Inflação: o que é e como proteger sua carteira? 

Inflação: o que é e como proteger sua carteira? 

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Por: Time Master Clear

09/02/2022 • Atualizado: 03/05/2022

10 minutos

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Pouco mais de um ano após o início da pandemia do Covid-19, os efeitos do isolamento social e da freada no consumo têm se mostrado cada vez mais presentes, especialmente no que diz respeito ao poder de compra. Isso se deve, entre outros fatores, à inflação dos preços de bens e serviços. 

Se você chegou até aqui, é provável que deseje entender melhor o que é inflação e como ela afeta seus investimentos, certo? 

Então é só continuar a leitura para saber mais sobre esse conceito e como é possível proteger sua carteira de investimentos. Acompanhe! 👇 

O que é inflação? 

De forma simplificada, a inflação é o aumento dos preços de produtos e serviços. Seu principal impacto é a redução do poder de compra da moeda. No Brasil, a inflação é mensurada por diversos índices de preços, como o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), cuja finalidade é medir o sistema de metas. 

O que é IPCA? 

O IPCA é o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo, um dos mais importantes medidores da inflação, calculado e divulgado periodicamente pelo IBGE. O IPCA também é usado pelo Comitê de Política Monetária, para revisar a taxa básica de juros da economia, e como parâmetro, pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), para ajustar as metas de inflação. 

O IPCA serve para mensurar a variação de valores de determinados bens e serviços que integram a cesta de consumo de cidadãos brasileiros. O IBGE define essa lista por meio da Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF), que analisa o que e quanto a população tem consumido. 

Nessa lista, sempre há produtos básicos que fazem parte da cultura de consumo de quem é brasileiro, como arroz, feijão, materiais escolares, medicamentos, passagem de ônibus e outros serviços. 

O que é INPC? 

Também calculado e divulgado mensalmente pelo IBGE, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) é usado para mensurar a variação de preços de bens e serviços básicos consumidos pelas famílias brasileiras, cuja fonte de renda mensal varia entre um a cinco salários mínimos. 

O reajuste do INPC é feito periodicamente, à medida que o preço dos produtos e serviços mais consumidos pela população aumenta, tais como habitação, vestuário, alimentação e bebidas, saúde e cuidados pessoais, educação, entre outros. 

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O que causa a inflação? 

A inflação pode ser causada por diversas razões, como pressões de custos, gastos públicos, inércia inflacionária, pressões de demanda e expectativas de inflação. 

Na sequência, a gente te conta um pouco melhor sobre os principais conceitos que fazem parte do que é inflação. 

Gastos públicos

A foto mostra as mãos de duas pessoas segurando um papel que contém gráficos, em referência aos gastos públicos. A pessoa à esquerda segura um celular que também apresenta gráficos.
Os gastos públicos têm influência direta sobre o que é inflação

Como você já deve saber, o governo de um país é responsável pela emissão de dinheiro, e quando ele passa a emitir mais do que o necessário de acordo com a demanda, uma das consequências diretas é a alta dos preços de bens e serviços.  

Isso faz com que o poder de compra das pessoas seja reduzido. Ou seja, passamos a comprar menos com a mesma “quantia” de dinheiro. 

Além disso, quando o recolhimento de impostos é elevado, as empresas têm seus custos aumentados, ou seja, o acréscimo leva ao repasse nos preços para o consumidor final. 

Cartéis 

Quando um segmento da economia tem pouca concorrência, as organizações que o integram podem formar o que conhecemos como cartéis. Neles, as empresas controlam os meios de produção e distribuição de serviços e produtos. Assim, elas conseguem regular a oferta e determinar o valor dos ativos, deixando os consumidores à mercê de suas políticas. 

Embora essa prática não seja permitida pela legislação, é comum que esses acordos ocorram “por baixo dos panos”, impactando de forma direta em o que é inflação.  

Indexação 

Indexação trata-se de quando o “valor de etiqueta” de um determinado produto ou serviço está diretamente relacionado a outra alíquota ou valor, isto é, quando os preços indexados são atrelados a índices. 

Um exemplo comum é o que ocorre no mercado imobiliário com os preços dos aluguéis indexados ao IGP-M, o que faz com que os reajustes sejam realizados conforme a alíquota. Isto é, o preço acumula juntamente aos reajustes, causando a inflação.  

Custos de produção 

Sempre que os impostos, a matéria-prima ou outros custos de produção sofrem algum aumento de preço, os acréscimos são repassados ao consumidor final no preço dos produtos ou serviços. O que significa que a inflação também aumenta quando há oscilação de gastos nas empresas. 

Oferta insuficiente 

Esse é um dos principais fatores envolvidos no conceito de o que é inflação e por que ela ocorre.  

