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O que é IPO? Descubra como uma empresa abre capital na Bolsa

O que é IPO? Descubra como uma empresa abre capital na Bolsa

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Entenda o que é IPO e como funciona o processo para abrir capital e negociar ações na Bolsa

Comprar e vender ações na Bolsa de Valores faz parte do dia a dia do trader, mas você já se perguntou como elas chegaram até lá?

O IPO, que significa Initial Public Offering, é o processo de Oferta Pública Inicial, no qual as empresas que irão abrir capital vendem suas ações pela primeira vez na Bolsa. Porém, a principal dúvida é: como, de fato, ele funciona?

Neste artigo, explicamos o que é IPO, como ele funciona e quais suas vantagens e desvantagens, tanto para a empresa quanto para o investidor.

O que é IPO?

IPO é a sigla em inglês para Initial Public Offering que, traduzido para português, significa Oferta Pública Inicial e diz respeito ao evento que acontece quando uma empresa decide abrir capital e distribuir suas ações na Bolsa de Valores pela primeira vez.

Quando isso acontece, a empresa passa de “limitada” (Ltda), que geralmente possui dois ou mais sócios, para “sociedade anônima” (S/A), quando as ações são vendidas na Bolsa e seus sócios tornam-se anônimos.

No Brasil, os IPOs ainda acontecem de forma tímida, mas estão em ascensão.

Algumas empresas brasileiras abrem IPO fora do País, como o caso da XP Inc, que teve seu IPO realizado em 11 de dezembro.

A oferta inicial de ações da XP Inc foi a nona maior entre as principais bolsas ao redor do mundo em 2019, em um universo de 250 empresas.

Tipos de ofertas públicas

Depois de entender o que é IPO, podemos dividir as ofertas públicas entre dois tipos: as primárias e as secundárias:

Oferta Pública Primária

A oferta pública primária é aquela que acontece quando a empresa decide abrir seu capital e emite novas ações para colocá-las à venda no mercado. Neste caso, a companhia é a vendedora das ações e o objetivo é arrecadar recursos para a companhia.

Oferta Pública Secundária

Na oferta pública secundária as ações já existem e são vendidas pelos próprios cotistas ou acionistas da companhia. Ou seja, o lucro obtido com a venda, vai para o vendedor e não para a empresa, como na oferta pública primária.

Diferença entre IPO e Follow-on

Ao analisar a lista de ofertas públicas no site da B3, por exemplo, é comum encontrar duas classificações: O IPO e o Follow-on. Mas qual é a diferença? Como explicamos acima, IPO é o evento responsável pela primeira oferta pública de uma empresa na Bolsa de Valores, ou seja, quando ela decide abrir seu capital.

O Follow-on, então, é o evento que indica ofertas públicas, primárias ou secundárias, de uma empresa que já tenha capital aberto na Bolsa.

Como funciona o IPO para a Empresa

Primeiramente, a empresa que deseja abrir seu capital precisa se registrar como companhia aberta na CVM (Comissão de Valores Mobiliários), órgão que regula o mercado acionário, e pedir uma permissão para poder ser listada na Bolsa de Valores.

Depois disso, a empresa precisa lançar um prospecto de oferta que, de acordo com o site oficial da B3, nada mais é do que um documento com todas as informações sobre a companhia e a distribuição das ações, como setor de negócio, situação de mercado, quadro administrativo, riscos e planos para o futuro do negócio, entre outros.

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Como investir em um IPO

O primeiro passo para participar ou flipar em um IPO é ser cliente de um banco ou de uma corretora. O termo flipar é muito usado pelos traders nessas ocasiões e significa fazer a compra de ações em um IPO com o intuito de vendê-las no dia de sua abertura no mercado para lucrar com isso.

Ao sair um IPO de uma determinada empresa, por exemplo, você receberá um comunicado no Home Broker sobre a oferta da companhia. O prospecto também pode ser encontrado no site da B3.

Antes de tomar qualquer decisão, é importantíssimo avaliar a saúde financeira da empresa em questão, seus concorrentes, a destinação do recurso captado e as análises feitas por analistas experientes de sua corretora sobre os fatores de risco.

Caso decida participar, você deverá fazer uma reserva das ações por meio do Home Broker, preenchendo o quanto deseja gastar com aquele ativo e qual o preço máximo que deseja pagar por cada uma delas. Tudo isso, de acordo com a banda de preços, no qual a empresa determina um intervalo entre o valor mínimo e máximo.

Depois do período de reserva, no qual todos os traders sugeriram seu valor de compra, acontece a precificação do valor das ações, conhecido como book builing, que define o preço final do papel. Logo, o negócio só não será fechado, caso o preço final, seja superior ao da sua oferta.

Por exemplo, se você ofertou R$ 12,50 por uma determinada ação que teve seu preço final a R$ 15 reais, você ficará de fora do IPO. Mas, caso você tenha sugerido o valor de R$ 18, poderá comprar as ações pelo preço estipulado e não pelo preço final.

É importante ressaltar que, ao reservar a compra de uma ação, é necessário deixar um percentual da oferta estimada como garantia, que pode ser o dinheiro em conta ou até ações e títulos públicos, sujeitos a deságio.

Vantagens e desvantagens do IPO para as empresas

A principal vantagem para as empresas é, sem dúvidas, o aumento de recursos financeiros para quitar dívidas, expandir mercado ou até adquirir novas empresas. Para os sócios iniciais, outro grande benefício é poder vender suas ações com mais facilidade e lucrarem com isso.

Torna-se uma empresa de capital aberto também é atrativo para atrair novos talentos, já que a empresa pode retribuir seus funcionários com ações tendo como objetivo retê-los na companhia.

Como desvantagem, podemos considerar o alto custo e a burocracia que uma empresa precisa arcar durante um processo de IPO, que pode sair em torno de milhões de reais. Além disso, quanto mais acionistas a empresa começar a ter, menor será o controle dos proprietários sobre ela.

Outro ponto negativo é que, apesar de ter mais facilidade na venda, os sócios não podem vender suas ações totais, pois isso poderia representar que eles não confiam no futuro da empresa e, consequentemente, prejudicaria o valor da companhia no mercado.

Além disso, depois se tornar uma companhia pública, a empresa começa a ser supervisionada segundo os regulamentos da CVM e passa a ser acompanhada constantemente por seus cotistas.

Ou seja, qualquer vulnerabilidade da empresa acaba ficando bem mais exposta, podendo trazer prejuízos ao valor da companhia e ao mercado.

Qual a vantagem do IPO para o investidor?

A maior vantagem de participar de um IPO é a chance de poder reservar as ações antes mesmo delas ingressarem no mercado, podendo pagar um valor bem menor do que o que será negociado em seu pregão de estreia.

Por outro lado, como o mercado acionário gira em torno da volatilidade, dependendo da companhia, é possível que o valor da ação, que subiu no IPO, acabe não sendo valorizada pelo mercado, e caia drasticamente em seu primeiro pregão, dando prejuízo aos investidores. Por isso, a importância de uma boa análise fundamentalista antes de decidir comprá-las.

Aprendeu o que é IPO? Abra sua conta na Clear e não perca a oportunidade de participar das ofertas públicas da B3.