em beta 1 subiria 1% também, em caráter neutro. No entanto, calculando o beta como 2, é possível que a ação valorize, atingindo 2%. Porém, caso o beta fique entre 0 e 1, apresentando o valor de 1,5, por exemplo, o crescimento pode ser apenas 0,5%. Por fim, caso a tendência fosse negativa, seu cálculo poderia ser -1%.

Qual é a sua utilidade?

Em renda variável é preciso considerar que não se pode excluir o risco de mercado por completo. Porém, cada ação tem também o seu próprio risco, chamado de risco único, que pode ser maior ou menor. E esse podemos escolher.

O beta contribui para aperfeiçoar as tomadas de decisões no que se refere à aquisição de uma ação. Isso porque expõe os riscos envolvidos na operação. Contudo, é preciso ressaltar que o índice possui suas limitações, considerando que se baseia em uma projeção do passado. Isso significa que a ferramenta se utiliza de padrões para tentar prever o comportamento futuro do ativo. Como resultado, pode ser que nem sempre saia como o esperado.

O modelo de precificação de ativos financeiros (CAPM) também utiliza o índice beta. Esse modelo indica a expectativa de retorno que um ativo possui, baseado em uma série de variáveis. Uma delas é justamente o beta. Esse sistema também considera a rentabilidade de uma ação e o retorno do mercado.

Como realizar o cálculo do índice beta?

O valor obtido com o índice é o resultado de uma divisão entre a variação da rentabilidade do ativo e do mercado, considerando o mesmo espaço de tempo.

Assim:

β = variação do potencial de rendimento da ação/variação do potencial rentável do mercado.

Siga o exemplo abaixo, considerando:

  • X: variação do potencial de rendimento da ação em 30%.
  • Y: potencial rentável do mercado em 15%.

Assim:

β = x/y

30/15 = 2

Portanto, é preciso entender que o beta não é um valor fixo. Dependendo do período avaliado, pode variar bastante.

Agora, veja como esse índice pode ser aplicado. Baseado no CAPM, utilizaremos os seguintes dados. Considere:

  • X: ação sem risco com potencial de rendimento da ação de 6%.
  • Y: nível rentável do mercado em 15%.
  • β: beta de 2.

Assim, a fórmula para esse cálculo será:

x + β × y

Ao realizar as operações, obtemos:

6 + 2 × (15 – 6) = 24%

Dessa forma, de acordo com o CAPM, o rendimento previsto para uma ação, considerando a situação exposta é de 24%.

Fornecendo análises mais claras  e possibilitando bons resultados

Esse cálculo, em contexto adequado, é importante para realizar uma análise mais clara sobre o comportamento do investimento. Logo, é possível entender o que se deve esperar em comparação ao principal índice de mercado. No Brasil, utiliza-se o Ibovespa e nos EUA, usa-se o S&P500.

Índice Bovespa é o mais importante indicador do desempenho médio das cotações das ações negociadas na B3. É formado pelas ações com maior volume negociado nos últimos meses. Dessa maneira, se o mercado está apresentando alta, é interessante mirar em ações com o beta mais elevado. No entanto, em períodos de baixa, pode ser melhor optar por betas menores que 1, pois apresentam menos variação de valor.

Contudo, entenda que não se deve utilizar o beta como único indicador. Como outros métodos, esse também possui suas limitações. É muito importante realizar uma análise aprofundada acerca dessas decisões financeiras. Assim, poderá adotar uma abordagem que reduza as possibilidades de perda.

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