Quando não há produção suficiente, na relação de oferta e demanda, o consumidor paga o preço que for preciso para adquirir o produto ou serviço. Dessa forma, quando há mais demanda do que oferta, é comum que os preços sejam reajustados, também como estratégia para frear a procura por um determinado ativo.  

Inércia 

Resumidamente, inércia é quando ocorre uma estagnação nas políticas responsáveis pelo aumento dos preços.  

Por exemplo, se um grupo de um empresas de um determinado setor acreditar que haverá alta na inflação nos próximos meses, acabam subindo o valor de venda de seus produtos, por antecipação. 

Assim, por consequência da aposta de empresários na elevação dos preços, ocorre uma inflação real, ainda que, aparentemente, não houvesse outra razão para isso. 

Tipos de inflação 

A foto mostra uma mulher asiática, que veste touca, segurando e apontando para um papel no qual há um gráfico indicando a movimentação das ações de uma empresa, em referência ao que é inflação.
Conheça os tipos de inflação e veja, na sequência, como é possível proteger sua carteira de investimentos.

Agora que você já tem uma perspectiva mais ampla sobre o que é inflação e quais as suas causas, chegou a hora de entender quais são os principais tipos de inflação. Olha só: 

Inflação inercial 

A inflação inercial é o nome dado para uma alta de preços que vem como referência de altas no passado. Ou seja, quando a inflação passada impacta a inflação presente.  

Isso acontece, normalmente, pelo fato de muitos preços na economia brasileira estarem indexados à indicadores como próprios índices de inflação (como IGP-M ou IPCA), ou mesmo à taxa básica de juros ou à taxa de câmbio.  

Assim, quando há uma elevação nesse determinado índice, o preço de um bem ou serviço já se ajusta, elevando ainda mais a inflação total. 

Além do mais, a inflação inercial ocorre quando um determinado agente de mercado decide aumentar o valor de seus produtos ou serviços e, ainda que em uma escala pequena, acaba influenciando outros agentes do mesmo segmento a, igualmente, elevarem seus preços. 

Inflação de demanda 

Quando há o aumento da demanda por um produto ou serviço, mas a oferta não acompanha, ocorre a inflação de demanda. Ou seja, seguindo a lógica, os preços sobem porque há mais procura por um bem que não é suficiente para todo mundo. 

O motivo pelo qual as empresas aumentam os preços está no fato de que elas sabem que poderão lucrar mais com a escassez e o senso de urgência de consumo. Em outras palavras, as pessoas continuarão comprando, ainda que tenham que pagar por um valor acima do habitual. 

Inflação de oferta 

Por fim, trouxemos a definição sobre o que é inflação de oferta, também conhecida como inflação de custos, que ocorre quando as empresas se deparam com altos custos para fabricar um determinado produto ou serviço e, por isso, sua produção se torna onerosa. 

Entre as causas desse tipo de inflação, estão a possibilidade de um período de seca ou escassez, aumentando o preço de um determinado insumo, afetando significativamente os resultados. Assim, a empresa se vê obrigada a repassar os custos ao cliente final para evitar ao máximo seus prejuízos. 

Como se proteger da inflação: diversificando a carteira de investimentos 

Agora que você viu o que é inflação e como ela pode afetar seus investimentos, talvez se pergunte se é possível protegê-los dessas variações do mercado. A resposta é sim, e um dos melhores métodos de fazer isso é através da diversificação da sua carteira. 

Pega algumas dicas que a gente separou: 

Procure investir em produtos atrelados ao índice de inflação 

Investimentos que têm os índices oficiais de inflação como referência acompanham os reajustes de mercado, como o Tesouro Direto pós-fixado.  
📘 Leia também: Como investir no Tesouro Direto 

📘 Leia também: Como investir em Renda Variável 

Busque investir em dólar e fundos cambiais 

Como mencionamos no início do artigo, quando discorremos sobre o que é inflação, comentamos que ela causa a desvalorização da moeda nacional. Consequentemente, as moedas externas são valorizadas, o que abre margem para investir em dólar e fundos cambiais em tempos de inflação. 

📘 Leia também: o que é taxa de corretagem? 

Procure por Fundos Imobiliários e em ações de empresas ligas da commodities  

Pode ser uma boa estratégia de diversificação da carteira investir em fundos imobiliários e em ações de empresas ligadas a commodities, dado que parte do aumento de preços está relacionado a valorização dos materiais básicos de produção. Assim, você pode ganhar tanto com a valorização dos papéis, especialmente no longo prazo. 

📘 Leia também: Ações, a chave para se tornar sócio de grandes empresas 

📘 Leia também: Como montar uma carteira de investimentos 

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