Viver de Dividendos: é possível com a renda desse provento?

Viver de Dividendos: é possível com a renda desse provento?

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Por: Time Master Clear

21/02/2019 • Atualizado: 28/04/2022

7 minutos

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Bea Aguillar analisa todos os pontos que devem ser levados em consideração por quem quer viver de Dividendos. Confira!

Um dos investidores mais sábios do mercando financeiro, Warren Buffet, sempre defendeu que nenhuma pessoa deveria depender apenas de uma fonte de renda. Para ele, diversificando sua carteira é possível minimizar os riscos e evitar entrar em apuros, e quando falamos de renda variável, acredite, isso é bem possível.

Apesar de não ser uma tarefa fácil, acredito que é possível viver de dividendos. Primeiro, porque o investidor que pensa em montar uma carteira focada neste ativo, com toda certeza deverá investir no longo prazo e ter certa regularidade em seus aportes para que seu crescimento patrimonial justifique o recebimento de dividendos ao ponto de poder viver apenas desta receita.

Nesta matéria, Bea Aguillar, do canal Papo de Bolsa, dá detalhes sobre o provento mais popular do mercado e explica se é possível ou não viver de dividendos.

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Quais são os riscos de viver de dividendos?

Quando o investidor decide ingressar na Bolsa de Valores, é necessário que ele entenda os riscos para saber como driblá-los. Muitos defendem que visar o longo prazo pode ser o primeiro passo para começar a diminuir os riscos dos seus investimentos. Tudo isso depende se o seu perfil de investidor é adequado para os seus prazos, mas muito provavelmente se você procura viver de dividendos, então a resposta é SIM!

Entendendo que você irá montar uma carteira de ações que paguem bons dividendos para o longo prazo, a partir desse momento você precisará estudar sobre as empresas listadas na Bolsa e entender o potencial delas antes de selecionar as melhores para a sua carteira – seja as small caps, mid caps ou blue chips. Nesse ponto, a análise fundamentalista será de extrema importância, pois é por meio dela que você identificará se a empresa é boa ou não.

Como descobrir se uma empresa é boa ou não em dividendos?

Pensando em dividendos, o mais importante é entender se a empresa consegue ser lucrativa constantemente e a longo prazo, pois dividendos significa o lucro da empresa distribuído aos acionistas. Ou seja, empresas que trabalham com o financeiro no campo negativo, não terão nada a dividir com os investidores. Mesmo que as empresas listadas na Bolsa sejam obrigadas a distribuir pelo menos 25% do lucro obtido no período, existem algumas exceções para empresas que dão prejuízo.

Estas podem ficar até três anos sem distribuir qualquer tipo de provento aos investidores e acionistas, justificando anualmente os motivos para tais. Se no quarto ano a empresa continuar sem conseguir lucro, todos os acionistas –  tanto de ações ordinárias como preferenciais – passam a ter direito ao voto nas assembleias da organização.

Fique atento ao Payout

A foto, tirada de cima, mostra uma mulher sentada numa poltrona com um notebook no colo, no qual pesquisa sobre como viver de dividendos.

Payout significa a quantidade em porcentagem do quanto a empresa divide os seus lucros. Já sabemos que elas devem distribuir no mínimo 25%, porém fica a critério das mesmas destinar maior parte ou não dos lucros para a divisão com os acionistas.

Agora que você já sabe o que é Payout, vale uma observação: não é porque o payout de uma empresa é alto que ela deve ir automaticamente para a nossa carteira. Empresas que já estão consolidadas e há bastante tempo no mercado podem ter um payout alto, pois não precisam fazer grandes investimentos para crescer rapidamente. Já empresas pequenas listadas na Bolsa de Valores precisam reinvestir boa parte dos lucros para conseguir crescer ao longo do tempo. Por isso, é importante olhar o patrimônio líquido e o valor de mercado simultaneamente, comparando tamanho e posição da empresa perante os concorrentes.

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Quanto é possível receber em dividendos dessas empresas?

Nessa etapa, deve-se olhar o indicador que chamamos de Dividend Yield, ou seja, quanto de proventos será recebido em porcentagem em relação ao valor da ação praticado. Vejamos esse exemplo: a empresa Clear (CLRN3), listada na nossa Bolsa de Valores, está sendo cotada a R$21,35 e no último período pagou R$0,90 por ação. Seu Dividend Yield será de 4,5%, ou seja, essa empresa rentabiliza em dividendos o mesmo que a poupança e, analisando bem, muitos podem achar que o investimento seja ruim. Porém, quando se investe em ações, é possível ganhar não somente com os proventos pagos, mas também com a valorização delas no longo prazo.

Quando são pagos os dividendos?

Existem diversas plataformas, aplicativos e sites que podem indicar a data de pagamento, mas o comunicado oficial da empresa anunciando quando e quanto será distribuído o lucro da mesma, sempre sairá primeiro no site de RI (Relações com Investidor) da própria organização. Por meio desse portal a empresa divulga todos os resultados, balanços, projetos e demais comunicados aos quais os acionistas devem ter acesso.

Os calendários de pagamentos são previamente divulgados e cada organização faz o seu. Existem empresas que pagam dividendos todos os meses, enquanto outras pagam semestralmente ou anualmente. Para ter mais detalhes, basta encontrar os comunicados da empresa aos acionistas quanto a esse tema. Para quem deseja viver de dividendos será sempre interessante ter algumas empresas que paguem mensalmente os dividendos, não precisando ser todas, mas sim o suficiente para conseguir ter o retorno financeiro mensal para lidar com suas obrigações.

Os valores dos dividendos sempre caem diretamente na conta da corretora e não possuem dedução do imposto de renda, diferente de outra forma de receber proventos que são os juros sobre capital próprio, o qual já vem com a dedução do imposto.

Quanto é preciso ter para viver dos dividendos pagos pelas empresas?

Tudo depende do seu custo de vida e quanto sua carteira de dividendos está pagando. Hoje conseguimos tranquilamente encontrar boas empresas que pagam mais de 7% a.a. neste provento. Vamos supor que suas ações irão render em média esse percentual. Agora imagine que o seu custo de vida é de aproximadamente R$5.000,00 por mês. A conta é simples e não passa de uma regra de três: se você precisa que 7% seja igual ao seu custo de vida, que nesse caso é de R$5.000,00, então o patrimônio total investido na carteira de ações deverá ser de aproximadamente R$ 870.000,00 para cumprir com suas obrigações sem precisar trabalhar a mais por isso. Talvez pareça muito dinheiro para pouco retorno, mas nesse momento precisamos avaliar o quanto está pagando nossa renda fixa ao qual é indexada à taxa Selic, que em janeiro de 2019 não passou de 6,5% a.a.

Também é preciso levar em consideração que quem procura viver dos proventos no mercado acionário geralmente consegue rentabilidades muito maiores.

Portanto, é possível, sim, rentabilizar sua carteira de ações e viver de rendimento. Tudo depende do quanto você se dedica para formar seu patrimônio e alcançar boas rentabilidades pensando no seu custo de vida.

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