Análise Fundamentalista: Saiba como montar uma carteira de ações

Análise Fundamentalista: Saiba como montar uma carteira de ações

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Por: Time Master Clear

15/10/2019 • Atualizado: 28/04/2022

4 minutos

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Aprenda o que é a análise fundamentalista e como esse estudo pode te ajudar a investir na Bolsa de Valores

Análise Fundamentalista: o que você sabe sobre isso?

Entender o conceito básico da análise fundamentalista é muito simples. Vamos começar usando a imaginação.

Imagine que alguém quer te vender uma padaria. No primeiro momento, o que você faria?

Avaliaria quantos pãezinhos vende, quantos funcionários trabalham nela, quanto gera de receita, valor do aluguel do imóvel etc.

Para, a partir daí, avaliar se a padaria vale o quanto querem por ela e se você topa pagar. Certo?

Pois é. A análise fundamentalista funciona basicamente assim, só que no mercado de ações.

Em outras palavras, ao comprar uma ação na Bolsa de Valores, você não está apenas comprando um papel: você está comprando uma parte de uma empresa.

Por isso, entender como está a saúde financeira da empresa, por meio da análise fundamentalista, é essencial para evitar prejuízos no longo prazo.

Neste artigo, vamos explicar um pouco mais sobre esse estudo e como usá-lo para montar uma carteira de ações. Vamos lá?

Análise Fundamentalista: o que é?

Como o próprio nome sugere, a análise fundamentalista nada mais é do que estudar os fundamentos de uma empresa listada na Bolsa de Valores.

Dessa forma, é possível que o investidor esteja mais preparado para saber se a compra de uma determinada ação vale a pena. Sempre visando o longo prazo.

Faz parte da análise fundamentalista entender qual setor a empresa atua, quem é o CEO, se está endividada, de onde vem a receita etc.

Assim, o analista faz todo o estudo da empresa e chega a um preço justo da ação para os próximos anos e sua perspectiva de crescimento.

Importante saber que dentro da análise fundamentalista, há dois tipos: a análise top-down e a bottom-up.

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Análise Top-Down

Em português, de cima para baixo, a análise top down avalia o macro e variáveis da economia, como por exemplo juros, inflação, setor, governança etc.

Quando falamos em setor, cabe avaliar na análise top down, quais setores se beneficiariam com a queda dos juros, alta da inflação, dólar alto ou baixo, entre outros.

Se os juros caem, quais ações podem se beneficiar com isso?

Varejo, por exemplo, já que o consumidor consegue tomar mais crédito e menos juros no cartão de crédito.

Análise Bottom-Up

Essa análise, de baixo para cima, olha apenas os números e o valuation, em português, “valoração da empresa”.

Trata-se de uma análise de longo prazo para saber as perspectivas de valorização da empresa ao longo dos anos.

Ela analisa os números da empresa, se é boa e com preço justo na Bolsa.

Análise fundamentalista x Análise técnica: quando escolher qual usar?

A análise fundamentalista visa a valorização das ações no longo prazo, enquanto a análise técnica no curto prazo – no mesmo dia, semana ou mês – por meio de gráficos.

Ou seja, a análise técnica não se preocupa se a empresa vai cair ou subir no curto prazo, e nem entender a oferta e procura de uma ação, mas sim avaliar a saúde financeira da empresa.

Embora a análise técnica seja mais utilizada por traders, pessoas que fazem operações diárias, é possível usar as duas.

Basicamente o fundamento escolhe a empresa e a técnica a hora de comprar.

Como montar uma carteira baseada na análise fundamentalista?

A análise fundamentalista sempre vai se preocupar com a saúde financeira de uma empresa no longo prazo.

Por isso, ainda que a empresa esteja com um valor baixo na bolsa, se ela tiver perspectivas de valorização ao longo dos anos, valerá a pena.

O risco que existe ao montar uma carteira fundamentalista, é o tamanho da sua posição.

Isso porque, é fundamental diversificar entre empesas de diferentes setores, minimizando o risco de eventuais prejuízos e aumentando as chances de ganhos consistentes.

Inclusive para investidores que buscam dividendos, ou seja, uma parcela do lucro líquido de uma empresa distribuída entre os acionistas.

Pensando assim, o investidor terá uma proteção sempre. Por exemplo: se o cenário está ruim no Brasil, pensar em empresas que dependem do mercado externo e por assim seguir.