[xp_hellobar][/xp_hellobar]

Imposto de Renda no Tesouro Direto: veja como funciona

Imposto de Renda no Tesouro Direto: veja como funciona

Navegue por assunto


Imposto de Renda no Tesouro Direto: entenda como funciona a tributação em um dos investimentos mais famosos do mercado

tesouro-direto-imposto-de-renda

O Tesouro Direto é um dos investimentos em Renda Fixa mais famosos do mercado.

Além de ser a alternativa de aplicação financeira com um dos menores risco da economia brasileira, o Tesouro Direto pode oferecer uma rentabilidade superior à da poupança.

E o melhor: com praticamente a mesma liquidez.

Não à toa, muitos investidores contam com uma porcentagem do seu capital investido alocado em Tesouro Direto, para ser usado desde reserva de emergência até margem de garantia para operações de renda variável, tanto de Day Trade, como de Swing Trade ou Derivativos.

Neste artigo vamos te explicar como funciona (no detalhe) o imposto de renda no Tesouro Direto.

Vamos lá?

Como funciona o Tesouro Direto?

Antes de entender como funciona o imposto de renda no Tesouro Direto, vale entender um pouco sobre essa alternativa de investimento.

O Tesouro Direto tornou-se famoso por algumas razões principais: o baixo custo para investimento inicial (a partir de R$ 30,00) e a segurança, igual à da poupança.

Além disso, essa aplicação financeira tem liquidez em apenas 1 dia útil, ou seja, o dinheiro entra na conta do cliente um dia útil após a venda do título.

Mas, o que de fato é o Tesouro Direto?

O Tesouro Direto, ou títulos públicos federais, nada mais são do que ativos de Renda Fixa emitidos pelo Tesouro Nacional – órgão que representa o “caixa” do Governo Federal – para o pagamento de dívidas públicas.

Em outras palavras, funciona basicamente como se você emprestasse dinheiro ao governo e recebesse por isso uma taxa acrescida de juros.

Tanto a taxa quanto o vencimento e os indexadores, são predeterminados no momento da aplicação.

Por isso, esse investimento entra na categoria de Renda Fixa.

Existem três principais títulos, sendo eles:

Tesouro Prefixado (antiga LTN)

Esses títulos, como o próprio nome sugere, têm sua rentabilidade definida (prefixada) no momento da compra.

Isso quer dizer que, ao adquirir um Tesouro Prefixado, o investidor já sabe qual será seu rendimento ao final do período de aplicação.

Tesouro Selic (antiga LFT)

Esses títulos têm a rentabilidade diária vinculada à taxa Selic, a taxa básica de juros da economia brasileira.

Ou seja, se a Selic subir, a tendência é que a remuneração seja maior, e vice-versa.

Tesouro IPCA + (antiga NTN-B)

Títulos pós-fixados com rentabilidade vinculada à variação do IPCA (Índice de preços ao Consumidor Amplo, que mede a inflação “oficial” do país), acrescida de uma taxa prefixada.

Imposto de Renda no Tesouro Direto: como funciona?

Diferentemente dos ativos de Renda Fixa isentos de tributação, como as letras de crédito imobiliário (LCI) e do agronegócio (LCA), há incidência de Imposto de Renda no Tesouro Direto.

A forma de cobrança do Imposto de Renda no Tesouro Direto é feita por meio da tabela regressiva.

Ou seja, quanto mais tempo você investe, menos você paga.

A alíquota mínima é de 15%, para aplicações acima de 720 dias.

A máxima de 22,5% para aplicações de até 180 dias.

Confira a tabela abaixo e entenda como funciona o Imposto de Renda no Tesouro Direto:

Tempo de aplicação

Alíquota do IR (%)
Até 180 dias22,5
De 180 a 364 dias20,0
Entre 364 e 720 dias17,5
Acima de 720 dias

15

O Imposto de Renda no Tesouro Direto é calculado apenas sobre os rendimentos do período.

Ou seja, o valor que você investiu inicialmente não é afetado.

Vale lembrar também que o imposto é retido na fonte, ou seja, o investidor não precisa se preocupar em realizar o pagamento, pois a corretora já faz o recolhimento do valor devido e faz o pagamento para a Receita Federal.

E o IOF?

O IOF, Imposto sobre Operações Financeiras, bem como o imposto de renda no tesouro direto, é cobrado sobre os rendimentos no período.

No entanto, esse valor só é cobrado caso o investidor resgate a aplicação no prazo de trinta dias, conforme a tabela abaixo:

IOF-TESOURO-DIRETO

Importante: o IOF é cobrado antes do IR.