Operações Estruturadas: tudo o que você precisa saber!

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Por: Time Master Clear

29/01/2021 • Atualizado: 10/12/2021

6 minutos

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Conheça as características e vantagens desse tipo de investimento que combina diferentes ativos

Existem alguns investimentos, como ações tesouro direto que já são velhos conhecidos dos brasileiros. Entretanto, as possibilidades no mercado financeiro estão cada vez mais versáteis. Um exemplo relativamente novo são as operações estruturadas.

Se você quer saber mais sobre essa modalidade de investimento que pode aumentar a sua rentabilidade com riscos controlados, continue lendo este artigo!

O que são operações estruturadas?

Operações estruturadas são investimentos que combinam mais de um produto financeiro com o objetivo de aumentar as perspectivas de ganhos e reduzir as possibilidades de perdas.

Ao contrário de outras aplicações, com as quais se visa obter vantagem com determinada tendência do mercado, nas operações estruturadas, é possível estabelecer ganhos e limitar prejuízos em cenários variados, tanto de alta como de baixa.

sso é possível graças ao mix de produtos com características que favorecem o equilíbrio entre rendimento e risco.

É possível realizar operações estruturadas com ativos como ações, opções, taxa de juros, derivativos, entre outros. Geralmente, o ativo base é negociado no mercado à vista, enquanto o ativo que dá à operação a sua característica única é o derivativo.

Por serem flexíveis, as operações estruturadas podem ser utilizadas em diversas estratégias como proteção da carteira, operações de capital de giro protegido e alavancagem financeira. Apesar de se enquadrar na renda variável, em alguns cenários, é possível antever qual será o melhor ou o pior resultado esperado.

Como funciona?

Esse tipo de investimento pode ser feito por meio de um Certificado de Operações Estruturadas (COE). Apesar de existirem outros formatos de operações que também são consideradas estruturadas, o COE ficou mais conhecido por ser o modelo oferecido pelas instituições financeiras.

Mas o que é o COE? O COE é um produto financeiro que mescla renda fixa e variável. Sua proposta central é simplificar uma operação que poderia ser complexa e, por isso, vem ganhando cada vez mais espaço no mercado brasileiro.

Para emitir um COE, a instituição financeira cria alguns cenários simulando o desempenho de um ativo e atrelando a rentabilidade a uma determinada cotação, como a do dólar, do Índice Bovespa ou até ações de empresas.

A instituição financeira combina determinados títulos e informa ao investidor qual será a rentabilidade, o prazo de investimento e o risco máximo da operação, que costuma ser baixo.

Em algumas situações, como na modalidade Valor Nominal Protegido, é possível saber qual será o rendimento da aplicação e proteger o valor investido. Isso é possível porque o emissor aplica grande parte do montante em ativos de renda fixa e uma pequena fatia em renda variável.

Dessa forma, se a parte variável oscilar para baixo, a parcela de renda fixa compensa o prejuízo. Se todos os ativos se valorizarem, o COE alcança o resultado esperado. Veja como funciona na prática:

Imagine que você investiu em um COE desse tipo indexado ao dólar com limite de rentabilidade de 15%. Há três cenários possíveis:

  • Se a moeda subir 15%, você recebe o valor investido com a rentabilidade de 15%.
  • Se a moeda subir mais do que a rentabilidade prometida, como 25%, você continua recebendo o valor investido somado aos 15% acordado.
  • Se a moeda se desvalorizar, você recupera o valor investido incialmente sem nenhuma rentabilidade ou prejuízo.

Já na modalidade Valor Nominal em Risco, as perdas são limitadas até o limite do capital investido.

O Documento de Informações Essenciais (DIE) é um documento que contém informações relevantes sobre a operação, como data de vencimento, possíveis cenários de ganhos e perdas e valor mínimo para investimento. Por isso, é fundamental lê-lo com atenção antes de optar por determinada aplicação.

Tipos de operações estruturadas

As operações podem ser combinadas envolvendo derivativos. Alguns exemplos são: trava de alta, trava de baixa, borboleta e outros, que veremos em detalhes abaixo:

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Trava de alta

Nesta modalidade, adquire-se uma opção de compra (call) com certo valor de exercício e vende-se por preço mais elevado, com a finalidade de, no futuro, o ativo estar valorizado no momento da compra.

Trava de baixa

Neste caso, o investidor vende uma opção de compra com valor de exercício menor e a recompra com valor superior. O objetivo é que, após o prazo estabelecido, o ativo apresente valor menor que na ocasião da compra.

Borboleta

Nesta operação, o cenário estimado é de estabilidade. Sendo assim, o investidor aplica em uma faixa de preço determinada e espera que o ativo não sofra variações.

Strangle

Já o strangle é uma estratégia que visa lucrar com a volatilidade do mercado. Isso quer dizer que o investidor lucra quando houver fortes variações de preço, tanto no movimento altista como baixista.

Vantagens de investir em operações estruturadas

Uma das principais vantagens de investir em operações estruturadas é a possibilidade de lucrar com o mercado de renda variável sem correr o risco de perder o capital investido, já que é possível receber de volta o valor inicial mesmo em condições desfavoráveis.

Outro ponto positivo é que não é necessário acompanhar o mercado diariamente, já que é possível fazer boas escolhas analisando apenas alguns indicadores.

Além disso, o investidor pode usufruir dos benefícios da alavancagem, potencializando sua capacidade de aporte.

Por fim, as operações estruturadas podem funcionar como uma espécie de laboratório para que o investidor comece a identificar boas opções em mercados mais competitivos.

Operações estruturadas: vale a pena?

Para investir em operações estruturadas é necessário ter uma tolerância moderada ao risco, visto que da mesma forma que ela pode oferecer ganhos expressivos, também pode não render nada.

Apesar de envolverem investimentos complexos, as operações estruturadas estão acessíveis a investidores menos experientes por meio do COE ou fundos de investimentos, que podem atender às expectativas de perfis mais conservadores ou que não tenham segurança para realizar as operações por conta própria.

Se você está iniciando nesse mercado, estudar os fundos de investimentos e as estratégias que envolvem operações estruturadas, vale a pena!

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