Volatilidade: estratégias para driblar as oscilações

Volatilidade: estratégias para driblar as oscilações

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Por: Time Master Clear

13/01/2022 • Atualizado: 05/05/2022

6 minutos

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A foto mostra uma mulher, na rua, mexendo no celular enquanto caminha.

Se você investe em renda variável, já deve saber que é muito importante redobrar a atenção com a volatilidade, especialmente se considerarmos os acontecimentos mais recentes que vêm ocorrendo aqui no Brasil. 

Por isso, separamos duas estratégias que permitem proteger seu patrimônio em tempos como esse: 

1. Diversifique sua carteira 

A primeira estratégia para driblar a volatilidade é considerar investir seu dinheiro em outros ativos, países ou moedas, porque, nesses casos, sua rentabilidade não irá depender exclusivamente de oscilações do Brasil.  

É possível, por exemplo, internacionalizar uma parte dos seus investimentos através de BDRs e ETFs, ou investir em ativos, como as commodities, que protegem seu capital do aumento da inflação. 

Na sequência, a gente te fala um pouquinho mais sobre cada um deles: 

O que são BDRs e como investir? 

BDR é a sigla que representa os Brazilian Depositary Receipts, certificados de ações que são negociadas no Brasil, no pregão da B3, mas que são emitidas por empresas do exterior. 

Ainda vale lembrar que os BDRs são caracterizados como um investimento de renda variável

Para investir em BDRs, é necessário ter uma conta em uma corretora de valores. Assim, você escolhe os tipos de ações que deseja e pode começar a operar; depois é só ficar de olho no desempenho dos seus papéis. 

Tipos de BDRs para investir 

Existem dois tipos de BDRs: os patrocinados e os não-patrocinados. 

Quando falamos de BDRs patrocinados, estamos nos referindo àqueles que têm participação direta na emissão dos papéis em território brasileiro. Esse tipo de BDR pode ser dividido em três níveis, de acordo com as informações que devem ser fornecidas ao mercado. 

Já no caso dos BDRs não-patrocinados, ocorre o contrário: eles são emitidos sem a participação da empresa e, inclusive, podem ser emitidos por mais de uma instituição financeira. Esse tipo de BDR é sempre classificado como BDR nível I. 

De maneira geral, todos os BDRs nível I devem ter suas informações divulgadas aqui no Brasil —as mesmas informações que foram divulgadas em seu país de origem. Além disso, a empresa que emite as ações desses tipos de BDRs não precisa estar registrada na CVM

Os BDRs nível II e III, diferentemente, são emitidos por empresas que, obrigatoriamente, possuem registro na CVM, e a principal diferença entre os dois níveis é que os BDRs nível III são registrados “na hipótese de distribuição pública simultânea no exterior e no Brasil”

O que são ETFs e como investir? 

A foto mostra um homem sentado à mesa, na frente de um notebook. Ele leva uma das mãos ao rosto e olha para a tela, numa expressão pensativa.

ETF é a sigla que representa os Exchange Traded Funds, ou fundos de índices negociados na Bolsa. Os ETFs têm sua rentabilidade relacionada a algum índice de referência, como o Ibovespa e o S&P 500. 

Alguns dos principais ETFs listados na Bovespa são: BOVA11, BRAX11, IVVB11 e DIVO11. A relação atualizada, o código de negociação, agentes autorizados e o histórico de cotação de todos os os ETFs podem ser encontrados no site da B3

As principais características que diferenciam os ETFs de outros fundos de investimento são: 

  • Tipo de gestão: quando falamos de ETFs, a preocupação da gestão é sempre replicar a composição de algum índice que já existe no mercado, e não buscar por oportunidades melhores para aplicar recursos de cotistas, como acontece com alguns outros fundos; 
  • Negociação: no caso de ETFs, só é possível negociá-los no pregão da B3. Em outros tipos de fundos de investimento, você consegue encontrá-los diretamente na corretora ou banco; 
  • Acompanhamento de desempenho: é possível acompanhar a rentabilidade dos seus ETFs em tempo real, dado que as cotações são divulgadas e atualizadas diariamente pela B3, não sendo necessário aguardar informações fornecidas por quem administra os documentos. 
     

Depois de entender o conceito de ETF,  talvez você se pergunte, por exemplo, se existe um valor mínimo para começar a investir ou qual é o caminho mais simples para isso. 

Bem, só é possível investir em ETFs através de uma corretora de valores, como a Clear, dado que as negociações são feitas por meio de um home broker um por um app de investimentos.  

A dica é estudar a respeito do índice no qual sua rentabilidade é espelhada. E não se esqueça dos seus objetivos principais. Essa pesquisa sobre o índice ainda vai te ajudar a entender qual é o valor mínimo da cota de negociação, que varia de acordo com o tipo de ETF. 

O que são commodities e como investir? 

Commodities, segundo a tradução literal, são mercadorias. No mercado de investimentos, dizemos que as commodities são matérias-primas fabricadas em ampla escala, mas com um grau de industrialização pequeno, que podem ser estocadas durante muito tempo sem perder sua qualidade. 

Existem quatro categorias de commodities: 

  • Commodities ambientais: se tratam de recursos naturais, como a água, a madeira e energia. 
  • Commodities agrícolas: se tratam de produtos do agronegócio, como trigo, açúcar e café. 
  • Commodities minerais: se tratam de recursos minerais, como o ouro, o gás e o petróleo. 
  • Commodities financeiras: se tratam de moedas e títulos governamentais, como o euro, o dólar e títulos do governo federal em geral. 

Investir em commodities pode ser uma boa estratégia para lidar com a volatilidade, já que a oscilação dos preços desses produtos varia de acordo com a oferta e a demanda. 

Além disso, as commodities são negociadas no mercado futuro, por meio dos contratos futuros, que funcionam como uma garantia em relação às variações de valores, e nos quais é possível operar grandes quantidades sem, necessariamente, ter todo o capital. 

2. Stock Picking 

A segunda estratégia que você pode utilizar para proteger seu patrimônio é escolher ativos de qualidade e com potencial de crescimento. Ou seja, optar por empresas sólidas, com uma boa perspectiva de valorização. 

No caso de empresas brasileiras, pode ser preferível investir em ações com tese de crescimento que não depende apenas do cenário local, ou, então, investir em ações de empresas líderes de segmento, que são referência de gestão. 

E existem, ainda, as empresas exportadoras, que não dependem somente de consumidores brasileiros.  

Por fim, pode ser interessante considerar o investimento em ações defensivas (como energia, saneamento, telecomunicações ou varejo alimentar), que não são muito ligadas a ciclos econômicos, não dependendo de fortes recuperações econômicas para continuar entregando potencial de valorização. 

No vídeo abaixo, você encontra todas essas informações e, se ficou alguma dúvida em relação a esse assunto, é só deixar um comentário pra gente: 

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Até a próxima!