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Ações Ordinárias: o que são e como investir?

Ações Ordinárias: o que são e como investir?

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A foto mostra um notebook ao fundo sobre uma mesa. No plano de frente, uma pessoa mexe no celular.

Entenda todas as características desse tipo de ação e descubra se é o investimento ideal para você

Na bolsa de valores existem diversos tipos de ativos que podem ser negociados.

Dentre eles, as ações se apresentam como uma modalidade de investimento cada vez mais interessante para os brasileiros.

Porém, você sabia que as empresas listadas na bolsa podem oferecer mais de um tipo de ação?

É realmente possível lucrar com ações, mas, para isso, é fundamental conhecer suas peculiaridades antes de se jogar de cabeça.

Um bom começo é compreender que esses ativos estão separados em dois grandes grupos de acordo com suas características, vantagens e riscos: ações preferenciais e ações ordinárias.

Para começar, neste artigo você irá saber tudo sobre as ações ordinárias.

Uma ação ordinária (ON) é identificada pelo código com final 3. Como exemplo, podemos citar ABEV3 (Ambev), VALE3 (Vale) e PETR3 (Petrobras).

Boa parte das empresas que entraram na bolsa nos últimos anos tem apenas ações ON.

Isso vem ocorrendo por conta do aumento das exigências para que as empresas concedam mais poder de decisão aos acionistas.

Algumas empresas só podem emitir ações ordinárias, como é o caso das que estão listadas no mais alto segmento de governança corporativa, o Novo Mercado, ou no Bovespa Mais, para empresas que querem entrar na bolsa gradualmente.

Ações ordinárias: Por que investir?

Ao adquirir ações ordinárias o investidor passa a ter direito de voto.

Isso quer dizer que os detentores de ações desse tipo têm poder para influenciar nas tomadas de decisões da empresa e até escolher quem a administra.

O grau de participação é proporcional à quantidade de ações ordinárias adquiridas pela pessoa.

Na maioria das empresas, uma ação dá direito a um voto. Quanto mais ações ordinárias você compra, mais participação você tem nas decisões.

Porém, até mesmo o pequeno investidor tem direito assegurado de participar das assembleias corporativas. Muitos investidores gostam de estar nessas reuniões para ter influência na gestão da companhia.

O grau em que isso acontece depende, além da quantidade de ações, do nível de governança corporativa da empresa e das regras do estatuto social, mas essa influência é mais comum do que se imagina.

Existem casos relatados na imprensa de pequenos investidores que conseguiram barrar certas estratégias e até impedir fusões.

Então, se você acredita que sua expertise pode colaborar com os rumos da companhia na qual investe, esse é o tipo de papel ideal para você.

Outra característica interessante das ações ordinárias para os investidores é o direito ao tag along, que é a participação no prêmio em caso de venda ou transferência de controle da companhia.

O novo dono não precisa comprar a empresa inteira, apenas o bloco de controle, um conjunto de ações ordinárias que dá a maioria dos votos nas assembleias (50% mais uma ação).

Nesses casos, a Lei das Sociedades Anônimas (que rege as ações ordinárias) institui que a empresa compradora pague aos detentores das ações ON, no mínimo, 80% do valor da cotação dos papéis, podendo chegar até a 100%.

É por esse motivo que, geralmente, as ações ordinárias valorizam mais que as preferenciais quando existe a possibilidade de mudança no controle da empresa.

E tem mais vantagem: apesar do direito de voto, o acionista que possui ações ordinárias não é responsabilizado pelas dívidas da empresa.

Suas perdas ficam sempre limitadas ao capital investido.

Além disso, quando pensamos no longo prazo, as ações ordinárias são mais vantajosas visto que o crescimento do capital da empresa resulta em retornos mais altos.

Quais são as desvantagens das ON?

Como vimos, as ações ordinárias possuem várias vantagens, mas também podemos enumerar algumas desvantagens em comparação com as ações preferenciais.

Os investidores com ações preferenciais, como o nome diz, tem prioridade no recebimento de dividendos e juros sobre capital próprio. Já quem tem ações ordinárias não conta com esse benefício.

Outro ponto importante é que caso a empresa seja dissolvida ou liquidada, os acionistas preferenciais têm prioridade em relação àqueles que compraram ações ordinárias.

Como faço para investir nesse tipo de ativo?

Como já vimos, a ação ordinária é facilmente identificada por levar o número 3 em seus códigos.

Para adquiri-las, é preciso ter conta em uma corretora e efetuar a ordem de compra. O processo em si é bastante simples.

Porém, a escolha da ação que representa um investimento promissor deve levar em conta diversos fatores.

Além de conhecer os tipos de ações, você também deve analisar o mercado e a empresa onde pretende investir. Não esqueça que você está se tornando sócio da empresa.

Análise os fundamentos e indicadores com cuidado. Além disso, entenda as regras de governança corporativa da companhia.

A bolsa e CVM (Comissão de Valores Mobiliários) exigem que as companhias listadas ofereçam diversas informações aos investidores por meio de seus sites.

Não deixe de verificar também a liquidez dos ativos. Geralmente, quanto maior a liquidez, mais recomendada é a ação. Tenha em mente seus objetivos para o investimento.

Para o longo prazo, você pode preferir as ações ordinárias por conta da garantia do tag along.

Para obter bons resultados, é fundamental levar em conta o seu perfil de investidor e suas metas. Conheça sua tolerância a riscos e respeite seus limites.

Entenda se prefere buscar ganhos maiores aceitando possíveis prejuízos ou se a segurança de retornos menores e garantidos parece mais atrativa.

Se investir da maneira correta, você será capaz de multiplicar seu capital e construir riqueza com as ações.

E se quiser saber mais sobre ações, confira nosso post sobre o que é follow on.